Eduardo Bolsonaro ajuda ou sabota Flávio Bolsonaro?

Começa no STF o julgamento de Eduardo Bolsonaro por quatro crimes, incluindo tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Mas o ex-deputado não parece preocupado: em autoexílio nos EUA, ele opera um QG internacional e desenha a sua própria estratégia para se manter relevante no clã. Neste episódio do Cá Entre Nós, Flávia Tavares analisa os bastidores da disputa entre Eduardo e Flávio Bolsonaro pela herança política da direita. Entenda o plano por trás da indicação surpresa de Júlia Zanatta como potencial vice na chapa de Flávio e como as frases de Eduardo que podem revelar que, mais que ajudar, ele pode estar tentando sabotar a campanha o irmão.
O que a decisão de Nunes Marques sobre a Atlas revela sobre o TSE em 2026

Acreditar em pesquisas eleitorais virou mais questão de fé do que de método, ciência. Questioná-las é hábito de partidos e candidatos. Mas desde 2022 o bolsonarismo transformou isso em estratégia de descredibilização das urnas e das instituições em si. A maneira como Nunes Marques e os demais ministros vão lidar com isso pode definir o clima das eleições.
O gol contra de Flávio Bolsonaro nos EUA

Flávio Bolsonaro foi a Washington acuado pelo escândalo Master/Dark Horse e voltou com fotos com Trump, Rubio e JD Vance e ganhou a pauta de segurança pública, com PCC e CV classificados de organizações terroristas, de brinde. No primeiro momento, vitória política. Mas a agenda americana não para aí — e agora os Estados Unidos querem taxar o Brasil em 25% e retaliar o PIX. Como a excursão à Casa Branca pode estar se revelando uma vitória de pirro para o candidato da direita em 2026.
Viagem de Flávio Bolsonaro para os EUA e discurso mais agressivo são arriscados

Encurralado pelas investigações do Banco Master e as revelações sobre o financiamento do filme Dark Horse, o senador Flávio Bolsonaro deixa de lado a imagem de “moderado” e adota o tom de guerrilha antes de embarcar para os EUA. A viagem, em busca de uma foto com Donald Trump, parece ter se tornado uma grande convenção com Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Mário Frias para alinhar as defesas no escândalo dos áudios. Mas pode servir também para Flávio se reabastecer das técnicas de Steve Bannon e Olavo de Carvalho e reanimar a militância. Entenda por que essa guinada estratégica é arriscada na análise de Flávia Tavares no Cá Entre Nós.
Flávio e Neymar: a direita refém dos camisa 10

Flávio Bolsonaro e Neymar: por que a direita e o futebol cometem o mesmo erro? Neste episódio do Cá Entre Nós, Flávia Tavares destrincha o tamanho do desespero de Flávio Bolsonaro após vir a público sua visita secreta ao banqueiro Daniel Vorcaro, depois de ele ser preso pela Polícia Federal. Mesmo com o escândalo do filme Dark Horse e a rejeição batendo 52% na pesquisa Atlas/Bloomberg, o PL fechou fileiras para defender sua candidatura para 2026. Por que o campo conservador aceita ser refém de um sobrenome de teto baixo? A resposta está em uma lógica de apelo idêntica à que fez a Seleção Brasileira e o técnico Ancelotti ficarem reféns de Neymar na Copa do Mundo. Entenda como o manual de blindagem, a narrativa de perseguição e a masculinidade do “mito” unem o terno da política e a camisa 10 dos gramados.
Kassio Nunes Marques no TSE: o árbitro do terceiro round

Kassio Nunes Marques toma posse como presidente do TSE e assume a responsabilidade pelas eleições 2026. Indicado por Jair Bolsonaro, mas com trânsito livre no governo Lula, o ministro terá seu maior teste: ele é o “martelinho de ouro” que vai pacificar Brasília ou o “10% de Bolsonaro no STF” que vai agir sob medida para o campo que o patrocinou no STF?
Neste episódio do Cá Entre Nós, Flávia Tavares analisa a trajetória de Kassio, desde a nomeação por Dilma Rousseff ao TRF-1 até os votos que beneficiaram o bolsonarismo. Entenda como a relação dele com Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e seu perfil bonachão e conciliador podem influenciar o futuro da democracia brasileira.
Neste episódio do Cá Entre Nós, Flávia Tavares analisa a trajetória de Kassio, desde a nomeação por Dilma Rousseff ao TRF-1 até os votos que beneficiaram o bolsonarismo. Entenda como a relação dele com Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e seu perfil bonachão e conciliador podem influenciar o futuro da democracia brasileira.
O acordo que garantiu Alcolumbre na presidência do Senado em 2027

Na semana passada, o Senado rejeitou Jorge Messias para o STF, derrubou os vetos ao PL da Dosimetria e enterrou a CPMI do Master. Três votações que a maioria leu como derrotas de Lula. Mas há claramente um grande vencedor: Davi Alcolumbre, que trocou esses três movimentos pela garantia de ser reeleito presidente do Senado em 2027. Neste Cá Entre Nós, Flávia Tavares explica a linhagem Cunha-Lira-Alcolumbre, o processo pelo qual o Centrão deixou de garantir a governabilidade para comandar a República — e como essa eleição, e não a de outubro, redefine o desequilíbrio entre os Poderes.
O PT, Messias e a dosimetria abrem caminho para a anistia a Bolsonaro

Como três movimentos em Brasília nesta semana — o manifesto do PT, a sabatina de Jorge Messias e a votação da dosimetria no Congresso — desenham um cenário de anistia aos envolvidos na trama golpista de 2022. Por que o governo recuou em pontos cruciais sobre a punição a crimes contra a democracia? Como a crise de popularidade do STF pode forçar ministros e políticos a um “acordão” de pacificação? Neste Cá entre Nós, Flávia Tavares analisa como podemos estar prestes a cometer o mesmo erro do passado, de anistiar quem atenta contra a democracia, e contratar um golpe no futuro.
Por que a CPI do Crime Organizado falhou?

A CPI que nasceu para investigar o avanço do Comando Vermelho e do PCC terminou de forma melancólica: com um pedido de indiciamento contra três ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República. Neste episódio do Cá Entre Nós, Flávia Tavares disseca como o relatório final de Alessandro Vieira se tornou um documento sobre a guerra entre Legislativo e Judiciário e como o caso Master se tornou o “buraco negro” que sugou a energia da CPI e declarou seu fim antecipadamente.
A eleição que excluiu as mulheres

O Brasil tem 8 milhões de eleitoras a mais que eleitores. Elas decidem as eleições em 62% dos municípios e são a maioria dos chefes de família. Então por que, em 2026, caminhamos para uma disputa presidencial sem nenhuma mulher no topo da chapa e talvez até nas vices? Neste ‘Cá Entre Nós’, Flávia Tavares analisa como as estruturas partidárias brasileiras — controladas por homens — sufocam candidaturas femininas viáveis, de Simone Tebet a Michelle Bolsonaro, transformando mulheres em meros “tokens” eleitorais.