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Mariliz Pereira Jorge
Colunista do Meio. Jornalista, roteirista, colunista na Folha de S.Paulo e comentarista no UOL. Passou pela Editora Abril, TV Globo, Rádio Globo, MyNews, além de trabalhos no GNT, Canal Viva e Globoplay. Escreve sobre atualidades, feminismo, comportamento, sexo e política, mas gosta mesmo é de viajar, tomar cerveja e bater papo.
Juliano Cazarré anunciou um encontro voltado a homens e foi criticado por boa parte do meio artístico. O evento tem problemas sérios — a começar pelos palestrantes. Mas há um ponto em que ele acertou, e que o campo progressista precisa encarar antes que esse espaço seja ocupado de vez.
Janja, Choquei e as relações perigosas com o poder. O que acontece quando o Palácio do Planalto troca o jornalismo sério por mensagens de WhatsApp com blogueiros de fofoca? Entenda o impacto do "fofocariado" na política e por que você precisa parar de consumir lixo digital.
O caso envolvendo Martha Graef escancarou mais uma vez o tribunal da internet e, nele, mulheres seguem sendo julgadas por outras mulheres. Antes de qualquer investigação, vieram os rótulos: cúmplice, interesseira, mentirosa. Enquanto isso, vazamentos de intimidade viram espetáculo e desviam o foco do que realmente importa. E, como se não bastasse, ainda tem quem diga que mulher que critica homem poderoso é só “mal-amada”. No fim, a régua é sempre a mesma e a conta sobra para todas nós.
Comentários, confusão e um tema que muita gente prefere simplificar. Neste vídeo, eu respondo ponto a ponto as críticas sobre a lei da misoginia, separo o que é exagero do que é problema real e explico por que transformar tudo em gritaria só atrapalha uma discussão que deveria ser levada a sério.
O Senado aprovou a criminalização da misoginia e o debate virou torcida: de um lado, “censura”; do outro, comemoração como se tudo se resolvesse por decreto. O vídeo explica o que é misoginia na prática e o que é só machismo e grosseria, por que banalizar o termo enfraquece o combate ao ódio real e como certos discursos, como o red pill, podem formar um ecossistema misógino sem que cada frase isolada seja crime.
O sequestro do debate na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Como o foco em brigas de rede social e o uso de termos hostis estão escondendo pautas urgentes sobre a segurança e a saúde das brasileiras. O descontentamento que cresce na própria base progressista e o risco de transformar espaços de poder em palanques de narcisismo político, deixando a realidade das mulheres em segundo plano.
A frase “as feias inventaram o feminismo” transforma igualdade em insulto estético e reforça a caricatura da feminista “amarga”. O episódio discute o crescimento de “tradwives” e “esposas troféu” que vendem submissão como estilo de vida — muitas vezes monetizando esse discurso — e como o algoritmo liga essa pedagogia da obediência à cultura de posse que alimenta feminicídios.
O caso da adolescente de Copacabana reacendeu a sede de vingança: pena de morte, prisão perpétua, “tem que sofrer”. Neste episódio, eu explico por que esse punitivismo não reduz a violência contra a mulher — só dá alívio moral — e por que enfrentar red pills e misoginia exige um caminho que passa por prevenção, educação.
Alcoolismo feminino é o tema do filme “(Des)controle”, que ajuda a mostrar como a dependência se instala no cotidiano, e por que o assunto ainda vem cercado de estigma e julgamento. Dados recentes revelam o consumo pesado entre mulheres, que sofrem riscos concretos, como maior vulnerabilidade a violências. Na contramão, os jovens estão bebendo menos e aderindo mais à abstinência.
O BBB pode parecer “reality vazio”, mas é um laboratório humano: ali dá pra ver, em modo acelerado, como poder, medo, moralismo, empatia e manipulação funcionam e como a plateia entra no jogo. Neste vídeo, eu parto do episódio do Pedro no BBB 26, que fingiu uma crise de ansiedade e depois riu, para falar da banalização do sofrimento psíquico e do tabu em torno de saúde mental. A partir daí, o reality vira espelho do Brasil: a cultura do “mal-entendido”, a relativização do óbvio e o quanto consentimento e respeito ainda são disputas básicas.