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16 de setembro de 2019
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Histórias para ouvir

Amazônia: Santarém está em chamas


Se alastra desde sábado um incêndio de grandes proporções na mata de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará. As chamas avançaram até que chegassem próximas da rodovia Everaldo Martins. O fogo chegou a ser controlado pelos bombeiros na tarde de ontem, mas um novo foco foi localizado e os fortes ventos no local facilitam sua propagação. Com cem homens já dedicados ao combate, o governador Helder Barbalho acionou o governo federal. Precisa de ajuda. (Estadão)

Um inquérito já aberto investigará se o fogo foi criminoso. (G1)

O governo vem monitorando as redes sociais de parlamentares, assim como seus discursos na tribuna, para avaliar a taxa de fidelidade de cada um. Nessa semana e na próxima, aproximadamente R$ 15 bilhões do Orçamento serão desbloqueados e, destes, R$ 2 bi devem servir para o pagamento de emendas prometidas quando se discutia a reforma da Previdência. O dinheiro é condicionado a uma lista de pautas de interesse do Planalto. No Senado, as aprovações de Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos EUA e de Augusto Aras, para a Procuradoria-Geral da República. Entra na lista, também, impedir a abertura da CPI da Lava Toga. A negociação mais tranquila vem sendo a de Aras. O Zero Três, porém, ainda não tem os votos necessários para virar diplomata. Pelo menos dois senadores ouvidos pelas repórteres Julia Lindner e Camila Turtelli afirmam que há um clima de esperar a liberação das verbas antes de qualquer decisão. (Estadão)

Os senadores de esquerda próxima de Lula têm, discretamente, apoiado o nome de Aras. Durante a sabatina, conta Guilherme Amado, os petistas evitarão perguntas sobre a libertação do ex-presidente Lula enquanto alimentam a esperança de que o novo PGR seja condescendente. (Época)

O senador Randolfe Rodrigues garantiu a Tales Faria que a oposição já tem assegurados 41 dos 81 senadores, que votariam contra Eduardo Bolsonaro. Mas tudo pode mudar. (UOL)

Mas nenhuma pauta tem gerado tensão como a CPI da Lava Toga. Um grupo de senadores quer investigar o que considera ser abusos por parte de membros do Supremo e demais tribunais superiores. A pauta era defendida pelo grupo bolsonarista, mas isto mudou. Na opinião de alguns parlamentares, faz parte de um acordão. O presidente do STF suspendeu investigações utilizando o Coaf, incluindo aquela que tinha por alvo Flávio Bolsonaro. O presidente opera para proteger os ministros. Mas o PSL rachou. O senador Major Olímpio afirma ser contra a articulação para bloqueá-la. O próprio filho Zero Um vem atuando para convencer seus pares a retirarem apoio. Uma senadora, a ex-juíza Selma Arruda, afirmou que deixará o PSL para se juntar ao Podemos nesta semana. Um dos motivos, diz, é a pressão contra a CPI. (Estadão)

Pois é... No Palácio, o presidente da República vem substituindo seu núcleo duro. Saem os companheiros de campanha, entram os amigos de longa data. O receio de traição está em alta. (Globo)

Nas redes, a direita rachou. Renan Santos, um dos líderes do MBL, provocou ontem as estrelas tuiteiras do bolsonarismo, publicando um vídeo de maio no qual vários declaravam ser favoráveis a CPI. Não são mais.

Outra CPI que vem sendo atacada violentamente pelas milícias virtuais bolsonaristas é a das Fake News. Esta, que por ser mista reúne deputados e senadores, já foi instalada. Flavio Bolsonaro vem se esforçando, conta Bernardo Mello Franco, para evitar a convocação de um representante do WhatsApp. (Globo)

Vinicius Torres Freire: “Há certa ordem sob o tumulto que é o Brasil sob Jair Bolsonaro. Bolsonaro passou a radicalizar no ultraje, no mandonismo, na aproximação com os neopentecostais, no elogio da ditadura e deixou ainda mais claro que está em campanha. Parte pequena da elite econômica passou a insinuar que o presidente é um risco também para a economia. Ainda assim, a maioria se cala. Bolsonaro ainda seria preço razoável a pagar por ‘reformas’. Ainda resiste o parlamentarismo branco, acerto definido em março por Rodrigo Maia e o miolão do Parlamento. Vexames como o sururu da CPMF fazem com que o governo continue sem protagonismo na economia. Agosto foi o mês de implementação de um grande programa bolsonarista, um programa de família. Bolsonaro tenta proteger Flávio da polícia e nomear Eduardo para a embaixada. Para tanto, tenta intervir no Coaf, na Polícia Federal, na Receita e na Procuradoria-Geral. Essas intervenções são toleradas na cúpula político-judicial, o verdadeiro pacto entre os Poderes ou entre alguns de seus líderes. Em nome do programa de família e do acordão, Bolsonaro se arrisca a perder apoio entre sua milícia virtual. O objetivo do acordão tácito é limitar a força das instituições de controle e polícia e contra-atacar o Partido da Lava Jato. Abafa-se a CPI da Lava Toga, com a ajuda de Flávio 01; aprova-se a lei de abuso de autoridade, com veto para inglês ver. Os grandes blocos de pedra do poder vão se encaixando no terremoto constante.” (Folha)


Um ataque de dez drones atingiu duas grandes refinarias sauditas, capazes de um processamento que poderia chegar a 8,45 milhões de barris de petróleo por dia. É o grosso da produção do país, o maior exportador do combustível no mundo. Os rebeldes iemenitas Houthi assumiram a responsabilidade. De acordo com fotografias de satélite liberadas pelo governo americano, houve 17 pontos de impacto que sugerem um ataque partindo do norte do Golfo Pérsico, onde estão Irã e Iraque, e não do Iêmen. Os americanos também afirmam que, em parte, o ataque se deu por mísseis, e não drones. A Casa Branca sugere que a responsabilidade é do Irã. Os Houthis têm apoio iraniano e poderiam ter assumido a responsabilidade como parte de um acordo. (New York Times)

O ataque deve afetar até três quartos da produção na Arábia Saudita, tirando do mercado internacional 5% do que é vendido diariamente. A recuperação pode demorar algumas semanas. O preço do combustível começou a subir, mas outros países exportadores serão capazes de repor o que falta. (New York Times)

Comece o dia com todo gás

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O trabalho remoto divide opiniões, mas é uma realidade e atrai cada vez mais talentos especialmente no setor de tecnologia e comunicação. Embora algumas empresas como a Invision e a Basecamp pareçam ter aperfeiçoado a abordagem, muitos líderes ainda procuram o que funciona melhor para suas equipes. Três fundadores de startups dão dicas: Joel Gascoigne, da Buffer, Wade Foster, da Zapier, e Ben Halpern, da Dev.to. Uma delas é sobre transparência. No Buffer, a abordagem de Joel é direta e honesta, fazendo com que todos se sintam mais conectados à missão. Wade, da Zapier, percebeu que precisava usar métricas de desempenho para manter a equipe focada nas necessidades do cliente. Ele passou 18 meses desenvolvendo um novo sistema OKR para criar alinhamento entre todas as equipes diferentes. E outra dica: espere que as coisas dêem errado primeiro. Na Dev.to, Ben percebeu que aperfeiçoar o trabalho remoto é algo gradual, não algo que você acerta de primeira. Por isso é importante entender que as coisas não serão perfeitas no início. Outra dica importante é permitir que os indivíduos otimizem sua própria produtividade. Ben adorava ter a opção de trabalhar em qualquer lugar, incluindo cafés, mas agora prefere ter um escritório em casa com uma mesa. Descubra o que funciona para você e permita que outras pessoas da sua equipe façam o mesmo por elas. A conversa está disponível na íntegra no podcast Product Hunt Radio.

Sons suaves da floresta, como o canto dos pássaros e o vento batendo nas folhas das árvores, são mais relaxantes do que as gravações de meditação, afirma um novo estudo. Os pesquisadores expuseram os participantes a três trilhas sonoras - uma floresta, uma sessão de meditação e um profundo silêncio. Quando solicitados a ouvir os sons da floresta por um minuto, as pessoas se sentiram 30% mais relaxadas e o estresse e a ansiedade diminuíram. Não houve mudança no nível de relaxamento nas outras duas situações. O National Trust encomendou a pesquisa como parte de um esforço para levar mais pessoas a ambientes naturais. Segundo a organização, os 3,19 milhões de hectares de floresta do Reino Unido fornecem um dos lugares mais acessíveis para as pessoas relaxarem. Um quinto das pessoas nunca visita a floresta, diz o documento. Patrick Begg, diretor de atividades ao ar livre e de recursos naturais, disse: “Às vezes, uma simples caminhada, onde você está cercado pelo eco de pássaros é o remédio perfeito para reduzir o estresse".

Por falar nisso... o Youtube está repleto de vídeos com sons da natureza que ajudam a relaxar.

Cultura


Sobre Chico: Artista Brasileiro... Na sexta-feira, a embaixada brasileira em Montevideo, uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, a ser realizada em outubro, avisou aos produtores do evento que o filme, que narra a trajetória musical de Chico nos últimos 50 anos, estava proibido de integrar a mostra. Leia a carta enviada pela produtora ao diretor Miguel Faria.

O Itamaraty negou censura ao documentário. Mais tarde, em Washington, o chanceler Ernesto Araújo comentou. “Se você pede o apoio institucional da embaixada brasileira, é natural que a embaixada brasileira fale: eu quero dar apoio para esses determinados filmes a serem exibidos.”

Para quem ainda não viu, o filme de 2015 está disponível no YouTube.

A série documental Habitação social - projetos de um Brasil fez sua estreia na TV Cultura na quinta-feira e irá ao ar semanalmente no canal às 0h45. Cada um dos 13 episódios de 26 minutos lida com um edifício ou conjunto habitacional brasileiro, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Vitória. A história, o cotidiano e as possibilidades de uso e ocupação desses espaços são narrados por entrevistas com moradores, arquitetos e urbanistas, materiais de arquivo, grafismos, plantas e croquis.O Nexo assistiu aos 13 episódios e falou com Flavia Brito, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e uma das entrevistadas na série.

Viver


Um levantamento de como anda a saúde mental dos policiais militares no Brasil todo, focando naqueles que trabalham diretamente com conflito, foi feito pelo Fantástico: pelo menos 43 PMs são afastados por dia por transtornos psiquiátricos. A reportagem completa.

Pois é... O Brasil figura na primeira posição no ranking dos países mais perigosos para se viver segundo o InterNations. Confira a lista divulgada no Twitter pelo The Spectator Index.

A chef Rita Lobo lança, em outubro, o livro Alimentação Saudável para Quem Mora Sozinho, um guia com dicas e pratos práticos. Trata-se da terceira obra da coleção Já pra Cozinha, da Editora Senac. O último título deverá estar nas prateleiras em 2020, com receitas para crianças. Aproveitando, aprenda a fazer uma galinhada de cuscuz marroquino que fica pronta em vinte minutos e suja só uma panela.

Cotidiano Digital


A briga vai começar: Bob Iger, CEO da Disney, anunciou ter deixado o conselho da Apple. Ambas as empresas lançarão, no fim do ano, serviços concorrentes de streaming de vídeo. A viúva de Steve Jobs é a maior acionista individual da Disney desde que a companhia do Mickey comprou a Pixar, que pertencia ao fundador da Apple.

A Microsoft trabalha em um aparelho da série Surface com tela dobrável. De acordo com uma patente, o mecanismo de dobra deve utilizar um fluido para amenizar o estresse sobre a tela de OLED flexível. É um ponto chave destes aparelhos — quando partículas entram no mecanismo de dobra, como ocorreu com os primeiros Galaxy Fold da Samsung, a tensão sobre a tela pode aumentar. A próxima versão do Windows será compatível com estas novas telas.



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16 de setembro de 2019
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