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17 de julho de 2017

Temer gasta R$ 15 bi para vencer na Câmara


Custou R$ 15,3 bilhões a vitória do governo Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara com o intuito de evitar que a Casa autorize o processo contra o presidente no Supremo. Nos últimos 15 dias, o Planalto empenhou R$ 1,9 bilhão em emendas parlamentares. Na quarta, Temer anunciou R$ 11,7 bilhões em linhas de crédito para obras de infraestrutura e, na quinta, realocou R$ 1,7 bilhão de recursos da Saúde. O destino do dinheiro está nas mãos de parlamentares que votaram a favor do governo e poderão utilizá-lo em suas regiões para ajudar em suas reeleições. (Globo)

Sérgio Abranches: “A judicialização das manipulações na composição da CCJ não impediu as manobras do Executivo no Legislativo. Elas são análogas a atos de obstrução de Justiça. Infelizmente, a presidente do STF, Cármen Lúcia, considerou como questão interna ao Legislativo as trocas ostensivas de membros da comissão, ancoradas em generosas distribuições de verbas públicas. Do ponto de vista político-institucional, não é questão interna corporis. Trata-se da intervenção do Executivo, com uso irresponsável do orçamento federal, em uma Casa do Legislativo, para influenciar o exercício de uma função constitucional singular. Essa função se dá no contexto de um processo judicial, que também envolve o Judiciário. É excepcional, não pode ser tratada como parte da agenda regular, cotidiana da Câmara dos Deputados.”

A Câmara deve decidir em 2 de agosto se encaminha ao Supremo a primeira denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer. Hoje, o presidente acredita contar com aproximadamente 220 deputados do Centrão. Ele precisa de 171 votos para impedir o prosseguimento do processo. Outras denúncias devem vir. A defesa do presidente entrou com recurso no STF para evitar que o procurador-geral tenha o poder de ficar enviando denúncias. Alega que todas fazem parte de um só processo.

Alon Feuerwerker: “O que diz o senso comum? Que a cada denúncia apresentada será mais penoso aos deputados bloquearem o processo no STF contra o presidente, pois o desgaste deles vai ser cumulativo. Apoiar caninamente o governante de popularidade residual tem tudo para virar um problema na hora de pedir o voto. Do outro lado, a maioria dos deputados depende cada vez mais de algum orçamento público. E portanto depende cada vez mais de algum governo. Se estar de bem com o Planalto é um ativo, ele fica mais valioso à medida que cresce o desgaste do político. Quanto maior o passivo do deputado por ter votado com o governo numa tese impopular, mais dependente ficará desse mesmo governo para manter uma base eleitoral que lhe garanta mais quatro anos de vida política ativa. O sistema de estímulos e incentivos é mais complexo do que indicam o bom senso e a lógica linear.”

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Morreu esta madrugada, aos 96 anos, dona Olga, mãe do ex-ministro José Dirceu. Autorizado a se deslocar para Minas pelo juiz Sérgio Moro, Dirceu estava ao seu lado.

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A nova pesquisa do DataPoder360, realizada entre 9 e 10 de julho, vê Jair Bolsonaro encostando em Lula numa prévia das eleições de 2018. No cenário em que Geraldo Alckmin é o candidato tucano, Lula teria 26%, Bolsonaro 21% e, Alckmin, 10%. Com Doria no lugar, Lula 23%, Bolsonaro com os mesmos 21% e Doria colado com Marina Silva — 13% e 12% respectivamente. Segundo a mesma pesquisa, 56% dos brasileiros dizem que não votariam de jeito nenhum em um candidato do PT; e 51% rejeitam igualmente um candidato do PSDB.

Aliás... Marina Silva se encontra hoje com artistas, no Rio. Na sexta-feira, anunciou à Rede que será candidata. Acaba de iniciar sua campanha. (Folha)

Enquanto isso... Elio Gaspari especula quais poderiam ser os candidatos apoiados por Lula no caso de se tornar inelegível: Ciro Gomes, Fernando Haddad, Joaquim Barbosa e a própria Marina compõem a lista. (Globo ou Folha)

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Gilmar Mendes saiu em defesa do Parlamentarismo no Twitter — diz que lerá O Parlamentarismo, do professor Manoel Gonçalves, em suas férias. Sugere que é solução para a “crise político-institucional” do país.

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Dorrit Harazim, responsável pelo que é provavelmente o melhor texto do jornalismo brasileiro, entrou no Twitter: @dorritharazim

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Nos cálculos da oposição, pelo menos 7 milhões de pessoas apareceram para votar no plebiscito convocado pela Assembleia Nacional da Venezuela instando o governo de Nicolás Maduro a convocar eleições antecipadas para presidente. A votação não é vinculativa pois não teve o aval do Conselho Nacional Eleitoral. E pelo menos uma pessoa morreu tentando votar, no ataque de uma milícia chavista na região oeste de Caracas. O governo Maduro está rachado e com dificuldades de tomar decisões enquanto o presidente insiste em criar uma Assembleia Constituinte. Não há nenhum sinal de que o ambiente de pressão popular contra o governo, que está nas ruas, vá diminuir. (Globo)

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Viver


“Gostaria de ver mais cientistas na vida política porque chegamos a um ponto no Ocidente em que isso é absolutamente necessário. Parece que estamos voltando no tempo. Há pessoas negando as mudanças climáticas e falando mal da ciência.” Um dos três vencedores do Nobel de Química de 2016, James Fraser Stoddart fala à Folha e defende que, “até certa medida”, cientistas precisam ser ativistas. “Há coisas acontecendo no planeta com as quais só nós podemos lidar."

Aliás… No Brasil, em sete anos, caiu 24% o orçamento de institutos federais de ciência. Segundo o Globo, diretores de 16 destas instituições e de outras três organizações assinaram manifesto para alertar ao governo que os cortes causarão “danos irrecuperáveis”.

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Maryam Mirzakhani, uma das maiores matemáticas do mundo e professora da Universidade de Stanford, morreu aos 40 anos. Primeira mulher a vencer a medalha Fields, em 2014, ela tinha câncer de mama. Sua morte forçou a imprensa iraniana a quebrar um tabu — embora nascida no país, não havia imagem da professora com hijab. Na época do prêmio, editaram a imagem para incluir um lenço digital. Nesse sábado, porém, os jornais de Teerã publicaram sua imagem com a cabeça descoberta.

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Roger Federer venceu Wimbledon pela oitava vez  e conquistou seu 19o título de Grand Slam, tornando-se o tenista com mais títulos na história entre os homens. Nas duplas, o brasileiro Marcelo Mello venceu junto com o polonês Lukasz Kubot. É a primeira vitória brasileira na tradicional grama inglesa desde que Maria Esther Bueno venceu, também nas duplas, em 1966. Já no feminino, a espanhola Garbiñe Muguruza derrotou a favorita Venus Williams e venceu o segundo Grand Slam de sua carreia.

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Cultura


“Há um jeito, sábio e amoroso, de revolver na mão a terra da gleba arada; de tocaiar as toupeiras, que alongam o morrete de suas galerias pelos canteiros da horta; de armar engenhosos espantalhos para defesa da semeadura, estacando manipanços ou pendurando um pintarroxo morto, que se balança ao vento e escarmenta os demais pintarroxos atrevidos.” Não, não parece, mas o trecho é de um relatório diplomático. Explica-se: o autor é Guimarães Rosa, e estes possivelmente são seus últimos escritos, guardados no Itamaraty e agora revelados pela Época.

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Vídeo: num desastre quase performático, uma mulher que tentava fazer uma selfie conseguiu a proeza de derrubar 12 esculturas numa galeria de arte em Los Angeles. A queda (das obras) se deu em efeito dominó, ritmado, qual regida por um artista. Só que não — a ‘performance’ deu prejuízo de US$ 200 mil.

Enquanto isso, em Nova York… a mais completa exposição de Hélio Oiticica nos EUA chegou há pouco ao Whitney. O museu criou uma playlist (no Spotify) batizada de Tropicália, título de uma obra de Oiticica que teria inspirado o nome do movimento cultural brasileiro. A lista inclui, por exemplo, músicos como João Gilberto, Gil, Caetano, Gal e… Ramones.

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Vídeo: os bastidores de Star Wars, Os Últimos Jedi. Há momentos solenes, divertidos e até cenas com Carrie Fisher, a Princesa Leia, que morreu no ano passado.

A propósito: A Disney anunciou que está desenvolvendo o Star Wars Hotel, em Los Angeles. Lá, os fãs/hóspedes farão uma ‘imersão’ na saga.

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Jodie Whittaker, da série Broadchurch, vai ser a 13a encarnação do protagonista da série Doctor Who. Há 53 anos no ar, é a primeira vez que uma mulher assume o clássico personagem da TV britânica. Whittaker substitui Peter Capaldi, que deixa a história após três anos. Seu último episódio, espera-se, deve mostrar a regeneração dele para a ‘forma feminina’, e será o especial de Natal deste ano e terá participação especial do primeiro Doutor. Veja o clipe de anúncio da mudança.

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A banda do exército francês ganhou as redes sociais no fim de semana. Na celebração da Queda da Bastilha, fez a moderninha e tocou Get Lucky, do Daft Punk — diante de um sorridente Emmanuel Macron e de um macambúzio Donald Trump.

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Cotidiano Digital


Para ler com calma: Algoritmos estão por toda parte. São alimentados por grandes bases de dados e seguem regras criadas por pessoas para tomar decisões. Já estão por trás de serviços financeiros — decisões de crédito e de valor de seguros, por exemplo, são tomadas quando os dados de indivíduos passam por algoritmos que avaliam o risco de cada um, a partir de comparações com comportamentos passados. Mas o que ocorre quando as regras que avaliam os dados são criadas com má fé — ou os programas são usados com fins nefastos? —, pergunta-se a jornalista Cathy O’Neill. Recentemente, os governos do Irã e do Sudão do Sul compraram softwares britânicos que permitem identificar, pelo comportamento nas redes, ativistas políticos. Na China, o governo tem um algoritmo usado para concessão de crédito que também dá uma nota de ‘comportamento social’ para cada cidadão. É uma das principais questões do mundo digital, ainda pouco presente nos debates.

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Já existe uma imagem circulando na web da segunda geração do Pixel, o celular da Google que concorre com o iPhone. Sua tela faz curva como os Galaxy Edge, da Samsung. E, à moda do HTC U11, ele é apertável — pressionando forte as laterais é possível disparar comandos. (O modelo atual não é vendido no Brasil.)

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O Meio é uma empresa jornalística. Mas é, também, uma empresa de tecnologia. No IDGNow, o CEO Vitor Conceição descreve como a tecnologia facilita nossa vida no cotidiano para lhes trazer o importante e o interessante do noticiário. Para os curiosos ;-)

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