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23 de janeiro de 2017
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23 de janeiro de 2017

Cármen Lúcia pode decidir sobre delações da Odebrecht

É possível que a ministra Cármen Lúcia chame para si a responsabilidade de homologar as delações premiadas dos executivos da Odebrecht. Os depoimentos, que estavam sob a responsabilidade do ministro Teori Zavascki, terão sua revisão concluída pelos juízes auxiliares do Supremo até o final do mês. Teori pretendia fazer a homologação no início de fevereiro. Por ser presidente do Supremo, Cármen tem autoridade para tomar decisões urgentes durante o recesso, como revelou no sábado Merval Pereira. Mas não é uma escolha fácil e pelo menos alguns ministros se põem contra. Temem que uma atitude do tipo fragilize o processo e defendem a redistribuição imediata da relatoria da Lava Jato. (Globo)

A morte de Teori (pode) atrasar a homologação das delações da Odebrecht. Sem as delações homologadas, atrasa o julgamento no TSE sobre o financiamento ilegal da chapa Dilma-Temer, em 2014. A falta destas delações atrasa, também, os processos contra Lula que estão nas mãos de Sergio Moro. Na Folha, uma análise dos impactos.

Mas… Fernando Rodrigues acha que a morte de Teori é má notícia para Temer e os demais investigados da Lava Jato. Só vai postergar o drama.

Tendo chegado ao local pouco tempo após a queda do avião em que estava Teori, André Barcinski narra as atrapalhadas primeiras horas de resgate. E a história da mulher que sobreviveu em pânico, trancada no avião, por ainda um tanto.

Elio Gaspari sugere a Temer que crie uma comissão especial para analisar o acidente. Para que nenhuma suspeita fique de pé (Folha ou Globo).

Jorge Bastos Moreno conta do dia em que o presidente da Assembleia Estadual do Rio foi visitar o ex-governador Sergio Cabral no presídio. Ele não tomava banho fazia dois dias, por medo. E pediu que encaminhasse ao governador Pezão um pedido especial. (Globo)

A posse de Donald Trump em dez vídeos, uma seleção do Meio. Melhores momentos, avaliando a multidão, o discurso inteiro e a comparação com outros discursos. Entram até pegadinhas brasileiras.

Primeira mudança no site da Casa Branca: não há mais versão em espanhol. (Folha)

O repórter Peter Boyer, da Esquire, ouviu de um dos assessores do presidente americano, Donald Trump, a seguinte afirmação: “Trata-se de um partido de oposição.” Referia-se à imprensa. Os brasileiros não vão estranhar a tática.

No momento em que Trump assumiu, os perfis nas redes sociais POTUS – Presidente dos EUA, na abreviação de lá —foram todos zerados para receber a nova cara.

O papa falou de Donald Trump com ponderação: “Temos que esperar. Não podemos ser profetas de calamidades”.

Galeria: milhares de mulheres saíram em marcha contra o novo presidente americano pelo mundo, de Washington e Nova York, de Paris e Nairobi.

Cultura

Tom Jobim faria 90 anos nesta semana. A Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles, apresenta uma série sobre o maestro soberano em Do samba-canção a Orfeu da Conceição. O jornalista Luiz Fernando Vianna narra a trajetória de Tom e de suas músicas – desde a primeira delas, Incerteza, de 1953, ainda impregnada pela influência do samba-canção.

Falando em Tom: a Folha indica dez discos essenciais do compositor e outros dez em tributo a ele.

Por que o melhor escritor brasileiro deixou de escrever? É o título do perfil de Raduan Nassar, na New Yorker. O autor de Lavoura Arcaica, que aos 81 anos vive recluso em São Paulo, desistiu da literatura para ser fazendeiro. Depois, doou suas terras para uma universidade. Hoje, pilhas de livros não abertos se acumulam na sala de sua casa: “Digo para as pessoas que não quero mais ler, mas elas não acreditam”. 

Herdeiro encontra entrevista inédita de Hilda Hilst; ouça. (Folha)  

A Globo liberou a íntegra de Dois Irmãos no Globo Play. A série já está disponível, assim como o programa Tá no Ar, de Marcelo Adnet.  

House of Cards estreia só em maio. Mas a Netflix já liberou o teaser da quinta temporada.

Viver

Há 12 mulheres isoladas na prisão de segurança máxima de Presidente Bernardes. São “vizinhas” do líder do PCC, Marco Camacho, o Marcola. Têm entre 23 e 42 anos e vivem no chamado cárcere duro – com uma hora de banho de sol e o restante do dia nas celas. Carregam em comum também o crime: tráfico de drogas. (Estadão)

Presídio em Minas Gerais consegue recuperar 60% dos detentos. Uma associação gerencia a prisão, que tem custo menor para o estado – lá, são R$ 950 por interno; num presídio convencional, são R$ 4.500 por detento. Os presos são responsáveis pela própria segurança e fazem cursos de serralheria, padaria, marcenaria, entre outros. Nas horas livres, reúnem-se no pátio e fazem crochê. (Globo) 
  
A propósito: uma lista de dez filmes sobre o sistema prisional brasileiro.

Atletas somam R$ 420 milhões em multas da Receita Federal. Furo da Folha revela que 250 atletas brasileiros foram multados entre 2003 e 2016. Na maioria dos casos, o que se passa é sonegação de impostos.  

Cotidiano Digital

Cientistas criam inteligência artificial para prever a morte por problemas do coração. Pesquisadores ingleses escanearam 256 pacientes para analisar os movimentos cardíacos durante cada batimento. A partir do material, a inteligência artificial foi capaz de entender anormalidades que levam à parada do coração. Segundo Declan O’Regan, líder da pesquisa em Londres, é a primeira vez que computadores interpretaram scans do coração de forma tão acurada a ponto de prever a morte. 

A Nasa lançou um app que simula a vida no espaço. O usuário pode testar as habilidades como astronauta num ambiente que imita o da estação espacial da Nasa e até mesmo sua ausência de gravidade. É possível baixar o game tanto para andróides quanto para iOS. 

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