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8 de fevereiro de 2017
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8 de fevereiro de 2017

Câmara atua em causa própria

Por 314 votos a 17, a Câmara dos Deputados determinou urgência para o projeto que tira poderes do TSE. Se aprovado, os partidos políticos poderão manter seu registro mesmo que suas contas anuais sejam rejeitadas pelo tribunal. Por conta da urgência, a matéria pode ser votada já hoje. Talvez seja coincidência, mas o TSE decidiu ontem sortear os relatores de processos abertos contra PT, PMDB e PP na Lava Jato. O projeto que protege os partidos foi condenado apenas pelo PSOL. (Globo)

Josias de Souza: “A proposta é de uma simplicidade estarrecedora. Hoje, partidos que não prestam contas ou as têm reprovadas deixam de receber dinheiro público e sujeitam-se à cassação do registro.” Com a proposta, isso acaba.

Em seu primeiro depoimento a Sérgio Moro, Eduardo Cunha diz ter participado de uma reunião da bancada do PMDB, em 2007, com o presidente Michel Temer, para discutir indicações do partido para diretorias da Petrobras. Por escrito, Temer nega. Na época, por sentir ter pouco espaço, a bancada ameaçou votar contra a CPMF, e Temer teria sido convocado a acalmar os deputados. (Estadão)

Cunha também disse a Moro que tem um aneurisma cerebral, “o mesmo mal que acometeu a ex-primeira-dama Marisa Letícia”. Também pediu para responder ao processo em liberdade. Com vídeo. (Folha)

Em tempo: o Supremo vota hoje o habeas corpus de Cunha. Por enquanto, o ex-deputado não tem razões para otimismo.

Michel Temer considera que a repercussão do nome de Alexandre de Moraes ao STF foi boa. (Folha)

E aí, Renan Calheiros, em seu primeiro dia de senador ordinário, não sabia como votar. Careceu de o amigo Randolfe lhe ajudar.

A Polícia Federal indiciou 29 empresas por rombo de R$ 30 milhões na Lei Rouanet. Todas estão envolvidas com o Grupo Bellini, que captava dinheiro irregularmente com a conivência de funcionários do Ministério da Cultura. (Estadão)

Centenas de capixabas se aglomeraram perante o Comando-Geral da Polícia Militar, em Vitória, para pedir retorno da PM às ruas. A Força Nacional está lentamente chegando para assumir a segurança do estado, que já soma 75 mortos desde sábado. (Folha)
 
No Rio de Janeiro, os boatos de que haveria uma paralização da PM ocuparam as redes na terça-feira. A PM nega.

Enquanto isso… o presidente Michel Temer afirmou que vai demorar a indicar o novo ministro da Justiça. Alexandre de Moraes já está licenciado.

O presidente argentino Mauricio Macri chegou ao Brasil com uma proposta: aproveitar a política de Donald Trump para aproximar o Mercosul do resto da América Latina. Começando por ampliar as relações comerciais com o México. (Folha)

As reservas em dólar da China estão abaixo dos US$ 3 trilhões. Chegaram a US$ 4 tri em junho de 2014 – mais do que o PIB alemão. O Banco Central está gastando o quanto pode para manter o valor do yuan e impedir o fluxo para fora de dinheiro investido.

Enquanto Donald Trump exercita seus músculos presidenciais, Barack Obama passa férias na ilha particular do bilionário britânico Richard Branson. Fizeram, aliás, uma disputa de quem se dava melhor em esportes radicais aquáticos.

Cultura

Netflix anuncia segunda produção brasileira. A comédia Samantha! começa a ser rodada neste ano. Narra a volta aos holofotes de uma atriz mirim dos anos 1980. Não tem data de lançamento, bem como outro produto brasileiro da Netflix, a série de José Padilha sobre a Lava Jato.

Eric Clapton será tema de documentário. O filme terá material de arquivo desde os anos 1960, quando ele iniciou sua trajetória no blues. A direção é de Lili Zanuck, coprodutora de, entre outros, Cocoon. Ela promete abordar as várias fases da carreira de Clapton.  

Aos 71 anos, o músico, aliás, pouco toca — uma neuropatia dificulta seus movimentos. Dias atrás, porém, postou solo no Facebook, tributo a John Wetton, ex-baixista do King Crimson, que acabara de morrer. Ouça aqui.

Paul Auster quer comemorar seus 70 anos num número de mágica. Subirá ao palco em Miami, no dia 21, ao lado do mágico David Blaine, que, entre outros feitos bizarros, já ficou 44 dias dentro de uma caixa submerso no rio Tâmisa até se livrar — e ir direto para o hospital. Aficcionado por mágica e amigo de Blaine, Auster diz que deixará o ilusionismo a cargo do colega, mas não descarta participar de um número: “Talvez ele me faça desaparecer enquanto estou lendo”.

Viver

Gol vai indenizar índios por danos espirituais após queda de avião em 2006. O local onde a aeronave caiu, nas redondezas de Cuiabá, deixou 154 mortos. Tornou-se, segundo a tradição kayapó, “uma cidade dos espíritos”, área sagrada que já não pode ser tocada pelas 12 aldeias que ali viviam — e que de lá se mudaram. Foram mais de dez anos até a costura de um acordo, neste mês. A Gol diz que pagará R$ 4 milhões aos índios, mas não vai retirar os destroços do Boeing 737, o que seria uma operação muito complexa e custosa. 

Como reduzir a diferença de gênero no trabalho? A saída pode estar na flexibilização da jornada das mulheres, dizem economistas e sociólogos.

Para ler com calma: como o feminismo uniu a oposição, nos EUA. A recente marcha de mulheres contra Trump unificou uma esquerda até então desmontada, segundo artigo da revista do New York Times

Um meteoro cruzou o céu de Chicago — e foi registrado em vídeo

Ainda no céu: o telescópio Hubble captou o momento exato da morte de uma estrela, fenômeno raramente visto por astrônomos.

Cotidiano Digital

Em visita ao Brasil, o CEO da Netflix, Reed Hastings, falou sobre os os limites da banda larga e impostos sobre o serviço de vídeo. Fez pouco caso de ambas as questões: disse que não se preocupa com a limitação da internet, já ensaiada em outros países e derrubada pela grita dos usuários. Sobre o ISS a ser cobrado a partir de 2018 de empresas, manteve o tom ponderado:  “Enquanto todos forem taxados da mesma maneira, nós e os concorrentes, nós apenas cumprimos”. (Folha)

Aliás, o CEO se reuniu com operadoras de telefonia e fabricantes de TV. Quer incluir a Netflix em mais aparelhos. (Folha)

Twitter promete ser vigilante com ódio na rede social. A empresa diz que sua equipe de segurança vai identificar pessoas que já foram suspensas e retornam ao microblog com outros perfis. A ideia é também identificar mensagens de ódio e removê-las das buscas. (Globo)

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