Brasil classificado, problemas do regulamento, as zebras e as favoritas.
Este episódio do Meio de Campo analisa os principais acontecimentos da semana na Copa do Mundo, da grande atuação do Brasil contra a Escócia às histórias marcantes e às polêmicas do torneio: a excelente vitória do Brasil sobre a Escócia; o meio-campo mais povoado e os ganhos de equilíbrio da equipe; a importância tática de Matheus Cunha; o protagonismo de Vinícius Júnior; a cultura futebolística escocesa e como ela informou a performance contra o Brasil; o critério de desempate pelo confronto direto e a eliminação precoce de seleções que poderiam chegar à última rodada disputando uma vaga; o desempenho da Áustria, apesar da derrota para a Argentina; as histórias de superação de Cabo Verde, Congo e Haiti; a valentia do Paraguai e a decepção da Turquia; o protagonismo das grandes estrelas: Mbappé, Kane, Messi, Vinícius Júnior.
O hat-trick de Messi, o show de Kane e o susto do Brasil
A primeira rodada da Copa do Mundo já entregou grandes histórias: a transformação do futebol em um jogo de quatro quartos, o hat-trick de Messi reafirmando sua capacidade de decidir jogos no mais alto nível, o espetáculo de Harry Kane liderando a Inglaterra, e os gols marcados por Haaland e Mbappé, que já começam a se posicionar entre os protagonistas da corrida pela artilharia. Também discutimos a grande atuação dos Estados Unidos, que dominaram o Paraguai do começo ao fim, o impacto negativo do egocentrismo de Cristiano Ronaldo, que atravanca o jogo coletivo de Portugal, o susto levado pelo Brasil diante de Marrocos — e como a seleção conseguiu escapar de uma situação que se desenhava perigosa —, além das atuações animadoras de dois dos nossos azarões favoritos: o Japão, competitivo e organizado como sempre, e a Áustria, que segue mostrando que sua pressão agressiva pode incomodar qualquer adversário.
A Copa de 2026 e a SuperBowlização do Futebol
A Copa de 2026 tem sido excelente até agora. Como haverá tempo para celebrar as belezas do torneio, achei que valia a pena discutir, desde já, um aspecto que considero desastroso: a transformação do futebol de um esporte de dois tempos em um esporte de quatro quartos, como consequência das obrigatórias pausas “para hidratação” que são na verdade pausas para comerciais.
Copa de 2026: favoritas, surpresas e os dilemas do Brasil
Neste episódio do Meio de Campo, apontamos o autoritarismo de Donald Trump e as várias manchas na competição. Fazemos algumas projeções para a Copa: França e Espanha como grandes favoritas; o que falta para que Brasil, Inglaterra, Argentina e Portugal cheguem a esta primeira prateleira; as potências médias capazes de surpreender — Áustria, com seu jogo intenso de pressão, Japão, com defesa sólida e contra-ataques letais, e Equador, com sua muralha defensiva; os principais dilemas da seleção brasileira no torneio; e ainda várias curiosidades sobre seleções menores que chegam para fazer história, como Curaçao e Haiti.
Copa de 2022: Messi no topo, a sensação Marrocos e a queda final de Tite
Neste episódio do Meio de Campo, analisamos a Copa de 2022, no Catar. Em meio a inúmeras denúncias de violações dos direitos humanos, focalizamos: a coroação de Messi, finalmente no topo do futebol de seleções; a grande sensação Marrocos, que elimina Portugal e Espanha para chegar às semifinais; a segunda queda consecutiva da Alemanha na fase de grupos; e a dança final de Tite, mais uma vez eliminado por uma potência média europeia que lhe surpreendeu taticamente.
Copa de 1998: o apagão de Ronaldo e a França multicultural
A Copa de 1998 marcou a consagração de uma França multicultural, símbolo de uma nova composição étnica e social do futebol europeu, coroada em casa com Zidane, Thuram e companhia. Foi também o Mundial da grande crise brasileira: Ronaldo, o melhor jogador do torneio até a final, viveu o episódio nebuloso que antecedeu a decisão, enquanto Zagallo parecia preso a uma leitura tática já ultrapassada. No caminho, emergiram histórias fortes: o Paraguai de Chilavert, Gamarra e uma defesa duríssima, que quase eliminou a futura campeã; e a Croácia de Suker, Boban e Prosinecki chegando ao pódio em sua estreia mundialista. Uma Copa da virada: da França “black-blanc-beur” ao fim melancólico de uma era brasileira.
Copa do Tri: a consagração de Pelé
Neste episódio do Meio de Campo, mergulhamos na Copa de 1970: a consagração definitiva da maior seleção de todos os tempos; Pelé tricampeão e protagonista absoluto; o Brasil de Zagallo unindo genialidade individual, preparo físico, estudo da altitude e organização tática; a montagem de um time capaz de encaixar vários camisas 10 sem perder equilíbrio. Aqui oferecemos a você a crítica definitiva da tese de que o tricampeonato veio apenas do talento natural dos jogadores. Falamos do histórico Brasil x Inglaterra, o encontro dos campeões de 1958, 1962 e 1966; a defesa impossível de Gordon Banks em cabeçada de Pelé; o azar inglês nas quartas, com Banks fora contra a Alemanha por infecção estomacal; a virada alemã após o 2 a 0; o lendário Alemanha x Itália, o “Jogo do Século”, com sete gols e prorrogação épica; e a final no Azteca, encerrada pelo gol coletivo de Carlos Alberto, talvez o lance mais famoso da história das Copas.
2002: a Copa do Penta, a redenção de Ronaldo e as arbitragens suspeitas
Neste episódio do Meio de Campo, voltamos à Copa de 2002, o torneio que consagrou o pentacampeonato da seleção brasileira e devolveu Ronaldo ao centro do futebol mundial. Quatro anos depois do trauma de Paris, o Fenômeno reapareceu como protagonista absoluto, artilheiro e símbolo de redenção. Mas o caminho até o título também foi cercado por tensões internas, especialmente a polêmica ausência de Romário, defendido por parte da torcida e da imprensa como nome inevitável para aquela convocação.
México 1986: Maradona, o 3-5-2 e o último suspiro do Brasil de Telê
No episódio do Meio de Campo dedicado à Copa de 1986, voltamos ao México para revisitar um torneio decisivo na história tática e mítica do futebol. Foi a Copa da chegada definitiva do 3-5-2, da consagração individual de Diego Maradona -- autor de uma das maiores atuações já vistas em uma Copa -- e de jogos inesquecíveis como Bélgica x URSS, um duelo eletrizante entre a pressão soviética e a bola longa belga, e Inglaterra x Argentina, partida marcada pela “Mão de Deus”, pelo Gol do Século e pelo peso político da Guerra das Malvinas. Também revisitamos o canto de cisne da seleção brasileira de Telê Santana, ainda dona de um futebol refinado, mas atravessada por lesões, tensões internas e um excesso de medidas disciplinares que ajudou a desgastar o ambiente. O percurso brasileiro terminaria em uma das grandes partidas da história das Copas: Brasil x França, um confronto belíssimo entre duas gerações técnicas, decidido nos pênaltis e lembrado como o fim simbólico de uma era.
A divisão do dinheiro do futebol na Europa e no Brasil
Neste episódio, entrevistamos Carlos Zanatta, mestre em economia e grande enciclopédia do futebol brasileiro e internacional. Continuamos falando de economia, mas agora da divisão do dinheiro que tem representado a maior fatia da receita dos clubes: os direitos de transmissão de TV. Zanatta explica como se divide o dinheiro na Inglaterra, na Itália, na Espanha, na França e em Portugal. Na sequência, Zanatta nos conta a história da discussão brasileira desde a formação do Clube dos 13, sua posterior crise e implosão, e alguns desenvolvimentos recentes, que são bastante promissores para todos os que querem uma liga mais rentável e igualitária.