O PT, Messias e a dosimetria abrem caminho para a anistia a Bolsonaro

Como três movimentos em Brasília nesta semana — o manifesto do PT, a sabatina de Jorge Messias e a votação da dosimetria no Congresso — desenham um cenário de anistia aos envolvidos na trama golpista de 2022. Por que o governo recuou em pontos cruciais sobre a punição a crimes contra a democracia? Como a crise de popularidade do STF pode forçar ministros e políticos a um “acordão” de pacificação? Neste Cá entre Nós, Flávia Tavares analisa como podemos estar prestes a cometer o mesmo erro do passado, de anistiar quem atenta contra a democracia, e contratar um golpe no futuro.
Por que a CPI do Crime Organizado falhou?

A CPI que nasceu para investigar o avanço do Comando Vermelho e do PCC terminou de forma melancólica: com um pedido de indiciamento contra três ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República. Neste episódio do Cá Entre Nós, Flávia Tavares disseca como o relatório final de Alessandro Vieira se tornou um documento sobre a guerra entre Legislativo e Judiciário e como o caso Master se tornou o “buraco negro” que sugou a energia da CPI e declarou seu fim antecipadamente.
A eleição que excluiu as mulheres

O Brasil tem 8 milhões de eleitoras a mais que eleitores. Elas decidem as eleições em 62% dos municípios e são a maioria dos chefes de família. Então por que, em 2026, caminhamos para uma disputa presidencial sem nenhuma mulher no topo da chapa e talvez até nas vices? Neste ‘Cá Entre Nós’, Flávia Tavares analisa como as estruturas partidárias brasileiras — controladas por homens — sufocam candidaturas femininas viáveis, de Simone Tebet a Michelle Bolsonaro, transformando mulheres em meros “tokens” eleitorais.
Kassab e Valdemar não querem presidente, querem bancada no Congresso

Quem vai mandar no Brasil em 2027? Gilberto Kassab (PSD) e Valdemar Costa Neto (PL) já têm a resposta, e ela não passa necessariamente pela Presidência da República. Neste Cá Entre Nós, Flávia Tavares revela os bastidores dos eventos de pré-campanha de Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro para mostrar a verdadeira estratégia dos grandes partidos: a caça aos R$ 4,9 bilhões do fundo eleitoral e o domínio da Câmara dos Deputados.
Caiado, Flávio Bolsonaro e a corrupção

A bandeira anticorrupção pode ser o grande tema de 2026. Curioso como Sergio Moro volta a protagonizar momentaneamente a política nesse assunto, de maneira bem torta. O ex-juiz assinou hoje sua filiação ao PL de Valdemar Costa Neto e tirou Ratinho Jr. da corrida presidencial. Ronaldo Caiado virou o nome mais provável do PSD para o Planalto. Será que Caiado topa empunhar essa bandeira e expor Flávio Bolsonaro?
A direita segue submissa a Bolsonaro e faz campanha para Flávio sem querer

Jair Bolsonaro estava certo sobre uma coisa: o sobrenome dele era intransferível. A direita brasileira teve quatro anos, uma pandemia, um 8 de janeiro e uma condenação por golpe de Estado para oferecer uma alternativa ao bolsonarismo — e não ofereceu. Por lealdade, por cálculo ou por covardia, os candidatos que poderiam ter disputado esse espaço fizeram escolhas que pavimentaram o caminho de Flávio. Agora estão presos ao discurso anti-STF que beneficia justamente o adversário com quem precisariam competir.
O escândalo Master não é de esquerda nem de direita

A esquerda criou o “BolsoMaster”. A direita rebateu com o “LulaMaster”. Mas quem mais se machuca com o escândalo do Banco Master é o Supremo — e é aí que a coisa fica complicada para os dois lados. Neste Cá Entre Nós, Flávia Tavares mostra por que tentar encaixar o maior escândalo financeiro do Brasil numa dicotomia ideológica é tentador, mas é ingênuo, contraproducente e impede o país de debater o que realmente importa.
As mensagens de Melania Trump na ONU

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, presidiu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em meio a bombardeios de Israel e dos EUA no Irã. Em seu discurso, Melania falou sobre paz. Ela carregava duas mensagens de Donald Trump: a de que ele não se importa com a ONU e que, enquanto o mundo permitir, ele vai abusar de seu personalismo autocrático. E o mundo segue permitindo.
Flávio Bolsonaro pede apoio de “todes” e testa versão paz e amor para as eleições

Flávio Bolsonaro fez uma postagem na segunda-feira que causou um alvoroço e tanto nas redes. E tudo que causa confusão nas redes acaba extravasando pro mundo real, ainda mais em ano eleitoral.
São Paulo virou o centro do xadrez eleitoral para Lula e Flávio

Deixa eu puxar a sardinha aqui pro meu lado de paulistana e arriscar uma aposta: mais do que Minas Gerais, que tradicionalmente decide eleições presidenciais no Brasil, este ano São Paulo vai ser decisivo.