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6 de abril de 2021
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Prezadas leitoras, caros leitores —

Hoje damos as boas-vindas a um novo anunciante. É a Cadastra, talvez a principal consultoria brasileira em transformação digital. Em mais de vinte anos, trabalha pela entrada de vez de seus clientes no século 21 ajudando simultaneamente na garantia de performance digital, de comunicação e marketing, tudo com tecnologia.

Com este DNA, não poderia patrocinar uma editoria diferente: Transformando Negócios, todas as terças-feiras. Esta é uma de nossas obsessões. Migrar da realidade do século 20 para a do 21 é uma tarefa difícil. Chacoalha empresas, transforma culturas, e é o que leva à sobrevivência.

Como todas as editorias patrocinadas que publicamos, o conteúdo é jornalístico, é produzido pela gente, aqui no Meio. É a oportunidade de tratar melhor assuntos que fazem diferença no mundo, na vida.

— Os editores


STF decide amanhã abertura de igrejas


A polêmica liminar do ministro do STF Kássio Nunes Marques liberando cerimônias religiosas presenciais no auge da pandemia vai ser analisada pelo Plenário antes do que ele gostaria. Como já se especulava ontem, o ministro Gilmar Mendes foi no caminho oposto numa ação proposta pelo PSD e manteve a proibição imposta pelo governo de São Paulo. Como há divergência entre as duas decisões, o presidente do STF, Luiz Fux, marcou para amanhã uma sessão do Plenário (virtual) para pacificar a questão. A tendência é de que a decisão de Marques seja derrubada. (G1)

Então... O procurador-geral da República, Augusto Aras, tentou uma manobra para evitar que o assunto fosse ao pleno. Pediu a Fux que concentrasse em Nunes Marques todas as ações do mesmo assunto, o que impediria a liminar de Gilmar. (Poder360)

A decisão de Gilmar afeta diretamente as igrejas paulistas. Entretanto, o arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, a considerou “razoável e de bom senso”. As igrejas católicas da capital não permitiram a presença de fiéis nas missas do domingo de Páscoa. (UOL)

Independentemente da decisão de Marques, 22 das 26 capitais já haviam liberado o retorno às cerimônias presenciais. (Globo)

Uma curiosidade... O pedido de liminar atendido por Nunes Marques foi feito pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). Em fevereiro, o próprio ministro votou para considerar que a entidade não tinha legitimidade para acionar o STF. O que o fez mudar de opinião é um dos mistérios de Brasília. (Globo)

Embora seja uma instituição jurídica, a Anajure defende sua pretensão inicialmente com um argumento teológico. Segundo a presidente em exercício da entidade, Edna Zili, “o cristianismo, desde o seu nascedouro, está assente na ideia de coletividade na adoração e prática diária”. Zili afirma ainda que o veto ao funcionamento de templos durante a pandemia fere o direito constitucional à liberdade religiosa. (Folha)

Mas a explicação, segundo Bernardo Mello Franco, não é nem teológica nem jurídica. Simplesmente parou de entrar dinheiro nas igrejas, e os pastores, base fiel de Jair Bolsonaro, estão pressionando. (CBN)

As críticas do empresariado e do mercado financeiro à condução da pandemia acenderam um sinal amarelo no Planalto. Amanhã, Jair Bolsonaro se encontra com empresários que já se reuniram com os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O jantar, segundo convidados, está sendo articulado por auxiliares do governo, que tentam melhorar as relações com o setor produtivo. Além da mudança no combate à Covid-19, os empresários querem a cabeça do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que Bolsonaro resiste a entregar. (Folha)

E essa não é a única preocupação de Bolsonaro. Pesquisa feita pela XP/Ipespe mostra que, se as eleições fossem hoje, o ex-presidente Lula o venceria no segundo turno, embora a vantagem de 42% a 38% esteja dentro da margem de erro. Bolsonaro despencou de 39% para 27% dos que veem seu governo como ótimo ou bom de outubro para cá. No mesmo período, o número dos que consideram ruim ou péssimo saltou de 31% para 48%. (Poder360)

Mônica Bergamo: “Ciro Gomes afirmou durante um debate nesta segunda-feira que o ex-presidente Lula deve ter generosidade e se espelhar no exemplo da argentina Cristina Kirchner, que em 2019 concorreu como vice-presidente na chapa vencedora liderada por Alberto Fernández, e não no do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e do ex-presidente boliviano Evo Morales.” (Folha)

Meio em vídeo. O próximo governo precisa representar mais do que o fim da presidência de Jair Bolsonaro. Precisa ser um governo de união nacional, um governo que a população unida possa se tornar otimista como foi um dia. Mas é possível replicar um JK, um FH do real, um Lula de 2002? Talvez. Mas antes vai ser preciso parar de pedir mea culpas. Confira o Ponto de Partida no YouTube.

Ancelmo Gois: “Os recentes posicionamentos de Marcelo Freixo, deputado federal pelo PSOL, têm incomodado integrantes do partido. No Rio, pegou correligionários de surpresa a postura do deputado buscar aproximação a setores vistos como de centro-direira – o prefeito Eduardo Paes e o deputado Rodrigo Maia. É ponto pacífico no partido, hoje, que não há qualquer hipótese de aliança com essas figuras, e que Freixo está isolado nessa questão.” (Globo)

Amanhã — o Meio apresentará um evento diferente com transmissão ao vivo através do YouTube e do Facebook. É o primeiro Fórum Derrubando Muros para termos conversas sobre questões que impactam a eleição de 2022. O tema: A Indústria da Desinformação. Como funciona, como impacta, como atrapalha. A live contará com a jornalista Vera Magalhães, apresentadora do Roda Viva, colunista de O Globo e da CBN; Pablo Ortellado, professor de Políticas Públicas da USP; e Marco Aurélio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas da FGV. A mediação é do sociólogo José Carlos Martins, coordenador do Derrubando Muros, e de Pedro Doria, editor do Meio. Às 19h30.

Não há democracia, dizia Thomas Jefferson, sem eleitores informados. Mas, no século 21, os veículos tradicionais perderam o encaixe na vida. Mas o Meio encaixa. A gente já resolve para você, de segunda a sexta, o problema das notícias. Podemos resolver também o do contexto, da profundidade, com a edição de sábado. Assine. Não vai se arrepender. É tão barato…

TRANSFORMANDO NEGÓCIOS

Transformando Negócios


As empresas que já vinham sob o modelo agile se deram melhor na pandemia: 70% disseram que as práticas organizacionais ágeis as ajudaram a se adaptar mais rapidamente, segundo a consultoria BearingPoint. Isso permitiu que mais de 60% preservassem seu desempenho pré-crise no último ano. Criada na área de TI para aprimorar processos de desenvolvimento de software, a metodologia agile quando também aplicada nos negócios permite saber rapidamente o que funciona e o que não funciona, aprender rápido e falhar rapidamente. A área de marketing é uma das grandes beneficiadas. Segundo a McKinsey, as equipes de marketing que mudaram entre 50% e 70% de seu trabalho para essa abordagem viram suas receitas crescerem de 20% a 40%. As vantagens do agile nos negócios.

A pandemia pode ter mudado de vez os hábitos dos consumidores. Segundo pesquisa da AlixPartners, feita em nove países, metade disse que seu comportamento foi afetado permanentemente, devido à contínua ansiedade financeira e relacionada à saúde. Ainda 80% disse que estão mais preocupados com o meio ambiente e 38% deles afirmam que agora isso afeta suas decisões de compra. As categorias em que eles mais expressaram mudanças permanentes de consumo foram restaurantes e viagens. Enquanto a compra de produtos de beleza, roupas e calçados foram os quais os consumidores se mostraram mais dispostos a aumentar o consumo por canais digitais mesmo quando a pandemia acabar. (Época Negócios)

O Pinterest lançou sua plataforma de anúncios no Brasil, o primeiro país da América Latina. O Pinterest Ads já funciona em 28 países, incluindo Canadá, EUA e Europa, e traz novas funções como criação de anúncios com possibilidades de segmentação de público e integração do catálogo de produtos no Pinterest. É possível, por exemplo, taguear produtos em fotos para direcionar o usuário diretamente para a aba de shopping e experiências com realidade aumentada que permitem o usuário testar produtos com sua câmera.

Viver


A morte de pacientes é o ponto mais trágico da pandemia de Covid-19, mas não significa que os problemas relativos àquelas pessoas e o drama de suas famílias tenham terminado. A cidade de São Paulo enfrenta um recorde no número de sepultamentos, o que obrigou a prefeitura a suspender os velórios e concentrar os enterros em apenas dois cemitérios para facilitar a logística. Além disso, serão contratados novos sepultadores e instalado equipamento que permita a realização de enterros noturnos. (G1)

Nesta segunda-feira o Brasil registrou 1.623 mortes por Covid-19, segundo dados levantados junto aos estados pelo consórcio de veículos de comunicação. Apesar do número menor de óbitos, algo normal durante e logo depois de um feriado prolongado, a média móvel de mortos em sete dias segue alta: 2.698. Desde o início da pandemia, 333.153 pessoas morreram e 13.023.189 já foram infectadas. (UOL)

Além dos casos da doença, os médicos enfrentam também as reações adversas do “kit Covid”, um coquetel de remédios sem eficácia comprovada e recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro sem qualquer aval de cientistas. No caso da cloroquina, medicamento para malária, as notificações de efeitos adversos cresceram 558%, e pelo menos nove mortes relacionadas a ela já foram confirmadas. (Globo)

Na luta para conter a doença, a diretoria da Anvisa vai se reunir hoje de forma virtual com pelo menos nove governadores. Na pauta, a autorização emergencial da vacina russa Sputnik V, emperrada na agência. A importação de 37 milhões de doses por um consórcio de estados já está acertada, mas depende o aval da Anvisa. (UOL)

O “megaferiado” de dez dias em São Paulo teve efeitos inconclusivos. Por um lado, houve uma redução de 32,8% no número de passageiros no sistema de transporte público. Por outro, a taxa de isolamento durante o recesso ficou estável em relação aos “dias normais”, quando a expectativa era que caísse. (Folha)

Já no Rio, cientistas da UFRJ pediram pelo menos mais duas semanas de restrições à circulação na cidade, cujos dez dias de recesso terminaram no domingo. A fila por um leito de UTI cresceu 1.000% em um mês, e a taxa de infecção chegou a 1,5 – cada dez infectados contagiam 15 pessoas. (Estadão)

E a Arábia Saudita tomou uma decisão drástica. A peregrinação a Meca, cidade sagrada do islã, durante o Ramadã só será permitida a homens que já tiveram Covid-19 ou tomaram ao menos uma dose de vacina. (G1)

Panelinha no Meio. Estar em isolamento doméstico não significa necessariamente ter tempo de sobra para planejar grandes cardápios. É sempre bom ter um curinga no congelador que pode se transformar em diversos outros pratos rapidamente. É o caso da carne de panela desfiada. Essa é uma receita de grande quantidade e preparo longo, mas depois é só separar em potinhos e congelar. Serve para sanduíches, molhos recheios e o que mais passar pela cabeça.

Cultura


“Primeiro eu faço, depois vocês refazem.” Esta parece ser a lógica de McCartney III Imagined, uma espécie de auto-homenagem coletiva comandada pelo ex-Beatle a partir de seu último disco solo, McCartney III, lançado em dezembro. No original, fruto do isolamento, Sir Paul tocou todos os instrumentos e fez todas as vozes. Agora, entregou as canções para que outros artistas as reimaginassem livremente. São nomes distantes do estilo e da faixa etária de McCartney (78 anos), como a cantora St. Vincent, o rapper Dominic Fike e o trio Khruangbin, entre outros. (Estadão)

Se estivesse viva, Cacilda Becker completaria hoje um século. Descoberta aos 16 anos, Cacilda passou por diversas companhias até ser, em 1948, a primeira atriz contratada pelo Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo, que se tornaria a mais influente troupe brasileira. A mãe do moderno teatro brasileiro viveu no palco literalmente até o fim. Sofreu um aneurisma no intervalo da peça Esperando Godot, em 1969, morrendo dias depois. (Folha)

Cotidiano Digital


Google levou a melhor na disputa judicial de 10 anos com a Oracle. A Suprema Corte americana decidiu que o uso do código Java usado pelo Google, desenvolvido pela Oracle, “não violou a lei de direitos autorais”. Quando o Google construiu o Android, ele incorporou as APIs Java, então propriedade da Sun Microsystems. Quando a Oracle comprou a Sun em 2010, processou o Google, pedindo US$ 9 bilhões. O caso não só vinha chamando atenção por ser entre duas gigantes da tecnologia, mas também porque colocava em risco o modus operandi da indústria de software: usa APIs, ou seja, as interfaces que concedem acesso a funções específicas em um programa, para criar softwares que se comuniquem entre si. Não à toa que, durante a disputa, o Google teve apoio de várias empresas, incluindo Microsoft e IBM.

Após meses de rumores, a LG confirmou que fechará sua divisão de smartphones. A empresa sul-coreana vinha tentando vender a unidade para um grupo africano, mas as negociações não foram pra frente. Há quase seis anos a LG opera em prejuízo, totalizando cerca de US$ 4,5 bilhões. A ideia agora, segundo a empresa, é se concentrar em componentes de veículos elétricos, dispositivos conectados e casas inteligentes. No Brasil, a sua única fábrica em Taubaté (SP) ainda tem destino incerto.





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