No que acreditamos


O Meio é digital. Porque seu leitor é digital. Seu leitor vive no smartphone, ouve música no Spotify, vê séries no Netflix, tem um olho no WhatsApp e o outro no Facebook. Quando tem dúvidas, dá um Google. Admira Steve Jobs, ri de memes, às vezes bate-boca numa caixa de diálogo e, quando assim não tem nada para fazer, deixa o dedo girar pela timeline do Instagram ou do Twitter. Ou então gasta uns minutos no YouTube.

Ser digital, no fim das contas, é só a vida como ela é. Normal.

O Meio acredita que o digital muda tudo. Virou o mundo ao avesso, reverteu trocentos modelos de negócio, se meteu em nosso transporte, promoveu o encontro de gente com interesses em comum, mesmo que separada por continentes. Colocou toda a música no bolso. Deu voz às minorias e fez delas aguerridas. Aproximou algumas pessoas e distanciou outras tantas.

Tudo isso está só começando. O Meio está de olho: fala, a toda hora, do que o digital está mudando.

O Meio acredita que existem esquerda e direita, e que continuarão a existir para sempre. Afinal, alguém tem que pensar na comunidade. Assim como é preciso ter quem pense no indivíduo. A esquerda jamais derrotará a direita, e vice-versa. Mas é da fricção entre ambas, que se constrói uma sociedade melhor. Um lado e outro não têm se falado porque, aguerridos, ficaram todos. Sem debate franco, daqueles em que se ouve tanto quanto se diz, tudo para. O Meio não é de centro. Quando for o caso, terá opinião. Mas, no Meio, esquerda e direita se encontram e ambos os argumentos terão espaço. O Meio acredita em argumentos. E não acredita em dogmas.

O Meio pertence ao século 21. E, no século 21, a gente chama de família arranjos de todo tipo. A gente lê a ciência e se preocupa com as mudanças climáticas, cria esperança de novas curas e se deslumbra com o turismo, um dia quem sabe, para fora da Terra. Dá gosto pensar sobre como as cidades serão. E aflige reconhecer a quantidade de gente que ainda vive no mundo do século 19.

Por aqui, há simpatia por fronteiras sem muros. Para quem busca negócios ou para quem foge da guerra. O digital, ora, aproximou o mundo. E, só porque amplia muito o acesso a informação para todos, só por isso, o digital já é uma força do bem.

Em sociedades saudáveis, o Meio acredita, o acesso a muita informação é a base.

A informação é tanta que às vezes confunde. O que o digital desorganiza, o próprio digital reorganiza. O Meio serve para organizar. Em menos de oito minutos. Todo dia da semana, pela manhã.

Para que o leitor digital já saia de casa com o mundo organizado na cabeça.

É claro que ele se desorganiza ao longo do dia. Um após o outro. Faz parte.

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