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Mariliz Pereira Jorge
Colunista do Meio. Jornalista, roteirista, colunista na Folha de S.Paulo e comentarista no UOL. Passou pela Editora Abril, TV Globo, Rádio Globo, MyNews, além de trabalhos no GNT, Canal Viva e Globoplay. Escreve sobre atualidades, feminismo, comportamento, sexo e política, mas gosta mesmo é de viajar, tomar cerveja e bater papo.
O Senado aprovou a criminalização da misoginia e o debate virou torcida: de um lado, “censura”; do outro, comemoração como se tudo se resolvesse por decreto. O vídeo explica o que é misoginia na prática e o que é só machismo e grosseria, por que banalizar o termo enfraquece o combate ao ódio real e como certos discursos, como o red pill, podem formar um ecossistema misógino sem que cada frase isolada seja crime.
O sequestro do debate na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Como o foco em brigas de rede social e o uso de termos hostis estão escondendo pautas urgentes sobre a segurança e a saúde das brasileiras. O descontentamento que cresce na própria base progressista e o risco de transformar espaços de poder em palanques de narcisismo político, deixando a realidade das mulheres em segundo plano.
A frase “as feias inventaram o feminismo” transforma igualdade em insulto estético e reforça a caricatura da feminista “amarga”. O episódio discute o crescimento de “tradwives” e “esposas troféu” que vendem submissão como estilo de vida — muitas vezes monetizando esse discurso — e como o algoritmo liga essa pedagogia da obediência à cultura de posse que alimenta feminicídios.
O caso da adolescente de Copacabana reacendeu a sede de vingança: pena de morte, prisão perpétua, “tem que sofrer”. Neste episódio, eu explico por que esse punitivismo não reduz a violência contra a mulher — só dá alívio moral — e por que enfrentar red pills e misoginia exige um caminho que passa por prevenção, educação.
Alcoolismo feminino é o tema do filme “(Des)controle”, que ajuda a mostrar como a dependência se instala no cotidiano, e por que o assunto ainda vem cercado de estigma e julgamento. Dados recentes revelam o consumo pesado entre mulheres, que sofrem riscos concretos, como maior vulnerabilidade a violências. Na contramão, os jovens estão bebendo menos e aderindo mais à abstinência.
O BBB pode parecer “reality vazio”, mas é um laboratório humano: ali dá pra ver, em modo acelerado, como poder, medo, moralismo, empatia e manipulação funcionam e como a plateia entra no jogo. Neste vídeo, eu parto do episódio do Pedro no BBB 26, que fingiu uma crise de ansiedade e depois riu, para falar da banalização do sofrimento psíquico e do tabu em torno de saúde mental. A partir daí, o reality vira espelho do Brasil: a cultura do “mal-entendido”, a relativização do óbvio e o quanto consentimento e respeito ainda são disputas básicas.
Por que tantas organizações feministas e celebridades se calam diante da repressão às iranianas? Neste vídeo, a coluna discute como o medo de “parecer imperialista” e o purismo ideológico viraram mordaça, transformando direitos das mulheres em pauta seletiva — e por que a causa das iranianas deveria ser óbvia, universal e inegociável para qualquer defesa séria de direitos humanos.
Golpes românticos viraram indústria: começam com afeto, passam por manipulação e terminam em Pix — roubando dinheiro e dignidade. O vídeo reúne dados, histórias reais e mostra por que pessoas mais velhas são alvos preferenciais tanto nesses “golpes do amor” quanto em outras fraudes digitais, além de sinais de alerta para se proteger.
Como o brasileiro mantém a esperança no fim do ano: o balanço emocional de 2025, as expectativas para 2026 e as esperanças mais comuns (saúde, dinheiro e paz), com um olhar para as diferenças de realidade, o avanço da autonomia feminina e a ideia de planejar sem culpa — e, às vezes, simplesmente descansar para começar o ano com o pé no chão.
Neste vídeo, Mariliz Pereira Jorge lê e responde aos comentários mais indignados sobre a ideia de que o feminismo também precisa olhar para a crise da masculinidade. Explica por que falar da cabeça dos homens não é passar pano nem “mimar marmanjo”, mas uma estratégia de sobrevivência das mulheres num país de feminicídios em série. Fala de lei, de educação de meninos, de ódio organizado e de como deixar esse debate só na mão dos misóginos custa caro demais pra nós.