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4 de abril de 2019
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Visita de Guedes à Câmara vira tiroteio


Foi, desde o início, tensa a sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em que o ministro da Economia Paulo Guedes foi recebido para falar aos deputados sobre a reforma da Previdência. “Gastamos R$ 700 bilhões com a Previdência, nosso passado, e R$ 70 bilhões com a educação, nosso futuro”, afirmou o ministro na síntese que fez de como enxerga a crise. Na semana passada, Guedes já havia faltado, temendo que não seria protegido por deputados aliados. Ontem, ocorreu o mesmo. Foi provocado inúmeras vezes, respondeu com destempero — e de confusão em confusão falou por mais de seis horas. Terminou em bate-boca. “O senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idososos, com os portadores de necessidades”, disparou Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, do PT. “Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país.” Perante a provocação, Guedes foi em cima. “Não vim aqui para ser desrespeitado, não. Tchutchuca é a mãe, é a avó, respeita as pessoas. Isso é ofensa. Respeito quem me respeita.” Sem conseguir conter os ânimos ou segurar a exaustão, o presidente da comissão, Felipe Francischini, encerrou os trabalhos.

Guedes foi exposto, em grande parte, por inexperiência de parlamentares do PSL, que deveriam ter exigido que perguntas de deputados de oposição fossem intercaladas com as da situação. (Folha)

Valdo Cruz: “O presidente Jair Bolsonaro receberá nesta quinta, individualmente, presidentes de seis partidos para tentar montar um novo modelo de articulação política e conseguir o apoio das legendas à agenda do governo, incluindo a proposta de reforma da Previdência. Ou seja, um novo modelo de articulação política deve ser discutido com os presidentes de DEM, PSDB, MDB, PRB, PSD e PP. Entre aliados, a especulação é que o governo pode propor, por exemplo, dar a deputados e senadores a possibilidade de apadrinharem programas e obras nos estados e nos municípios. Ou seja, eles seriam levados a eventos de lançamento de programas e obras, e anunciados como responsáveis diretos.”

Está nos planos do ministro da Educação, Ricardo Vélez, implementar mudanças paulatinas nos livros didáticos aprovados pelo MEC para uso em escolas do Brasil. Para Vélez, não houve Golpe de Estado em 1964 e o regime iniciado pelo presidente-marechal Humberto Castello Branco, que se estendeu até 1985, não foi uma ditadura. “Foi um regime democrático de força”, afirma o ministro. “Haverá mudanças progressivas na medida que seja resgatada uma versão da história mais ampla”, diz. “O papel do MEC é preparar o livro didático de forma tal que as crianças possam ter a ideia verídica, real, do que foi a sua história.” (Valor)

Na leitura de ex-aliados, diz o Painel, Vélez faz o gesto numa tentativa desesperada de se manter no cargo. (Folha)

Entre janeiro e a sexta-feira dia 29, Bolsonaro lançou na rede 68 anúncios de ações do governo via tweets. 37 deles, ou 54%, era celebrações de obras iniciadas pelos antecessores, segundo a Aos Fatos.

No ano de 2011, de acordo com a Receita Federal, 8.170 brasileiros entregaram uma declaração de saída definitiva do Brasil. É o documento que comunica ao Estado que aquela pessoa não mais vai declarar Imposto de Renda. Em 2018, 22.538 brasileiros entregaram os mesmos papeis. Quase triplicou. (Correio Braziliense)


Drama...O Parlamento britânico aprovou por uma margem de apenas um voto medida que impede o Reino Unido de deixar a UE sem um acordo —o ‘no deal’— e determina que a primeira-ministra peça um novo adiamento da saída. Theresa May e o líder da oposição, Jeremy Corbyn, voltam a se encontrar hoje. Entenda os vaivéns e impasses do brexit.

Cultura


Um homem de pés e mãos enormes, mas com a cabeça pequena, debaixo do sol. Difícil descrever o significado enigmático de Abaporu, a tela brasileira mais valorizada no mundo. A clássica pintura do modernismo brasileiro, da artista Tarsila do Amaral, volta a São Paulo (Masp) através da exposição Tarsila Popular, que reúne cerca de 120 obras da artista.

Pintada em 1928 e oferecida ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade, Abaporu é o marco do Movimento Antropofágico, que se propunha a deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la ao Brasil. As cores do quadro, não por acaso, reproduzem as cores da bandeira brasileira e seu nome vem do Tupi-guarani e significa Aba (homem) e Poru (comer). O quadro estava no Museu de Arte Latino-Americano, em Buenos Aires, na Argentina. Além do Abaporu a mostra contará com as obras, A Cuca, Operários e Manacá, entre outras, e ficarão expostas até dia 28 de julho, no primeiro andar do Museu.

Simultaneamente… o museu recebe a mostra Lina Bo Bardi: Habitat, com as principais obras da arquiteta responsável pelo Sesc Pompeia, o Teatro Oficina e a atual sede do Masp, na avenida Paulista. A mostra é dividida em três eixos principais, que contemplam a produção intelectual de Lina, suas incursões museológicas e a diluição de sua formação modernista europeia ao descobrir a cultura popular brasileira.

Tudo indica que não há limites para a ascensão de KAWS, o fenômeno do grafitti que o mundo da arte ama odiar. A Sotheby’s esperava que sua pintura de Os Simpsons, intitulada THE KAWS ALBUM, fosse vendida por US $ 1 milhão. Foi leiloada por US $ 14,7 milhões na segunda-feira, em Hong Kong - quase 15 vezes a alta estimada e cinco vezes seu recorde anterior; US $ 2,7 milhões no ano passado.

Foi a maior venda do lote NIGOLDENEYE® Vol. 1 que contou com a coleção pessoal do empresário japonês, DJ e produtor musical, Tomoaki Nagao, mais conhecido como NIGO. O trabalho foi encomendado em 2005.

Quem é KAWS ? Escrito assim, com letra maiúscula mesmo, é um grafiteiro americano e designer conhecido por seus brinquedos e pinturas. Pop Art e cultura permeiam sua série de estatuetas Companion, que se assemelham aos trabalhos de Takashi Murakami. Tendo começado como grafiteiro em Nova York no início dos anos 90, KAWS agora é encontrado em galerias e nas coleções do High Museum of Art, em Atlanta, no Museu de Arte Moderna de Fort Worth e na Coleção Rosenblum, em Paris. Em 2017, o artista  trabalhou com a Nike para produzir um calçado Air Jordan 4 e também com a Uniqlo para produzir uma camiseta inspirada em Peanuts.

E por falar em leilão… 70 fotografias raras de Diego Rivera e Frida Kahlo - tiradas pelo seu amante húngaro, Nickolas Muray - estão sendo leiloadas.

O tão aguardado primeiro trailer do filme Coringa, estrelado por Joaquin Phoenix e dirigido por Todd Phillips, finalmente foi revelado. O longa chega aos cinemas no dia 4 de outubro, e, ao que tudo indica, será a produção mais obscura já feita pela DC. No vídeo, o protagonista aparece como um comediante e palhaço falido, deprimido e indignado com o mundo, até o momento em que cai a gota d'água responsável por fazer o copo transbordar.

"Sou eu ou o mundo está ficando mais louco?". A primeira faceta revelada do personagem é a sua saúde mental. A caracterização dá a entender que ele sofre de depressão e tenta mascarar seus sofrimentos no trabalho. Confira 5 pontos para prestar atenção no vídeo.

Viver


Pela primeira vez na história, há mais idosos no mundo do que crianças, informou a ONU. São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos contra 680 milhões entre zero e quatro anos. Essa desproporção simboliza uma tendência: na maioria dos países, estamos vivendo mais e tendo cada vez menos filhos. “O envelhecimento da população é mais acentuado nos países desenvolvidos. Esses países tendem a ter menores taxas de natalidade por uma série de razões ligadas principalmente à afluência econômica - as taxas de mortalidade infantil são menores, o controle da natalidade é mais fácil e a educação dos filhos pode ser relativamente cara”.

O declínio e o envelhecimento das populações resultam em menos pessoas na força de trabalho, o que, por sua vez, pode levar a uma diminuição da produtividade econômica. Há consenso, no entanto, de que os governos precisam agir para desarmar essa ‘bomba-relógio (BBC).

O presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, disse que pesquisadores financiados pelo CNPq podem ficar sem bolsas a partir de outubro. Ele explicou que, além de a verba para este ano ter sofrido redução em comparação com o ano anterior, parte do dinheiro para 2019 foi usado para o pagamento das bolsas referentes a dezembro de 2018. "Azevedo estima que o CNPq necessite de cerca de R$ 300 milhões para conseguir fechar as contas de 2019, considerando tanto a redução orçamentária quanto os cerca de R$ 80 milhões do orçamento deste ano que foram usados para pagar contas do ano anterior".

4 de abril de 1968. O cineasta e fotógrafo sul-africano Joseph Louw ouviu um tiro, correu pra sacada, pegou sua câmera e bateu dois rolos de imagens. Suas fotos nunca colocaram o rosto em evidência, ‘para manter distância e respeito’. O homem assassinado era ninguém menos que Martin Luther King Jr.

A foto mais conhecida deste dia mostra os os parceiros de King apontando na direção em que o assassino havia fugido. É um dos registros mais importantes da História do século 20.

Disponível na Netflix, Selma mostra Martin Luther King como um homem político, um militante movido pela razão. Para os fãs de Mad Men, vale rever o episódio T06E05-Dilúvio. Os acontecimentos se desenrolam no dia do assassinato, 4 de abril de 1968; ou quando Don Drapper vai ao cinema com o filho assistir Planeta dos Macacos. Um dos melhores episódios de toda a série.

Cotidiano Digital


Google Duplex, a fascinante inteligência artificial capaz de ligar para um restaurante, marcar uma mesa, e tudo fingindo-se convicentemente humana, começa a ser distribuída — em 43 estados americanos — para uma série de celulares. Na lista está certamente o Galaxy S10 Plus, da Samsung, e modelos mais recentes do iPhone.

E... Lentamente, o Google está anunciando as novidades do Android Q, a ser lançado no segundo semestre. A versão Beta 2 já está à disposição de desenvolvedores e pode ser instalada em qualquer celular da linha Pixel — aqueles fabricados pelo próprio Google. A principal novidade nesta versão são bolhas. Em essência, pequenas janelas de um app que saltam quando o usuário está usando outro. O sujeito está usando o Instagram, alguém manda uma mensagem no WhatsApp — uma pequena janela com o conteúdo aparece e comando para responder rápido. Os apps autorizados a usar estas bolhas são customizáveis.

Mais dois imensos pacotes de dados de usuários do Facebook, armazenados sem qualquer proteção, foram descobertos por especialistas em segurança. O problema nasceu do vacilo de empresas parceiras. Uma, a Cultura Colectiva do México, mantinha em um servidor da Amazon 540 milhões de registros — comentários, curtidas, nomes de contas etc. — sem qualquer proteção. Outra, a californiana At The Pool, tinha perfis detalhados de 22 mil usuários, incluindo seus amigos, interesses, fotos, check-ins e lista de grupos dos quais participavam. Embora de menor envergadura, é semelhante ao escândalo envolvendo a consultoria política Cambridge Analytica. Os contratos de parceria do Facebook proibiam o armazenamento de dados cedidos em bancos de fácil acesso pela internet pública. Mas raramente eram monitorados.

A nova versão do WhatsApp dá controle ao usuário sobre quem pode incluí-lo num grupo sem consultar: Ninguém, Quem estiver na lista de contatos, Qualquer um. Grupos aleatórios que se multiplicam estão entre as principais fontes de notícias falsas da rede.





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