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Foram os eleitores mais velhos que deram a vitória a João Doria, em SP

4 de outubro de 2016

4 de outubro de 2016

Foram os eleitores mais velhos que deram a vitória a João Doria, em SP

O Meio teve acesso a números e cortes da pesquisa de boca de urna do Ibope em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eles revelam dados mais profundos do que os geográficos, pintando um perfil mais preciso dos eleitores e de suas preferências.
 
O que mais chama atenção, no caso paulistano, é como são parecidos os eleitores de João Doria e Fernando Haddad em quase todos os cortes. Pouco mais da metade dos que escolheram um e outro foram mulheres. Dentre os votos do petista, 11% estão nas camadas mais pobres da população. O mesmo percentual para o tucano. Já 30% dos votos do atual prefeito são dos mais ricos. Para o futuro prefeito é só um pouco mais, 35%. 48% dos eleitores de Haddad têm ensino superior, assim como 44% dos eleitores de Doria. Dentre aqueles que foram até a 4ª série, em ambos os casos, 6%. No Centro, nas Zonas Norte, Oeste e Sul a distribuição percentual dos votos é muito parecida. Haddad teve uma concentração maior de eleitores em uma ponta da Zona Leste e, Doria, na outra.
 
A característica demográfica que os distingue é a etária. Dentre os eleitores de Haddad, apenas 17% têm mais de 55. São 26% dos eleitores de Doria. Na faixa anterior, entre 45 e 54 anos, é 15% contra 20%. É aí que está a diferença. Foi o fluxo dos eleitores mais velhos, de todos os extratos sociais e em todas as regiões que puseram o PSDB no comando paulistano.

Publicamos a tabela completa com o perfil dos eleitores de João Doria e Fernando Haddad no Facebook do Meio.

Eleitor de Freixo e de Crivella têm perfis radicalmente distintos

A típica eleitora de Marcelo Freixo é mulher (62% de suas eleitoras), jovem (53% com menos de 34 anos), ensino superior completo (66%), mora entre a Zona Sul e Santa Teresa ou Tijuca (63%) e está na faixa de renda familiar mais alta, acima de 5 salários mínimos (47%).
 
Já a pessoa que escolheu Marcelo Crivella tem um perfil mais próximo do carioca médio. 52% são mulheres e 48%, homens. A distribuição pelas faixas etárias é distribuída de forma equânime: 12% com menos de 24 anos, 21% até 34, outros 21% até 44, mais 21% até 54 e 25% com mais do que isso. Metade de seus eleitores têm ensino médio completo e 66% vive em famílias que recebem entre 1 e 5 salários mínimos. 34% são da Zona Oeste, 20% da Leopoldina, 7% vivem na Zona Sul e 6%, na Tijuca.
 
Não podiam ser pessoas mais diferentes.

Publicamos a tabela completa com o perfil dos eleitores de Marcelo Crivella, Marcelo Freixo e Pedro Paulo no Facebook do Meio.

Curtas

De quem é a culpa pela derrota de Fernando Haddad? Análise da jornalista Vera Magalhães, em seu Facebook.

Para ler com calma: Julia Duailibi conta, na Piauí, como João Doria se tornou candidato a prefeito.

Ferramenta do Estadão permite ver o desempenho de cada partido em todos os municípios do Brasil.

O desalento dos eleitores de esquerda em Porto Alegre.

Em carta dura, dirigentes da Rede criticam Marina Silva e deixam partido. Acusam a sigla de não se posicionar a respeito de nada.

Bye bye, baby

A premiê britânica Theresa May marcou para o final de março próximo o momento em que o Reino Unido ativará o artigo 50 do Tratado de Lisboa. E, assim, Londres começará a deixar a União Europeia. Tem um prazo de dois anos.

Um estudo do próprio governo indica que deixar a UE custará um PIB 6,2% menor em 2030. Dá quase R$ 20 mil a menos, anualmente, para cada família britânica.

Duelo dos vices

Você talvez não saiba quem são Tim Kaine ou Mike Pence. Mas um dos dois se tornará vice-presidente dos Estados Unidos em janeiro. Kaine (senador democrata pela Virgínia) e Pence (governador republicano de Indiana) se encontram hoje, às 22h (de Brasília), para um debate. Washington Post e CNN estão entre os que farão a transmissão ao vivo pelo YouTube. Quem prefere assistir e debater ao mesmo tempo pode recorrer à transmissão via Twitter.

Aliás… Hillary Clinton ampliou sua vantagem sobre Donald Trump.

Viver

Um Nobel japonês

Células, complexas como são, têm um sistema chamado autofagia. Comem partes de si mesmas. Quando há falta de nutrientes, quebram proteínas internas para produzir energia. O mesmo processo aparece quando há invasão por vírus e bactérias. Engolem e quebram em pedaços. Quando partes delas mesmas dão defeito, são também engolidas e quebradas. E, quando este processo não funciona, surgem algumas formas de câncer, de doenças degenerativas ou imunológicas. Autofagia funcionando mal está também por trás do envelhecimento.
 
O biólogo japonês Yoshinori Ohsumi venceu o Nobel de Fisiologia e Medicina por ter sido o primeiro a explicar o processo em detalhes.

O fim do HIV?

Um paciente britânico de 44 anos parece ter sido curado de Aids com os testes de novo tratamento.

A quarta orientação sexual

Se a bandeira do arco-íris simboliza o movimento gay, preste atenção nesta outra: são quatro faixas horizontais. De cima para baixo, preta, cinza, branca e roxa. São os assexuais. Não se interessam sexualmente por ninguém. Compõem aproximadamente 1% da população.

Cotidiano Digital

De olho no Google

Vale prestar atenção, hoje, no evento que o Google planeja realizar. Ocorrerá às 13h (de Brasília) e será transmitido ao vivo pelo YouTube.
 
Sempre que a Apple organiza um lançamento de produtos tem gente que se anima. O Google quer um pouco do mesmo tratamento e sabe que precisa se mexer para chamar atenção.
 
Se os rumores estiverem corretos, deve lançar hoje dois celulares, um tablet, uma plataforma de realidade virtual, uma solução para WiFi caseiro que não dê problema, além do Google Home, uma máquina para ficar na sala que funcionará como um assistente particular digital e que obedece a instruções de voz. A ver.

Cultura

Curtas

Vai ter disco novo dos Rolling Stones.

A nova temporada de MasterChef começa hoje, às 22h30, na Band.

Errata: diferentemente do que afirmou o Meio, ontem, Game of Thrones entra na penúltima temporada em 2017. Ainda não é a última.

Após vitória de 3 x 2 sobre o Santa Cruz, Palmeiras abre vantagem de três pontos sobre o Flamengo. Confira os melhores momentos.



PT e PMDB perdem nas grandes capitais

3 de outubro de 2016

Prezados leitores –
 
Sejam bem-vindos. Esta é a primeira edição do
Meio. As principais notícias do dia para ler e compreender em menos de oito minutos. Com links para quem deseja profundidade. De segunda a sexta, organizando o tiroteio de informação destes tempos digitais.

No site há um tanto de nossas crenças. E de quem somos. O Meio é uma startup. E, como toda startup, está em constante aprendizado, sempre em beta. Queremos ouvi-los: editor@canalmeio.com.br
 
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3 de outubro de 2016

PT e PMDB perdem nas grandes capitais

O maior derrotado das eleições municipais foi o PT. Não só por conta de São Paulo. Venceu 644 prefeituras, em 2012. Nas últimas contas, só tinha obtido 261 neste domingo. Dentre as capitais, reelegeu o prefeito de Rio Branco (AC) e só. Disputará o segundo turno no Recife e mais cinco cidades. Os candidatos que receberam o auxílio dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula em suas campanhas foram derrotados.
 
Para o PMDB, o resultado é mais dúbio. Se fez 1.024 prefeituras há quatros anos, já emplacou 1.023 neste. Ainda assim, ficou de fora do Rio de Janeiro, que dominava. E a candidatura Marta Suplicy não decolou em São Paulo. Sonhava passar de 1,2 mil cidades, não chegou nem perto. Ainda é o partido com mais prefeituras, mas a legenda do presidente Michel Temer encolheu em peso.
 
O PSDB, por outro lado, cresceu em poder. Na conta que inclui apenas os municípios com mais de 200 mil habitantes, os tucanos elegeram 14 prefeitos contra 7 do PMDB. O PT, que tinha nove, emplacou apenas um.
 
O número de abstenções passou dos 20% nas principais capitais. No Rio, encostou em um quarto dos eleitores.

Em SP, uma vitória de Alckmin

Em São Paulo, a conquista no primeiro turno pelo tucano João Doria Jr é inédita. Sua candidatura foi bancada pelo governador Geraldo Alckmin. José Serra se opôs, Fernando Henrique apoiou com discrição. Fazendo uma campanha construída para os eleitores que protestaram com o impeachment e defendendo o valor do trabalho, ele venceu 56 das 58 zonas eleitorais. Venceu até em regiões pobres de voto tradicionalmente petista como Guaianases, Cidade Tiradentes e Capão Redondo. Já o prefeito derrotado Fernando Haddad, que conseguiu no fim uma arrancada que o posicionou em segundo, teve seu melhor desempenho no bairro de classe média alta de Pinheiros.

No Rio, o derrotado é Eduardo Paes

Popular durante boa parte de seus dois mandatos, o prefeito carioca Eduardo Paes descobriu domingo seus limites. Bancou sozinho a candidatura de Pedro Paulo, seu braço direito, apesar das queixas por ter agredido sua ex-mulher. Os dois candidatos que seguem para o segundo turno, os Marcelos Crivella e Freixo, já declararam que não desejam o apoio formal de seu PMDB. Crivella teve maior apoio nos bairros pobres e, Freixo, nos ricos. A soma dos candidatos de direita e centro-direita que ficaram de fora passa de 40% dos votos válidos. Entre os de esquerda, não chega a 5%. Ainda assim, o eleitorado tem se mostrado volátil. É difícil, mas pode mudar.

Reinvenção

Dois partidos se apresentaram neste pleito propondo uma releitura da política. Pela direita, o Novo e, pela esquerda, a Rede.
 
O Novo, que teve menos destaque na imprensa ou nas redes fora do nicho liberal, elegeu um vereador em São Paulo (Janaína Lima), outro no Rio (Leandro Lyra) e, por fim, um terceiro em Belo Horizonte (Mateus Simões). Três das quatro capitais do sudeste. A Rede, apesar de nomes conhecidos, não fez nada nelas ou mesmo em Vitória.

Placar final

Sobem: Geraldo Alckmin. PSDB. Eduardo Suplicy. Ciro Gomes. Jair Bolsonaro. Abstenções.

Descem: José Serra. PT. Marta Suplicy. Eduardo Paes. Marina Silva. Dilma e Lula. Votos válidos.

Por 0,2%, colombianos dizem não à paz

O acordo de paz celebrado entre o presidente Juan Manuel Santos e o líder das FARC, Timoleón Jiménez, foi rejeitado pela população da Colômbia no domingo. O documento, com 297 páginas, previa que o grupo guerrilheiro abriria mão das armas, os soldados retornariam à vida civil e os líderes processados por crimes de guerra pegariam penas abrandadas. As pesquisas apontavam uma vitória do “Sim” com relativa folga e o resultado surpreende. A abstenção foi de 60% e a guerra já dura 52 anos.

Cotidiano Digital

A independência da internet

O governo americano deixou o comando da internet no sábado. À meia noite do dia 30, o contrato com o ICANN venceu e não foi renovado. Agora, pela primeira vez, a entidade que regula todo o sistema de endereços da rede não responde a mais ninguém. Ou responde: é comandada por 16 diretores escolhidos entre representantes da indústria de tecnologia, ongs ligadas ao digital e usuários.
 
Na última hora, um grupo de políticos ligados ao Partido Republicano ainda tentou impedir o processo na Justiça. Não conseguiu nada.

Antes do voo

Blogueiro cria lista com as senhas de wifi de todos os aeroportos.

Cultura

Na televisão

O Netflix pôs no ar um pacote Guerra nas Estrelas e, outro, Indiana Jones. O de Star Wars é mais bem fornido. Além dos seis primeiros filmes, estão lá as séries animadas Clone Wars e Rebels e a versão Lego The New Yoda Chronicles. Já o arqueólogo chega com os filmes, mas sem a (boa) série O Jovem Indiana Jones.
 
Ainda no Netflix: estrearam os treze episódios de Luke Cage, da Marvel.
 
Foi ao ar ontem o primeiro episódio de Westworld. É a aposta da HBO para substituir o vício de Game of Thrones, cuja última temporada será ano que vem. A nova série tem Anthony Hopkins, Ed Harris, Evan Rachel Wood e o brasileiro Rodrigo Santoro. Se passa num parque temático que emula o Velho Oeste com androides sofisticados. Nele, os visitantes podem realizar suas fantasias. (Trailer.)
 
Parque temático? A inspiração é um roteiro de Michael Crichton, de Jurassic Park.

Um livro para o fim de semana

A Tradutora, novo romance de Cristóvão Tezza, se passa no Brasil de 2014, em meio aos preparativos para a Copa do Mundo e uma crise que se avizinha. Tem selfies e Facebook, discute-se Dilma, tudo ao redor de vidas na classe média urbana. O Globo entrevistou o autor.

Viver

Curtas

A apresentadora Monica Iozzi foi condenada pela Justiça a pagar indenização de R$ 30 mil. Segundo o juiz, ela “extrapolou os limites de seu direito de expressão”. Monica criticou o ministro do Supremo, Gilmar Mendes.

Terminam suas residências e começam a trabalhar no início de 2017 as primeiras turmas de pediatras especializados em stress infantil.

Segundo estudo da revista médica Lancet, a inatividade física custou ao mundo, já, R$ 217,5 bilhões. Drauzio Varella comenta.

O que faziam dois chineses na Londres do tempo dos romanos?

Para quem perdeu no fim de semana: vale ler o simpático apesar de angustiado texto que a apresentadora Fernanda Gentil publicou em seu Facebook. Na sexta, ela assumiu o namoro com outra jornalista.