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10 de agosto de 2018
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E a campanha presidencial começou


Aconteceu entre 22h de ontem e 1h de hoje o primeiro debate presidencial, realizado pela Band. Dá para assistir à íntegra, no YouTube. Nas redes sociais, o Cabo Daciolo foi motivo de graça — mas o programa, em geral, foi morno. O Meio destaca, hoje, as principais análises.

Carla Jiménez: “Ao trazer a campanha para a casa do brasileiro, num formato familiar e conhecido desde 1989, percepções se cristalizam sobre cada candidato e injetam mais realidade do que as redes sociais conseguem. Não se pode eleger vencedores, mas pode-se dizer quem são os perdedores deste palanque televisivo. Ciro Gomes fica em xeque, pouco questionado nos primeiros blocos do programa, quando havia mais audiência acordada. Mas é o PT quem mais perde, emaranhado no imbróglio sobre quem é efetivamente a cabeça de chapa. Se não resolver antes do próximo debate, no dia 17 na RedeTV, vai perder espaço precioso na cabeça do eleitor. Para além das especulações, que só serão dirimidas numa próxima pesquisa, as três horas de programa só confirmaram que as eleições de 2018 são o pleito em que os brasileiros escolherão o menos pior. Depois de tantas cambalhotas desde 2014, há um couro mais curtido entre o eleitor que já se iludiu ou foi enganado. É a eleição mais angustiante da democracia recente, em que ninguém se atreve a ter certeza sobre quem estará no segundo turno em outubro. O coração está na boca e o desafio principal é não permitir retrocessos maiores do que o país já viveu até aqui. Não é só um debate que vai definir essa percepção, mas o noticiário que vem a reboque.” (El País)

Vera Magalhães: “O temor demonstrado pelas assessorias se manifestou no palco: nenhum dos principais candidatos confrontou pesadamente Jair Bolsonaro. O único a questioná-lo em tom mais incisivo foi Guilherme Boulos, que, por ser do PSOL, é rechaçado pelo eleitorado bolsonarista. Ser confrontado por ele, portanto, reforça as posições de Bolsonaro junto aos que o apoiam. Quem ficou mais na berlinda foi Geraldo Alckmin, que recebeu alfinetadas de Marina Silva (quanto ao Centrão), Ciro (que tentou associá-lo por diversas vezes a Michel Temer), Alvaro Dias (que associou o PSDB, partido do qual foi até outro dia, à corrupção) e até do pacato Henrique Meirelles, que disse que o PSDB chamava o Bolsa Família de ‘Bolsa Esmola’.” (Estadão)

Igor Gielow: “Geraldo Alckmin foi alvo preferencial, recebendo torpedos de baixa intensidade. Mas o ex-governador não suou frio, mostrando que tinha vacinas engatilhadas para sua associação com o centrão e pela defesa de reformas. O tucano buscou apresentar-se como preparado, mote de sua campanha. Mas passou do ponto, como quando sugeriu mudar o índice de correção do FGTS. Quem sabe o que a TLP? Ciente de sua má fama de destemperado, Ciro Gomes se conteve. Elogiou Alckmin e Marina, mostrou-se articulado e vendeu sua experiência passada. Marina continua com dificuldade em debates eleitorais, apesar de ser sua terceira campanha presidencial. O ex-ministro Henrique Meirelles provou que dará bastante trabalho para sua equipe de comunicação. Misturou dificuldades de dicção com tons de arrogância professoral.” (Folha)

Lydia Medeiros: “O sistema financeiro foi o alvo comum a todos no primeiro confronto da campanha presidencial. De Boulos a Meirelles, todos atacaram as altas taxas de juros e os altos lucros. Alckmin falou no fim da ‘bolsa banqueiro’. Ciro prometeu ajuda aos 63 milhões de devedores, acenando com redução de multas e refinanciamentos. No debate, sobraram ataques ao mercado financeiro, mas faltou clareza para oferecer ao eleitor soluções para seus problemas, como emprego, saúde, educação e segurança. Alvaro Dias apostou na ‘parceria’ com a Lava-Jato e anunciou Sérgio Moro no Ministério da Justiça. Meirelles tentou mostrar que é experiente, capaz de servir a governos diferentes. Marina tentou tirar proveito do isolamento (só tem o PV como aliado), atacando as coligações com partidos envolvidos em corrupção. Bolsonaro se mostrou sereno a maior parte do tempo, surpreendendo. Boulos foi o mais provocativo e foi dele a frase mais espirituosa da noite: ‘Aqui há 50 tons de Temer’. Alckmin, apoiado por nove partidos, quis passar a imagem de reformista.” (Globo)

Os principais momentos de cada candidato selecionados pelo Poder360. E, claro, os muitos memes.

Quem checou verdades e mentiras no debate: Aos Fatos e Agência Lupa.

Nas buscas do Google, que não são infladas por robôs como os trending topics do Twitter, Jair Bolsonaro foi de longe o vencedor. Entre 22h e 1h, 70% das procuras foram a seu respeito. Em segundo, Ciro Gomes com 12% e então Geraldo Alckmin, com 5%. Não quer dizer que sejam buscas positivas.

E... Com baixa audiência, o PT transmitiu via Facebook um ‘debate paralelo’ com Gelisi Hoffmann, Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. Assista ao vídeo.

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1º debate toca a mesma música

Tony de Marco

 
Toca-disco_1

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Cultura


Em São Paulo, o Sesc Belenzinho recebe hoje um encontro de gerações do rap do Ceará, com os dois cabeças do lendário Costa a Costa, Don L e Nego Gallo. A Casa do Povo comemora 65 anos amanhã com programação especial – churrasco na laje, intervenções, performances. E também está em cartaz no Sesc Pinheiros a exposição O Outro Trans-Atlântico, que reúne uma tendência comum em países não-centrais durante o pós-guerra: a arte cinética e a op-art.

No Rio, os chilenos da La Golden Acapulco se apresentam hoje na Audio Rebel. O Ballet de Santiago faz uma montagem de Romeu e Julieta sob direção de Marcia Haydée até domingo no Theatro Municipal. E em sua 24º edição, o festival de música e dança Rio Cello leva apresentações a diferentes pontos da cidade.

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Joaquin Phoenix venceu o prêmio de melhor ator, em Cannes, por Você Nunca Esteve Realmente Aqui (trailer), filme no qual interpreta um ex-agente do FBI cheio de traumas que se tornou um mercenário. As pessoas o contratam para resgatar mulheres traficadas para prostituição. Quando um político pede seus serviços, porém, ele se vê repentinamente no meio de uma série de assassinatos. Chega também aos cinemas esta semana O Animal Cordial (trailer), em que Murilo Benício é o dono de um restaurante, impopular entre os funcionários, que repentinamente se vê refém com eles durante um assalto armado e violento. O drama brasileiro nu. E para quem gosta de espetáculo adrenalina com pipoca, Megatubarão (trailer) promete isto. E não muito mais. Veja também as outras estreias.

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Cotidiano Digital


Uma mudança muito relevante está para se dar na internet americana nos próximos dois, três meses. As contas são da SimilarWeb. Pois há anos os cinco maiores sites, no país, são, pela ordem, Google, Facebook, YouTube, Yahoo e Amazon. Este é o ranking da web — ou seja, daquelas páginas que se acessa via browser. É um ranking estável, onde nada muda. Ou quase. YouTube está para ultrapassar o Facebook, tornando-se o número dois. E a Amazon ultrapassará o Yahoo, assumindo a quarta posição.

A mudança do YouTube é simples de explicar. Vídeos se tornam cada vez mais importantes, e canais na rede se consolidam como entretenimento primário para muita gente. Com o Facebook, é um pouco mais complicado. Muito de seu tráfego deixou a web e foi para o app, no celular. Se na web recebia 8,5 bilhões de visitas ao mês dois anos atrás, hoje está em 4,7 bilhões. O aumento do uso pelo app não substituiu a perda de todo. Mas é sinal, também, de maior distribuição dentro do portifólio da companhia. Instagram e Messenger, que também pertencem ao Fb, vêm aumentando consistentemente. O público busca alternativas sociais. Também há dois anos, usuários gastavam 27 minutos por dia no Insta. Hoje está em 56 minutos.

Com o Yahoo a história é outra: trata-se de uma empresa que não mudou, parou, e está lentamente perdendo a relevância.

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Aliás... Paulatinamente, as ações da Amazon vêm crescendo dia após dia. Se o valor aumentar em 7%, a companhia de Jeff Bezos cruzará, como a Apple, o valor de mercado de US$ 1 trilhão. Do início de 2018 para cá, a valorização foi de 60%. Pois é.

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A Samsung anunciou, ontem, seu Galaxy Note 9. E o celular grande dos coreanos chega com três novidades relevantes. A primeira está na bateria. Com 4.000mAh, é 25% maior do que a do Galaxy S9. É maior, aliás, do que boa parte dos Androids topo de linha. A S Pen, stylus para desenhar na tela, traz novos recursos. Serve, por exemplo, como um disparador remoto da câmera. Ou de controle remoto em apresentações. E a tela é maior do que o modelo anterior, com 6,4 polegadas. O aparelho virá, porém, com o Android 8.1, Oreo, mantendo a tradição conservadora da empresa que costuma estar sempre uma versão atrás no sistema operacional fabricado pelo Google. Chega às lojas americanas no dia 24, o modelo mais barato sairá por US$ 999 e, o mais caro, por US$ 1.250.

Não foi o único produto novo. Num mercado já difícil, dominado por Amazon Echo e Google Home, onde o HomePod da Apple batalha pela terceira colocação, lançaram também o Samsung Galaxy Home. Veja o vídeo. É uma excelente caixa de som, com seis alto-falantes. Mas sua inteligência é baseada no fraco assistente Bixby, que a multinacional tenta promover num mercado em que os concorrentes estão largos passos à frente.

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Viver


Primeiro foi o Capes, que na semana passada alertou o governo que pode ficar sem dinheiro para pagar quase 200 mil bolsistas a partir de agosto do ano que vem. Agora, o CNPq, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, também avisou que a redução no repasse de recursos para 2019 ameaça os investimentos em pesquisas no país. Segundo o presidente da instituição, Mario Neto Borges, o orçamento previsto para o ano que vem é de apenas apenas R$ 800 milhões, um terço a menos que em 2018. Ele afirma que isso “poderá limitar ações diversas como o lançamento de editais de pesquisa, contratações de novos projetos e outras iniciativas”. Vale lembrar que em agosto de 2017 o conselho alertou que os cortes em seu orçamento ameaçavam deixar sem pagamento cerca de 100 mil bolsas de estudantes e pesquisadores. (Globo)

O El País ouviu bolsistas do Capes que foram pegos de surpresa na última semana. “A gente se programa para que a bolsa acabe dentro do prazo de defesa da tese ou dissertação. Se ela acaba antes, isso significa que a pesquisa vai ter que ser concluída antes, algo que geralmente não acontece. É uma forma burra de não continuar com as pesquisas e jogar todo o dinheiro investido no lixo."

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Você já viu uma estrela cadente? Imagine, então, uma chuva delas. É o que vai acontecer na madrugada de domingo para segunda. Serão entre 40 e 80 meteoros por hora iluminando o céu noturno. Chamado de Perseidas, o fenômeno pode ser visto todos os anos em agosto, quando a Terra passa por um trecho de sua órbita que cruza com um conjunto de detritos do cometa Swift-Tuttle. Neste ano, o auge da chuva será durante a lua nova, o que deve facilitar sua observação —a noite fica mais escura. Mas a poluição luminosa pode prejudicar a observação. O ideal é buscar um lugar com céu limpo, sem nuvens, para conseguir ver o fenômeno.

Por falar em fenômeno... Cientistas britânicos afirmam ter desvendado o mistério do Triângulo das Bermudas, onde já sumiram dezenas de navios e aeronaves. Eles concluíram que as embarcações são sugadas para o oceano por ‘vagalhões’, ondas anormalmente grandes — de mais de 30 metros de altura — e inesperadas em mar aberto. Pois é. Parece que não é um portal do tempo.

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