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27 de julho de 2018
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Alckmin domina a TV e, Bolsonaro, o WhatsApp


O Centrão formalizou, ontem, seu apoio ao PSDB de Geraldo Alckmin na corrida presidencial. DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade se juntam a PPS, PV, PSD e PTB. No total, com os tucanos, as siglas dão ao ex-governador paulista aproximadamente 40% do tempo de propaganda gratuita na TV, ou uns 7 minutos diários. Não há vice, por enquanto. O empresário Josué Castro recusou formalmente o convite.

“Por questões pessoais”, escreveu Josué, “não posso aceitar. Estou convicto, contudo, de que os partidos unidos em favor de um Brasil melhor indicarão candidato a vice capaz de agregar muito mais força eleitoral e conhecimento político do que eu.” Segundo Sonia Racy, primeira a anunciar a desistência, pesou a relação pessoal que seu pai, José Alencar, tinha com Lula. Ele se sentiria desconfortável ao se posicionar a respeito de críticas pesadas ao ex-presidente, que viriam durante a campanha. Alckmin já sabia da notícia desde a noite de quarta, quando Josué ligou para uma conversa. (Estadão)

Há outro fantasma na campanha tucana. O economista Roberto Gianetti da Fonseca, assessor de João Doria na corrida pelo governo paulista, foi alvo, ontem, da Operação Zelotes, da Polícia Federal. Ele, que é conselheiro eventual de Alckmin, é acusado de ter usado sua consultoria para intermediar dinheiro que terminou em suborno para conselheiros do Carf. Gianetti nega, mas se afastou da campanha do ex-prefeito. A Zelotes investiga uma rede de compra de perdão de dívidas na Receita Federal.

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Pois é. Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas sem Lula, terá 8 segundos de TV. A alternativa de campanha é o WhatsApp. Só o major Olímpio, um dos principais assessores do candidato, está em 897 grupos distintos no app de mensagens. Aquilo que envia tem o potencial de atingir 220 mil pessoas. Tem, segundo falou à Piauí, 60 mil dos 90 mil PMs paulistas. Seus assessores, assim como Bolsonaro e seus filhos, têm atividade semelhante na rede. Atingem diretamente um milhão de pessoas.

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Há uma crise em ebulição se formando no PT. O PSB adiou até 5 de agosto — o último dia possível — a decisão sobre quem apoiará. Para os petistas, segundo o Painel, é indício de que o partido possa se inclinar para Ciro Gomes. E, em se confirmando, pode ir junto o PCdoB, que defende há meses a união da esquerda no entorno de um só candidato. (Folha)

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Algumas dezenas de manifestantes do Movimento Brasil Livre fizeram, ontem, um protesto em frente à sede brasileira do Facebook, em São Paulo. Transmitindo ao vivo nas diversas plataformas — inclusive o próprio Face —, gritavam “censura não” e “sem fake news, devolve o meu perfil”. Na terça, a rede social removeu 196 páginas e 87 perfis que, segundo sua avaliação, agiam de forma coordenada baseadas em pessoas que não existem.

Pablo Ortellado: “A ação da plataforma segue o padrão que vem sendo adotado para tratar da desinformação online: em vez, por exemplo, de tentar arbitrar quais páginas produzem informação falsa ou verdadeira, a empresa tem optado por uma abordagem mais formalista, punindo a violação de normas por páginas e perfis maliciosos que tentam ocultar a identidade ou manipular o debate público. Esse parece ser o caso das páginas e perfis do Facebook que foram removidos.” (Folha)

Pedro Doria: “A missão que cabe ao Facebook é ingrata. Seu sistema já foi usado para manipular o voto. Este é um problema real que tem de ser encarado. E o Facebook está agindo. Mas talvez o problema seja insolúvel. Porque a praça pública não pode ser privada. As regras da praça pública exigem plena transparência. Não pode, nela, haver julgamentos sumários. Não numa democracia. Se um grupo pequeno de empresas — não apenas o Facebook, mas também Twitter e Google — serve de abrigo ou caminho para um bom naco das conversas sobre política temos perante nós um problema novo. É razoável partir do princípio que o Facebook tem as melhores intenções. Não resolve o dilema entre público e privado. Esta semana, uma empresa privada interferiu no debate eleitoral brasileiro. E não temos como saber se ela tem razão.” (Globo ou Estadão)

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A Justiça ordenou a prisão de mais dois suspeitos de participação no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. O mandado contra William da Silva Sant’Anna e Renato Nascimento dos Santos trata de uma outra morte, ocorrida em 2015. (2015)

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Hackers russos ligados ao grupo Fancy Bear, que presta serviços eventuais ao Kremlin, estão atacando a senadora democrata Clair McCaskill, do Missouri. Ela disputa reeleição em novembro. Recomeçou.

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Facebook versus Fakenews

Tony de Marco

 
MBL

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Cultura


Em São Paulo, de hoje a domingo, o Teatro Sérgio Cardoso recebe o espetáculo Sumaúma, uma colaboração do pianista Marcelo Bratke com Thiago Soares, bailarino premiado no Bolshoi que dançará ao som de Villa-Lobos e Ernesto Nazareth. Hoje, Ava Rocha lança o seu novo disco, Trança, no Auditório Ibirapuera. E para os fãs das telonas, com programação em diversos cinemas da cidade — CineSesc, CCBB, Memorial da América Latina, CPFL —, o Festival de Cinema Latino-Americano reúne o melhor da produção contemporânea até 1º de agosto.

No Rio, o Cine Joia, em Copacabana, recebe até domingo a mostra Som e Imagem, com documentários sobre música. Acompanhada pela Orquestra Sinfônica Brasileira e sob regência de Luiz Fernando Malheiro, a soprano Eliane Coelho interpreta árias de Giuseppe Verdi na Sala Cecília Meireles, no sábado. E a fotógrafa Sandra Delgado exibe 36 retratos de pessoas segurando um objeto pessoal, importante para elas — como Wagner Moura e o copo de estanho do pai —na exposição Objetos da Memória, em cartaz na Galeria Escombros do Retrato Espaço Cultural.

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Neste fim de semana, Tom Cruise chega aos cinemas para o sexto Missão: Impossível, Efeito Fallout (trailer). Sempre um desafio básico — desta vez, evitar a explosão de três bombas de plutônio simultâneas. No Vaticano, em Jerusalém e em Meca. Em A Festa (trailer), a personagem de Kristin Scott Thomas convida velhos amigos para uma pequena celebração. Ela acaba de ser nomeada Ministra da Saúde britânica. Cada um tem uma história diferente neste filme passado todo numa só casa. E o marido da ministra tem um anúncio. Veja as outras estreias da semana.

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Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska. Esse é o trio que vai estrelar a nova versão de As Panteras. A direção será de Elizabeth Banks, conhecida por papéis em filmes como Jogos Vorazes e A escolha perfeita. O lançamento do reboot deve acontecer em setembro de 2019 nos Estados Unidos.

Para relembrar: A abertura da série original, Charlie's Angels, que tinha Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith na década de 1970. E o trailer da primeira adaptação para os cinemas, estrelado por Cameron Diaz, Lucy Liu e Drew Barrymore.

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Viver


É noite de eclipse lunar. E não é qualquer um. É o mais longo do século. O fenômeno terá quase quatro horas de fase parcial, quando a Terra, o Sol e o satélite estão alinhados — o planeta fica ali, no meio, criando uma sombra. Ele começa às 16h30, quando a Lua ainda não nasceu por aqui. Ainda assim, ele poderá ser visto já no nascer da Lua em algumas cidades brasileiras — quanto mais perto da costa, mais ao leste, melhor.

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Apenas 13% dos oceanos do mundo permanecem intocados pelo impacto humano. A degradação é uma combinação dos efeitos da pesca, do transporte marítimo global, da poluição que vem da costa e das mudanças climáticas. E, segundo os pesquisadores, essas áreas ‘virgens’, importantes para a biodiversidade marinha, estão atualmente distribuídas de forma assimétrica; concentram-se principalmente no Ártico, na Antártica e em torno de remotas ilhas do Oceano Pacífico. Nas regiões costeiras dos continente não sobrou quase nada.

Aliás... A Disney decidiu reforçar o time das empresas que estão banindo o uso de canudos de plástico. Até a metade de 2019, ela vai eliminá-los de todos os seus estabelecimentos — todos os parques estão incluídos na decisão, exceto a Disney Tóquio. Anualmente, a empresa usa mais de 175 milhões de canudos de plástico. (Globo)

A Starbucks anunciou o mesmo há algumas semanas, mas há quem diga que a ação não é suficiente. Isso porque as novas tampas que a rede de cafeterias quer usar em seus copos podem ser tão difíceis de reciclar quanto os canudos.

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O governo britânico anunciou ontem a legalização da prescrição de remédios derivados de cannabis no Reino Unido. Os medicamentos, que deverão cumprir padrões de segurança e qualidade, serão legais para pacientes com necessidades clínicas excepcionais. A prescrição médica será obrigatória. A revisão da legislação ocorreu após a apreensão dos remédios de um menino epiléptico de 12 anos causar revolta no país. A expectativa agora é que a partir do fim de setembro os médicos já possam receitar para os pacientes remédios baseados na substância. (Folha)

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Cotidiano Digital


Após anúncio de que há uma expectativa de queda nos lucros nos próximos trimestres, as ações do Facebook que já haviam oscilado para baixo no aftermarket, caíram. Foi brutal: a empresa perdeu mais US$ 119 bilhões em valor de mercado. Jamais uma única companhia havia perdido mais de US$ 100 bi num único dia na história das bolsas americanas.

Não terá sido uma perda terrível para seus principais executivos. Durante o último trimestre, venderam no total 13,5 milhões de ações. Não há sinal de que tenham decidido vender os papeis já prevendo a queda. Mas desde de 2016 não vendiam tanto. Mark Zuckerberg é responsável por quase tudo — 13 milhões de papeis eram seus. Ele já havia anunciado que pretendia vender US$ 6 bilhões em ações para financiar sua fundação.

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A União Americana das Liberdades Civis, ACLU, testou a tecnologia Rokognition, da Amazon. E o resultado não foi bom. O pacote de bibliotecas, que pode ser incluído em softwares vários, serve para, entre outros usos, reconhecer o rosto de pessoas. No teste da ACLU, porém, 28 deputados americanos foram identificados como criminosos fichados. O sistema errou — e feio. E errou, numa proporção excessivamente maior, com parlamentares negros ou hispânicos. Jeff Bezos, presidente da Amazon, receberá uma carta com um pedido de conversa. O medo é de que, aplicado no mundo real como está, o software possa cometer injustiças.

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E há mais um wearable para chegar ao mercado. Se chama ÖRing Plus. O sensor é capaz de avaliar o nível de oxigênio no sangue, frequência cardíaca e velocidade durante a atividade física. Mas não é um relógio, tampouco uma tornozeleira como de hábito. ÖRing prende noutra parte do corpo.

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27 de julho de 2018
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