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4 de outubro de 2019
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Supremo quer validar mensagens da Vaza Jato


O Supremo vai acionar a Procuradoria-Geral da República para que tente verificar a autenticidade das mensagens vazadas entre o então juiz Sergio Moro e os procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato. A iniciativa foi de Alcides Martins, subprocurador-geral de Augusto Aras, ambos recém-nomeados para o cargo. Ao ouvir em sessão o ministro Gilmar Mendes citar trechos da Vaza Jato, o sub intercedeu e pediu que os dados fossem encaminhados para que a PGR tente confirmar tudo. Ao nomear Aras, Bolsonaro não consultou Moro. (Folha)

Pois é... O jornalista Felipe Recondo repassou o caminho do ex-PGR Rodrigo Janot. Ele estava em viagem oficial a Belo Horizonte no dia em que teria ido ao Supremo assassinar Gilmar Mendes. E a maneira como ele descreveu em entrevistas ter sacado a pistola escondido por baixo da capa não é possível. Parece ter sido, a tentativa de crime, um produto de sua imaginação. (Jota)

Meio em vídeo: A crise da Lava Jato aqui no Brasil tem muito a ver com a crise da Lava Jato no Peru. Já no ar.

Aliás... A Caixa Econômica Federal pediu à Justiça que decrete a falência do conglomerado Odebrecht. O banco público também requisita o direito aos credores de nomear uma nova administração para a holding e suas subsidiárias. A Caixa acredita que há no pedido de concordata do grupo uma estratégia para diminuir o poder de negociação dos principais credores. (Reuters)

E por falar... A Lava Jato fora do Brasil é menos Petrobras e mais Odebrecht. E este é o tema do Meio de Sábado. A história da grande empreiteira brasileira, a cultura de corrupção que formou e maneira como estendeu seus tentáculos pelos países vizinhos. Recebem a edição todos os assinantes Premium. Seja também um.


As investigações pelo impeachment de Donald Trump avançam com rapidez. O presidente americano é acusado de ter usado do poder de seu cargo para forçar a Ucrânia a investigar um de seus possíveis adversários, Joe Biden. Agora veio à tona que dois diplomatas dos EUA chegaram a redigir um documento para que o governo ucraniano divulgasse confirmando ter suspeitas sobre Biden. Mensagens de texto obtidas pelos deputados provam que estava claro para o presidente Vologymyr Zelensky que ele só poderia se encontrar oficialmente com Trump no Salão Oval quando o país fizesse o anúncio da investigação. Para os ucranianos um encontro oficial sinalizaria para a Rússia a proximidade entre Kiev e Washington. Moscou, afinal, é uma constante ameaça para o vizinho. Enquanto isso, pelo menos um dos diplomatas americanos na Ucrânia manifestou preocupação com o fato de seu país estar segurando verbas militares importantes para o país. (New York Times)

A reação de Trump a todo o processo escapa ao comum. A Casa Branca não formou um war room, um centro de crise para enfrentar o problema. Seria a praxe. O presidente segue seu instinto. (Time)

Pois Trump dobrou a aposta. Em entrevista nos jardins da Casa Branca, ontem, afirmou abertamente que não só a Ucrânia mas também a China deveria abrir uma investigação sobre possíveis atos de corrupção de Biden e seu filho. Justamente o tipo de intervenção estrangeira nas eleições cuja legalidade o Congresso começa a investigar. (CNBC)


Marielle: a verdade continua submersa

Tony de Marco

 
Sub-metralhadora

Histórias para ouvir

Histórias para ouvir


Toda semana, às sextas, o Meio recomenda algo de interessante para ouvir na Storytel. E os leitores do Meio têm direito a experimentar o serviço por 30 dias. Sem custo. Tem audiobooks, podcasts, séries em áudio — histórias de todo tipo, narradas por bons atores e locutores. Experimente.

Considerada pela Rolling Stone como uma das melhores autobiografias de roqueiros de todos os tempos, Scar Tissue expõe a alma de Anthony Kiedis, vocalista do Red Hot Chili Peppers. Kiedis oferece uma história de dedicação e devastação, de intriga e integridade, de imprudência e redenção – uma história que só poderia ter saído do mundo do rock. Narração de André Sauer.

Pois é... o RHCP se apresentou ontem no Rock in Rio com surpresas que provocaram a fuga de alguns fãs mais ardorosos. Além de música nunca tocada ao vivo, eles fizeram covers de Ramones, Stooges e Cars.

Cultura


Em São Paulo, de hoje a domingo, o Festival Mário de Andrade ocupa onze pontos da cidade com atividades em torno do livro e a presença de nomes como Ailton Krenak, Milton Hatoum e Kalaf Epalanga. No domingo, Fernanda Montenegro lança o livro de memórias Prólogo, Ato, Epílogo no Theatro Municipal. Acompanhado de camerata de cordas e grupo de jazz, André Mehmari lança o disco Música para Cordas no Sesc Vila Mariana, no sábado e no domingo. O artista Fernando Laszlo abre Planetário, sua nova individual, no sábado, na Galeria Millan. Ava Rocha faz show do disco Trança hoje no JazzNosFundos. Hoje, ainda, Maria Beraldo lança seu Cavala em vinil no Sesc Belenzinho. Sob a curadoria de Nondas Okiama, o 5º Festival Craft Art Brasil apresenta novas criações de coletivos de arte e design amanhã no CCBB.

No Rio, hoje tem dobradinha no Circo Voador, com shows de Luedji Luna e Tássia Reis com a participação de Djonga. A soprano Marina Cyrino interpreta amanhã as Canções de Amor de Claudio Santoro e Vinicius de Moraes na Cidade das Artes. Ela será acompanhada pelo pianista Flavio Augusto. De hoje a domingo acontecem sessões do filme Ganga Bruta, clássico de Humberto Mauro lançado em 1933, com a trilha original de Radamés Gnattali executada ao vivo pela Orquestra Sinfônica Nacional UFF. Amanhã tem festa Dissolvë no 100 Templo, no centro, com participação de Saskia e DJ Jabour, entre outros. Com o objetivo de unir imagem e música através da tecnologia, o Festival Multiplicidade chega ao seu 15º ano e ocupa o Oi Futuro. Programe-se. Para mais dicas culturais, assine a newsletter da Bravo!

14 estreias nos cinemas e três dicas. Em Coringa (trailer), dirigido por Todd Phillips e com Joaquin Phoenix no papel principal, um aspirante a humorista sofre com a deterioração de sua saúde mental quando o hospital em que se tratava fecha as portas. Após perder o emprego, sua revolta se converte em atos de violência que evoluem para que se torne o temido vilão de Gotham City. O filme também é uma tentativa de se compreender a sociedade. A crítica elogiou a atuação de Phoenix e fez paralelos com Taxi Driver (1976). "É a partir do filme de Scorsese que Philips estrutura seu longa, só que com uma atualização da questão central: se antes o personagem problemático era um homem ferido emocionalmente pela Guerra do Vietnã, agora o debate aprofunda o tema, demonstrando que não é necessário um trauma no front, bastando, aos que já guardam dentro de si certas tendências, anos e anos de desprezo numa sociedade desigual e perversa". Por falar em Taxi Driver, Robert De Niro também atua no longa. Já o francês Encontros (trailer) conta a história de dois vizinhos lidando de formas diferentes com a solidão. Enquanto um deles se fecha para relacionamentos, o outro multiplica seus encontros nos aplicativos de relacionamento. Eles não se conhecem, mas seus destinos acabam por se cruzar. Segundo a crítica, o diretor Cédric Klapisch lida habilidosamente, e com bom humor, com a reversão de expectativas ao passar por estações bem conhecidas do mundo atual, como o desencanto com o trabalho, as dificuldades de relacionamento, a onipresença das redes sociais e a depressão. Para os fãs de animação, estreia também Angry Birds 2 - O Filme (trailer). Após viverem em guerra entre si, porcos e pássaros se unem para evitar os ataques dos habitantes de uma ilha desconhecida. Confira outras estreias.

Por que tão sério? As muitas versões do Coringa no cinema, uma galeria. Do caricato vilão de Cesar Romero ao inesquecível personagem de Jack Nicholson. Nos quadrinhos, ele apareceu pela primeira vez na HQ nº1 do Batman, em abril de 1940, sem qualquer tipo de explicação ou história de origem. Criado por Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane, o personagem foi apresentado apenas como um vilão e até hoje a DC Comics não oficializou qualquer história sobre o seu passado desconhecido e a identidade do homem por trás do sorriso de palhaço. No último filme, existe um passado...

Os finalistas do 61 º Prêmio Jabuti foram anunciados ontem. O mais abrangente prêmio do mercado editorial vai premiar trabalhos em 19 categorias, divididas nos eixos Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Na categoria Histórias em Quadrinhos, foram indicados 10 trabalhos publicadas por grandes editoras e também de forma independente. Destaque para Jeremias -Pele, da Panini com o selo Mauricio de Sousa Produções (Amazon). Os vencedores serão anunciados na cerimônia do dia 28 de novembro, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

Sob a curadoria do editor Pedro Almeida, o Jabuti 2019 presta homenagem à escritora Conceição Evaristo, escolhida como a Personalidade Literária do ano. Foi indicado à categoria Melhor Livro Brasileiro Publicado no exterior, a obra de autoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os finalistas estão Fernanda Young, que morreu em agosto, na categoria Crônica, e Elvira Vigna, com seu livro de conto póstumo.

Para ver todos os indicados nas demais categorias, acesse o site oficial do Jabuti.

Ousado, o Panic! At The Disco. Ontem a banda surpreendeu com um cover de Bohemian Rhapsody, HINO do Queen. Só se fala na voz do vocalista, Brendon Urie.

Viver


Entre 10 e 20 policiais militares teriam invadido o Hospital Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, na madrugada do dia 21 de setembro, para levar o projétil que acertou a menina Ágatha Félix. A denúncia foi publicada ontem pela Revista Veja. De acordo com a publicação, a equipe de plantão médica se recusou a entregar o bala, que foi encaminhada à Polícia Civil. A expectativa é que a equipe médica preste depoimento sobre a invasão à unidade médica, mas os profissionais temem represálias.

Pelo Twitter, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, informou que vai apurar com "rigor" a invasão dos policiais. "Os fatos, se comprovados, são inadmissíveis. Os culpados serão punidos".

Cotidiano Digital


A Amazon brasileira pôs à venda dois modelos de caixa de som inteligentes. Por R$ 249 o Echo Dot, a mais simplesinha dentre seus vários modelos. E, por R$ 449, o Echo Show, que une caixa com uma pequena tela. Sua assistente digital, Alexa, já fala português. Em breve, a empresa lançará o Echo — sua melhor caixa, com áudio em 360°.

Há uma luta pela cultura da empresa em curso dentro do Facebook. Há uma década, o CEO Mark Zuckerberg se põe perante os funcionários de tempos em tempos para lhes responder perguntas abertamente. Nunca houve vazamentos — até esta semana. Ontem, de surpresa, Zuck transmitiu uma conversa destas numa live por sua plataforma. Avisou que seria público uma hora antes. O executivo abriu a conversa com os funcionários explicando que acreditava ter criado uma confiança dentro do Face que lhe permite a transparência nestas conversas cotidianas. Daí se queixou da quebra desta confiança. Conforme a pressão sobre o Facebook cresce, a cultura parece estar se transformando. Em dado momento, uma pessoa perguntou sobre Elizabeth Warren, a pré-candidata à presidência que ele havia criticado no áudio vazado. “Vou tentar não a antagonizar além do que já foi”, ele respondeu.

No Meio de quarta-feira, detalhamos o vazamento.

Pois é... Os governos de Estados Unidos, Reino Unido e Austrália pediram formalmente ao Facebook que desista de seu plano de encriptar todas as mensagens em todas suas plataformas. No WhatsApp já é assim — no Face, Messenger e Instagram, não. Mas Zuckerberg manifestou que este é o plano no futuro. O argumento dos governos é de que em tornando impossível acessar quaisquer comunicações, mesmo que com ordens judiciais, será criado um espaço de total proteção em relação à lei. Grupos de liberdades civis, porém, se queixam. Consideram que é um pedido dos governos para garantir seu direito a invadir a privacidade de cidadãos.





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