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24 de maio de 2019
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Histórias para ouvir

May renuncia e Reino Unido deve guinar à direita


A premiê britânica Theresa May renunciou conforme o dia amanhecia, no Brasil. Ela permanece no cargo até 7 de junho. Nestas próximas duas semanas, assumirá a responsabilidade pela derrota de seu Partido Conservador nas eleições para o parlamento europeu, receberá oficialmente a visita de Donald Trump ao Reino Unido, enquanto dá a seu partido a oportunidade de decidir quem é o próximo líder. O excêntrico chanceler Boris Johnson, ex-prefeito de Londres e defensor linha-dura da saída do UK da União Europeia, é o favorito para assumir o cargo. Seria uma guinada à direita populista. May caiu justamente em seu último lance para negociar o Brexit. Ela ofereceu, tentando atrair votos dos trabalhistas, permitir que o Parlamento decida realizar ou não um novo plebiscito de forma que os britânicos possam confirmar se desejam mesmo sair da união. O gesto não atraiu aliados na oposição e fez com que o baixo clero à direita de seu próprio partido se revoltasse. Ao fim, sem conseguir qualquer acordo, May perdeu apoio até de quem lhe era próximo. (Guardian)

The Economist: “Theresa May dedicou seu período no governo a uma tarefa simples: tirar o Reino Unido da União Europeia. Em novembro, ela assinou um acordo com Bruxelas. Mas os termos eram tão piores do que aqueles que havia prometido em casa que não conseguiu aprovação do Parlamento. Deputados a derrotaram três vezes por margens esmagadoras. Sob pressão de seu próprio partido, Mrs May prometeu que desistiria caso fracasse na quarta tentativa. A polarização é seu legado — e vai perturbar seu sucessor. O espaço para um acordo ficou ainda mais estreito do que estava em 2016. E ninguém deve acreditar que a saída de Mrs May resolverá o problema do Brexit.”


O presidente Jair Bolsonaro pediu a sua base, no Senado, que aprove a medida provisória que reestruturou o governo exatamente como os deputados a deixaram. “A minha bancada, a do PSL, é de parlamentares bastante novos”, afirmou. “Alguns ainda acham que tem de ganhar todas. Não dá, a gente vai perder alguma votação, sem problema algum.” Com pressa, Bolsonaro não quer reacender a discussão de retornar o Coaf ao ministério da Justiça. (Poder 360)

Pois é... Mas o Centrão rachou. O PSD, partido de Gilberto Kassab, votou em peso para manter o Coaf com Moro. Querem, discretamente, se afastar da imagem de corrupção do bloco. (Folha)

O comando do PT, informa Monica Bergamo, alerta para que a oposição não subestime o poder de mobilização da base bolsonarista. Argumenta que pode ser grande a manifestação de apoio, marcada para o domingo. (Folha)

Mas ninguém tem ideia ou consegue calcular o que vai ocorrer. Sônia Racy ouviu, de uma fonte no Planalto, que nem a inteligência do presidente consegue avaliar o tamanho de um movimento que está sendo convocado por WhatsApp. (Estadão)

Cumprindo o acordo de boca firmado por Donald Trump, os diplomatas americanos declararam apoio oficial à entrada do Brasil na OCDE. O anúncio foi feito pelo Itamaraty e confirmado pela Embaixada dos EUA no Brasil. (G1)

É uma empresa que foi alçada ao centro do mundo. Teve executiva presa. É acusada de espionagem. Produz smartphones da melhor qualidade. Tornou-se símbolo do patriotismo chinês. E é o rosto da ameaça real e concreta que Beijing representa para o Vale do Silício. Afinal, como é a Huawei? Sua história e a de seu fundador, Ren Zhengfei, sua curiosa estrutura acionária, e principalmente suas habilidades são o tema da edição deste sábado do Meio. Os assinantes premium a recebem. E, ora pois, ainda é tempo de tornar-se um. Quem faz a assinatura raramente se arrepende. E não custa (quase) nada.


Na web, a Amazônia não é nossa

Tony de Marco

 
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Cultura


Em São Paulo, começa hoje o 23º Festival da Cultura Inglesa. Veja toda a programação comentada no último podcast Bravo! indica. Nesta sexta-feira, também estreia a peça Kintsugi, 100 Memórias, do grupo Lume no Sesc Av. Paulista. Na Cinemateca, clássicos de Agnés Varda serão exibidos até domingo com ingressos gratuitos. O pianista russo Kirill Gerstein faz recital neste domingo com Beethoven, Liszt e Debussy no programa, às 18h, na Sala São Paulo. O espetáculo Cão Sem Plumas, da Cia. Deborah Colker, volta a ser apresentado em São Paulo no Teatro Sérgio Cardoso, até 2 de junho. É inspirado na obra de João Cabral de Melo Neto.

No Rio de Janeiro, o Museu de Arte (MAR) inaugura a sua principal exposição do ano, Rio dos Navegantes. A ideia é pensar o Rio de Janeiro como uma zona portuária. O Instituto Moreira Salles exibe neste sábado O Amuleto de Ogum, de Nelson Pereira dos Santos e, em seguida, debate a produção. No domingo, Dudu de Oliveira e o Choro da Glória se apresentam na Sala Cecília Meireles, às 16h. O Balé Nacional da China estreia a temporada no Brasil neste fim de semana no Theatro Municipal do Rio. Também amanhã, O Terno mostra o seu novo disco, atrás/além, no Circo Voador – quem abre é Maria Beraldo. Ao lado, o BaianaSystem toca na Fundição Progresso o seu disco novo. Para mais indicações culturais, assine a newsletter da Bravo!

Entre as estreias nos cinemas, destaque para Aladdin; agora, em vez de desenho animado, como no premiado filme de 1992, os personagens ganham vida. Segundo a crítica, o trio de novos protagonistas brilha e a Disney,  que começou em 2014 uma franquia não-oficial com adaptações de seus clássicos animados em filmes de atores, pode ter conseguido seu melhor resultado (trailer). E J. R. R. Tolkien se torna tema de Tolkien, uma cinebiografia focada na juventude do famoso autor britânico e em tudo o que se tornou inspiração para seus trabalhos. As cenas do filme acompanham o autor de O Senhor dos Anéis da infância, já órfão, entre as amizades na escola, os estudos na universidade de Oxford, ao seu ingresso na Primeira Guerra Mundial (trailer). Outra estreia interessante é Inferninho. O longa cearense, com aspectos surrealistas, ganhou diversos festivais internacionais. A história se passa num barzinho decadente onde pessoas que fogem de padrões da sociedade podem se expressar livremente e até mesmo assumir posições de poder (trailer). Veja os outros lançamentos da semana.

 

Para quem é de Game of Thrones, o vídeo do ator Morgan Freeman relembrando a série é imperdível.

Uma coleção de 50 cartas de amor escritas pelo músico canadense Leonard Cohen para Marianne Ihlen será leiloada em junho, pela Christie’s, em Nova York. Sob o título Write Me and Tell Me Your Heart: Leonard Cohen’s Letters to Marianne, o arquivo traz registros do caso romântico que tiveram na década de 1960, período em que Cohen passou da dificuldade à fama. Marianne inspirou diversas músicas do compositor, incluindo Bird on a Wire. Neste vídeo, em Dublin, um vídeo de Cohen cantando So Long, Marianne em 2014. Segundo a Christie’s, as cartas transbordam detalhes biográficos e “emoção pura”. Uma delas, escrita em Tel Aviv, em setembro de 1960, no início do relacionamento, começa com: “É difícil escrever para você. A praia está muito cheia, e você está ocupando todo o meu coração”. Ambos sofreram de leucemia e morreram em 2016.

Viver


A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou pela criminalização da homofobia e pela equiparação da prática ao crime de racismo; análise será retomada em 5 de junho. No julgamento, ministros da Corte destacaram o número de violência contra a comunidade LGBTI. O ministro Luiz Fux, que votou a favor da criminalização, criticou a “inércia legislativa” do Congresso para votar o tema.

A Forbes Travel Guide divulgou a lista completa dos melhores quartos de hotel do mundo. De Beverly Hills a Pequim, os 41 vencedores conseguiram completar os mais de 900 critérios avaliados, incluindo qualidade dos lençóis e tipos de lanches no frigobar.

Os cigarros eletrônicos, sugere pesquisa, podem enfraquecer a capacidade do corpo de combater o vírus da gripe, embora possivelmente de uma maneira diferente do cigarro convencional. Existem algumas advertências para os resultados do estudo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. O principal deles é que os pesquisadores ainda não publicaram seu trabalho em um periódico revisado por outros especialistas. A questão iminente é se os efeitos implícitos no corpo representam um dano significativo.

No Brasil, a venda do dispositivo é proibida pela Anvisa, mas consumidores brasileiros hoje compram o produto com facilidade em sites de comércio eletrônico.

Caverna Tham Luang, Tailândia, 2018. O resgate quase impossível de um time de futebol - doze meninos e um técnico - chamou a atenção do mundo. Em Os meninos da caverna, o jornalista Rodrigo Carvalho aproxima o local e o universal ao oferecer uma visão muito peculiar da história que ultrapassou regiões e países. Vale a leitura.

Aproveitando que é sexta, vale lembrar que dormir deveria ser prioridade de todos que tentam assimilar a maior quantidade de conhecimento possível. Ficar acordado na noite anterior a uma prova, por exemplo, pode não ser uma boa ideia, alertam especialistas.

Cotidiano Digital


Donald Trump sacou do bolso uma explicação para o banimento da Huawei, agora proibida de fazer negócios com qualquer empresa americana. Oficialmente, era porque a empresa ofereceria risco de espionagem contra os EUA — uma acusação antiga, porém jamais provada. É um argumento que pode defender o bloqueio à venda de equipamento de infraestrutura de comunicação, mas que não justifica proibir todo e qualquer negócio, até em produtos voltados para o consumidor final. “Veja o que eles fizeram do ponto de vista da segurança, do ponto de vista militar”, disse Trump numa entrevista coletiva. “É muito perigoso. Daí é possível que incluamos a Huawei em algum acordo comercial. Se fizermos um acordo, imagino que dê para incluir a Huawei de alguma forma.” Uma grave preocupação com segurança que pode ser ignorada mediante um acordo comercial, pois.

De bastião da abertura de governos a acusado de estupro na Suécia a parceiro russo na intervenção sobre o pleito americano — os EUA indiciaram, ontem, Julian Assange, fundador da WikiLeaks, com 17 acusações de espionagem. O governo Obama chegou a considerar acusá-lo de espionagem, mas desistiu — a implicação é séria. Se publicar documentos secretos for criminalizado neste nível, também a imprensa poderia ser afetada. As acusações se referem aos documentos sobre a Guerra do Iraque tornadas públicas por Assange. Vários veículos de imprensa receberam o mesmo pacote e, embora com mais cautela, também publicaram ao menos parte dos dados. Se as cortes condenarem Assange, haverá uma profunda mudança de paradigma na maneira americana de encarar liberdade de expressão. (New York Times)

Estava tudo certo para o Magazine Luiza comprar a Netshoes, principal empresa de ecommerce de material esportivo do país. Pois o grupo SBF, dono da Centauro, atravessou o negócio. Ofereceu um prêmio de 40% acima do oferecido pela MagaLu — US$ 87 milhões contra US$ 60 mi. O Cade já havia autorizado a primeira venda. Se os donos da Netshoes decidirem mudar, será preciso fazer nova avaliação. Estima-se que, para ficar de pé, a Netshoes precisará de uma injeção de R$ 150 milhões.

Tem data marcada e os convites já saíram: no dia 3 de junho, às 14h em Brasília, o CEO Tim Cook abrirá a última grande conferência das grandes plataformas para desenvolvedores: a da Apple, chamada WWDC. É um momento de transição para a empresa, e todos os analistas estarão atentos conforme serviços tornam-se cada vez mais importantes, perante decrescentes vendas de smartphones.





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