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Meio Político

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O imperialismo trumpista e a reconfiguração da política brasileira

O mundo vive um novo ciclo histórico de retração da globalização, e com ele ressurgem formas de dominação que pareciam superadas. O trumpismo, mais do que um fenômeno político interno dos Estados Unidos, emerge como um projeto imperialista de reordenação do sistema internacional, retomando, sob novas roupagens, o velho princípio da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto. Ele se articula em torno de três frentes principais: a econômica, que emprega tarifas punitivas para fechar seu mercado e ao mesmo tempo obrigar os países mais fracos a abrir os deles; a ideológica, pela captura das redes sociais como instrumentos de propaganda da extrema direita, seja fascista, reacionária ou libertariana; e a política, pelo cerco a instituições e lideranças que resistam à nova ordem imposta dentro e fora dos EUA.

A era de contrarreforma da China

Setenta e cinco anos atrás, em 1º de outubro de 1949, o presidente do Partido Comunista Chinês (PCC), Mao Zedong, ficou diante de um conjunto de microfones na varanda da Porta da Paz Celestial, com vista para a Praça da Paz Celestial em Pequim, e proclamou o nascimento da República Popular da China (RPC).

O apelo do vitalismo afirmativo

Foto: Rebecca Noble/Getty Images via AFP


Fundações do Pensamento Político Brasileiro é um livro ambicioso. Nele, o cientista político (e colaborador do Meio) Christian Lynch colocou em 728 páginas o resultado de vinte anos de pesquisa para responder a uma pergunta: existe um pensamento político brasileiro? Convidamos você a saber a resposta em um curso com seis aulas dinâmicas que irão mudar seus conceitos sobre a história e a política nacional. Faça agora sua inscrição no curso Política Brasileira: Origens e ganhe o livro autografado pelo autor. Essa promoção de pré-lançamento é válida somente até dia 16/02. Assinantes premium ainda contam com 20% de desconto usando o cupom PREMIUM20.

A popularidade de Lula, a mensagem e o mensageiro

Foto: José Cruz / Agência Brasil


Fundações do Pensamento Político Brasileiro é um livro ambicioso. Nele, o cientista político (e colaborador do Meio) Christian Lynch colocou em 728 páginas o resultado de vinte anos de pesquisa para responder a uma pergunta: existe um pensamento político brasileiro?

Trump, Lula e os riscos de uma crise bilateral

Quase uma semana após a posse de Donald Trump, as peças do novo governo em Washington terminam de se encaixar. Vista do Brasil, a imagem que se forma é inquietante. Estamos longe de ser uma prioridade aos novos donos do poder nos EUA, mas, seja nas esferas política, comercial ou do meio ambiente, os objetivos no horizonte do governo Trump 2 se chocam diretamente com interesses estratégicos brasileiros e, mais ainda, com a atual política externa Lula. Ao mesmo tempo, dinâmicas no nível doméstico podem incentivar figuras, em Washington e Brasília, a ver no antagonismo uma forma de obter dividendos políticos com setores de sua própria base. O espaço para o pragmatismo, com foco nos interesses em comum, parece reduzido.

Um balanço preliminar do conflito Israel-Hamas

Foto: Omar Al-Qattaar/AFP

Balanços sobre processos históricos são sempre temporários. Mais ainda em relação a uma situação fluida, como o atual acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas. Dentro destes limites, finalizada uma fase do conflito iniciado no dia 7 de outubro de 2023, podemos fazer uma avaliação de suas consequências até o momento.

Por que o México não está à beira do abismo?

Foto: Alfredo Estrella/AFP

Em 2 de junho de 2024, os eleitores mexicanos fizeram história ao eleger Claudia Sheinbaum como a primeira mulher a ocupar a presidência do país. Representando uma coalizão de esquerda composta pelo Movimento de Regeneração Nacional (Morena), o Partido dos Trabalhadores e o Partido Verde, Sheinbaum assegurou uma vitória esmagadora com 59% dos votos, superando a coalizão de centro-direita liderada por Xóchitl Gálvez por 32 pontos percentuais. Este resultado não apenas trouxe Sheinbaum ao poder, mas também estabeleceu novos recordes em termos de votos para um candidato presidencial no México.

Crítica cultural ou vigilância moral?

Críticas identitárias ao filme Ainda Estou Aqui não apenas revelam a dificuldade de reconhecer o valor intrínseco de uma obra, mas também exemplificam o estágio avançado de um consenso ideológico progressista que tem transformado a crítica cultural em um exercício de vigilância moral com claras motivações políticas. Esse consenso frequentemente banaliza sofrimentos reais, impõe demandas de representatividade inalcançáveis e sufoca as singularidades artísticas e pessoais.

Jovens lideranças evangélicas

Quando falamos sobre a interface da religião e política, especialmente sobre evangélicos, é importante dar rosto a esses atores e atrizes. Temos destacado que mulheres são a maioria entre o segmento evangélico e que esse e outros fatores como renda, território e raça dizem muito sobre suas realidades, demandas, valores, preocupações e críticas sobre o atual cenário político. Ao fazer esse recorte de gênero, pode-se questionar: quem são as mulheres evangélicas atuantes na política? Como elas enxergam a ligação entre a fé e a vida pública? O que elas destacam como principais desafios para as eleições de 2026?

O papel central da comunicação no golpe

Foto: Nelson Almeida/AFP

A comunicação não foi um elemento coadjuvante, mas a cola que uniu as diferentes operações golpistas, a arma para moldar a percepção pública e a ferramenta para pressionar as instituições. Essa é a principal conclusão do relatório de quase 900 páginas produzido pelo departamento de inteligência da Polícia Federal sobre o planejamento do golpe de Estado bolsonarista de 2022, parcialmente executado.