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26 de julho de 2021
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Rayssa Leal, 13 anos, a ‘fadinha’ de prata


A “pátria de rodinhas” passou a madrugada em claro para ver uma menina de apenas 13 anos arrebatar a medalha de prata no skate em Tóquio. Segunda colocada na categoria street, Rayssa Leal se tornou a mais jovem atleta brasileira a conquistar uma medalha olímpica. O ouro ficou com outra criança, a japonesa Momiji Nishiya, também de 13 anos. “Eu tô muito feliz porque eu pude representar todas as meninas, que não se classificaram, e todas as meninas do Brasil também. É muito gratificante para mim, e realizar o meu sonho e dos meus pais”, disse a Fadinha, como é conhecida no esporte. (UOL)

O apelido não é à toa. Seis anos atrás, a menina maranhense de Imperatriz viralizou na internet realizando a difícil manobra “heelflip” com uma fantasia azul de fada. O vídeo feito pela mãe foi compartilhado por feras do esporte e voltou os olhos do mundo do skate para a menina. (G1)

Veja algumas das manobras que deram a prata à fadinha de Imperatriz. (Globo Esporte)

Aliás... Desenhistas, incluindo Maurício de Souza, usaram as redes sociais para celebrar a conquista de Rayssa. (Twitter)

Rayssa não volta sozinha com medalha no peito e sorriso no rosto. Na madrugada de sábado, o skatista Kelvin Hoefler também garantiu a prata na categoria street masculina. O paulista foi o primeiro brasileiro a subir ao pódio em Tóquio. (IstoÉ)

E uma outra brasileira encantou no fim de semana. Na madrugada de sábado, Rebeca Andrade levou o Baile na Favela ao templo da ginástica artística e se classificou para três finais: solo, salto e individual geral. Nesta, aliás, ela ficou atrás apenas da americana Simone Biles — esta, a mais celebrada atleta desta edição dos Jogos. (UOL)

Os EUA lideram o quadro de medalhas com 7 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. Com as duas pratas no skate e um bronze de Daniel Cargnin no judô, o Brasil está em 22º lugar. (Globo Esporte)

Polêmica à vista. O Comitê Olímpico Internacional (COI) deve rever após o encerramento dos Jogos a decisão que permitiu a mulheres trans competirem nas categorias femininas. A decisão, aparentemente, só não foi tomada antes para não prejudicar atletas já classificadas. O motivo da mudança é a grande disparidade de performance das trans em esportes como ciclismo, atletismo e levantamento de peso. (The Economist)

Para rir um pouco. Esporte exige esforço, e esforço nem sempre é bonito. Confira algumas expressões bizarras (outras sofridas) de atletas em Tóquio. (Folha)

Com relatos de desabastecimento de vacina em diversos estados do país, o Ministério da Saúde prometeu enviar esta semana 10,2 milhões de doses. Hoje a primeira dose de imunizantes não será aplicada nos postos do Rio, Belém, Campo Grande e João Pessoa, embora a segunda dose esteja garantida. O ministério não informou quando fará a entrega nem quanto cada unidade da Federação vai receber. (Globo)

E a prefeitura de São Paulo suspendeu a vacinação de pessoas com 28 anos, prevista para a próxima quinta-feira. A culpa, nesse caso, foi de um “erro de interpretação” do município na negociação com o estado para a disponibilidade de vacinas. (Poder360)

Neste domingo, o Brasil registrou 499 mortes por Covid-19, encostando nos 550 mil mortos: 549.999. A média móvel de óbitos em sete dias, que vinha numa longa sequência de quedas, entrou em estabilidade, com 1.105. (Folha)

Nos EUA, o assessor médico da Casa Branca Anthony Fauci disse que o país está indo “na direção errada” em relação à pandemia. Embora 49% da população já tenha recebido a segunda dose, a variante delta tem feito subir o número de casos, especialmente por conta da parcela dos americanos que resiste a tomar vacinas. (G1)

Virou moda agora. A Polícia Civil de Goiás impôs sigilo de cinco anos sobre a operação que resultou na morte de Lázaro Barbosa, acusado de cometer uma série de homicídios no estado e no Distrito Federal. As informações envolvem, por exemplo, as despesas com a força-tarefa que caçou o criminoso, qual a área monitorada nas buscas etc. Segundo a Delegacia-Geral da Polícia Civil, a divulgação desses dados “colocaria em risco a instituição”. (Correio Braziliense)

Está difícil acompanhar as notícias, não é? Anda tudo muito rápido, muito dinâmico e barulhento. O Meio te ajuda a separar o que é importante. Aos sábados, uma edição especial em que te oferecemos um contexto sobre grandes temas do momento. Assine o Premium e não perca tempo no seu dia.

Gestão Simples


As empresas em melhor situação em 2021 deram atenção substancial à discussão da resiliência organizacional, segundo pesquisa da PwC. Os times financeiros foram peças-chaves nesse processo de reimaginar e adaptar os negócios para modo sobrevivência. Mas agora, à medida que a economia reabre, a resiliência continua se tornando fundamental para as empresas voltarem à trajetória de crescimento. Isso significa desenvolver uma série de cenários para planejar resultados diferentes e instituir planos de comunicação para interagir de forma proativa com funcionários, conselhos e investidores. Entenda como desenvolver uma gestão financeira mais resiliente.

Pois é… A resiliência pode ajudar as empresas contra a inadimplência. O não recebimento do pagamento pelas vendas é o principal problema enfrentado pelas empresas para a manutenção de seus negócios durante a pandemia. A conclusão é da pesquisa da Boa Vista, na qual o desafio foi mencionado por 52% dos entrevistados. Em 2020, eram 40% dos empresários. Para garantir a sobrevivência, 80% das empresas disseram que adotaram os cortes de despesas neste ano, enquanto em 2020, o porcentual era de 70%. (UOL)

O mercado de fintechs brasileiro só aumenta: cresceu 34% em relação ao ano anterior, segundo a Distrito. Entre as principais razões para esse salto está a adesão dos clientes de classe C e D.

As fintechs brasileiras ainda foram as que mais receberam investimento de janeiro a julho deste ano. Foram levantados mais de US$ 2 bilhões no semestre pelo setor, que também foi o que mais concentrou mega-rounds: foram 5 rodadas com montante superior a US$ 100 milhões. Com esse crescente número de startups também é esperado que ineficiências das indústrias, além de problemas estruturais das empresas, sejam cada vez menos presentes. (Consumidor Moderno)

Política


E Fabrício Queiroz decidiu reaparecer. O homem dos cheques no bolsonarismo, apontado como operador do suposto esquema de “rachadinhas” do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Alerj. Ele não está feliz. Nas redes sociais, reclamou de estar sendo ignorado, embora tenha poupado o presidente e seus filhos. “Faz tempo que não existo para esses três papagaios, aí”, afirmou, exibindo uma fotografia de três anos atrás em que aparece com Bolsonaro, o hoje deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), o assessor especial da Presidência da República Max Guilherme Machado de Moura e o advogado Fernando Nascimento Pessoa, assessor parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado. E ainda comentou — “Minha metralhadora tá cheia de balas.” (Folha)

No sábado as ruas foram mais uma vez tomadas por manifestantes exigindo vacinas e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Os atos, o quinto protesto desde o início do ano, aconteceram em pelo menos 120 municípios, incluindo todas as capitais e Brasília. Confira imagens das manifestações em todo o Brasil. (G1)

Em São Paulo, no início da tarde, um grupo mascarado ateou fogo a pneus na estátua do bandeirante Borba Gato, na Zona Sul da cidade. Nas redes sociais, esquerda e direita deram suas interpretações para o ataque. Ontem, a polícia anunciou ter prendido um suspeito de envolvimento no ato. Ele seria o motorista do caminhão que levou o grupo e os pneus até o local. (Estadão)

Christian Lynch: “Há exagero no escarcéu contra os ataques a estátuas. São performances que manifestam simbolicamente o mal-estar de segmentos sociais que não estavam inseridos no ‘projeto de nação’ por elas simbolizados no tempo em que elas foram erigidas. Esse é o objetivo da performance.” (Twitter)

Em Brasília o PP está fechadíssimo com Bolsonaro, mas esse casamento pode não inspirar alegria em outros lugares. No Nordeste, o partido já havia selado uma série de alianças regionais com PT antes da nomeação de seu presidente, o senador Ciro Nogueira (PI), para a Casa Civil. Agora tudo terá de ser renegociado. Outro importante colégio eleitoral em que a aproximação causa apreensão é o Rio de Janeiro, base política do clã Bolsonaro. Dirigentes do PP fluminense temem que o presidente e seus filhos voltem para o partido e tentem tomar o controle da estrutura regional. (Veja)

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) disse neste domingo que suspeita da participação de dois desafetos no suposto atentado que teria sofrido na noite de sábado retrasado. Sem dar nomes, ela afirmou que um deles é deputado e integra atualmente o governo. A parlamentar acordou no chão do apartamento funcional com fraturas no rosto e nas vértebras e um corte no queixo. O marido dela, o médico Daniel França, dormia em outro cômodo e disse não ter despertado com barulho. (UOL)

Joice e França deram uma entrevista coletiva para negar os boatos de violência doméstica. França disse que dorme em outro cômodo por roncar muito e que prestou os primeiros socorros à mulher na manhã de domingo. (CNN Brasil)

Cultura


Quando menino, muitas e muitas décadas atrás, o violonista e compositor Guinga, de 71 anos, odiava cuidar dos cavalos do tio em Vila Valqueire, subúrbio carioca então em grande parte rural. Mas esse tempo passou, e hoje o artista celebra seu passado no disco Zaboio, um trabalho que classifica como “brejeiro”. Bem diferente de seu outro disco recém-lançado, Japan tour 2019, cujo título é autoexplicativo, com Mônica Salmasso, Teco Cardoso e Nailor Proveta. (Globo)

São 77 anos de arte, amor e luta. E Zezé Motta não pretende abrir mão de nenhum dos três. A cantora e atriz acaba de filmar o longa As Bisnetas, está confirmada no elenco de duas séries da TV Globo e lançou ontem, no canal L!ke, o show Zezé Motta – Mulher Negra. Sobre a vida, ela não deixa dúvidas: “Enquanto o coração bater, vou me apaixonar, me envolver. Eu quero é viver!”, afirma. Mas sem deixar de lado sua história de luta contra a discriminação. “Quem sofre racismo não pode engolir sapo. Tem que denunciar”, sentencia. (UOL)

Um dos mais importantes do mundo, o Festival de Ópera de Bayreuth, na Alemanha, existe há 145 anos. No entanto, somente ontem uma mulher conquistou o direito de reger uma orquestra no evento. A honra histórica recaiu sobre a maestra ucraniana Oksana Lyniv, de 43 anos, que regeu O Navio Fantasma, de Richard Wagner, na abertura do festival, cuja edição do ano passado foi cancelada devido à pandemia. Na plateia de apenas 911 pessoas, todas de máscara e atestado de vacinação, estavam a chanceler alemã Angela Merkel e o marido. (Estadão)

Cotidiano Digital


Conseguir uma viagem pelo Uber ou 99 se tornou mais difícil ultimamente. Nas redes sociais, só crescem relatos de quem já ficou mais de uma hora esperando pelo transporte, sem sucesso. O motivo é que muitos motoristas, insatisfeitos com o preço das corridas, estariam recusando trabalhos para regiões próximas ou para áreas onde há engarrafamento. Com os constantes aumentos da gasolina e outros gastos, o valor das corridas não seria suficiente para cobrir o custo. Um representante do grupo afirmou que o montante repassado para eles são “irrisórios” e que não há reajuste desde 2015. Outra culpada seria uma suposta alteração no sistema de preços dinâmicos — os motoristas dizem que esse valor agora se tornou fixo. As empresas negam.

A dona do Google tem uma nova empresa. A Alphabet criou a Intrinsic, voltada para o desenvolvimento de softwares para robótica e inteligência artificial. Ainda não há detalhes sobre os produtos, mas a ideia é que a companhia aposte em negócios futuristas, tornando os robôs industriais, que são usados para fazer desde painéis solares até carros, mais fáceis de usar, menos caros e mais flexíveis. (G1)

Meio em vídeo. O YouTube deletou 15 vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro, incluindo transmissões ao vivo, por violação das políticas de uso da plataforma. Os conteúdos divulgavam informações falsas sobre os tratamentos para a Covid-19. Pedro Doria e Cora Rónai falam sobre o peso e a influência de figuras políticas nas redes sociais. Os presidentes devem ou não se manifestar livremente nas redes? Confira no Youtube.



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26 de julho de 2021
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