Cultura

Poetisa Adélia Prado vence o Prêmio Machado de Assis de 2024

A poetisa e escritora Adélia Prado é a vencedora do Prêmio Machado de Assis deste ano, a maior honraria oferecida pela Academia Brasileira de Letras (ABL) e um dos mais tradicionais e prestigiados reconhecimentos literários do país. Nascida em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935, é considerada por muitos como a maior poetisa do Brasil ainda viva, sendo elogiada por grandes mestres, como Carlos Drummond de Andrade. Trabalhou como professora por 24 anos, antes de se consagrar como escritora, publicando mais de 20 livros, abordando temas como vida interior, religiosidade e o feminino. Ela receberá R$ 100 mil pela premiação, oferecida aos vencedores pelo conjunto de suas obras. (Globo)

Quando um anônimo Chico Buarque cantou para uma plateia vazia no Rio de Janeiro

Chico em 1966, ano de lançamento do seu primeiro álbum e do show para os alunos do Colégio Santo Inácio

Aquela tarde de 1966 navega na memória do economista carioca Paulo Gadelha, de 75 anos. Foi quando organizou com amigos o show de um cantor e compositor desconhecido chamado Francisco Buarque de Hollanda. Uma apresentação para poucas pessoas, voz e violão, no colégio onde estudavam, o Santo Inácio, tradicional escola de classe média e alta no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Ontem, dia em que Chico completou 80 anos, Gadelha mergulhou no passado. Abaixo, seu relato para os leitores do Meio:

Morre Donald Sutherland, ator de ‘MASH’ e ‘Jogos Vorazes’, aos 88 anos

Morreu nesta quinta-feira, em Miami, o ator Donald Sutherland, famoso por papéis nos filmes de Jogos Vorazes, Klute - O Passado Condena, MASH e Orgulho e Preconceito, aos 88 anos. Segundo seus agentes, ele passava por uma longa doença não especificada. Nascido em Saint John, no Canadá, mostrou seu talento em Hollywood desempenhando diferentes tipos de personagens em diversos gêneros cinematográficos entre drama, comédia e até terror. Também trabalhou com outros grandes astros, como Jane Fonda e Clint Eastwood. Em mais de 60 anos de carreira, acumulou mais de 200 créditos em filmes e programas de TV, além de receber o Oscar Honorário em 2017 pelo conjunto de sua obra, um Emmy e dois Globos de Ouro. (Deadline)

Novas emoções na cabeça e nas telas

Riley, a menina de Divertida Mente (2015), cresceu e agora tem de lidar também com as emoções da adolescência, a começar pela Ansiedade. Essa é a trama de Divertida Mente 2, que estreia desta quinta-feira nos cinemas. Mas não é só isso. As telonas também nos trazem ação na Rocinha, drama em Guarulhos, a vida da comunidade LGBTQIA+ e até uma Cinderela vingativa. Ou vocês achavam que só o Ursinho Pooh iria para o mau caminho? Confira todas as estreias e veja os trailers. (Meio)

Cinéfilos salvam histórico cinema de Paris com ajuda de Quentin Tarantino

Após cinco anos de mobilização e contando com o apoio de grandes personalidades, como Quentin Tarantino e David Lynch, um grupo de cinéfilos anunciou nesta quarta-feira a compra do último cinema associativo independente de Paris, o histórico La Clef, ao arrecadar US$ 430 mil em doações. A casa era um dos poucos espaços culturais alternativos sobreviventes à especulação imobiliária na região. As contribuições se juntaram aos US$ 2,1 milhões necessários para adquirir o espaço e livrar-se de ameaças de despejo. O valor também será usado para uma série de reformas de melhorias na infraestrutura local, como a construção de uma área para eventos. (Variety)

Caetano perde processo contra grife que lançou ‘coleção Tropicália’

Caetano pediu à Justiça fluminense indenização da grife Osklen no valor de R$ 1,3 milhão, mas perdeu processo

A Justiça do Rio negou o pedido de indenização feito por Caetano Veloso contra a grife Osklen por conta do lançamento, em 2023, de uma coleção chamada Tropicália. O cantor alegava não ter autorizado o uso da palavra, nome de um movimento cultural do final dos anos 1960 e título de uma canção do próprio Caetano. Seus advogados diziam ainda que a coleção foi lançada para coincidir com um show, em agosto do ano passado, comemorativo dos 51 anos do álbum Transa. O juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, porém, considerou que a Tropicália foi um movimento que abrangeu outros músicos e outras manifestações artísticas e que o fato de ter uma música com esse título não dava a Caetano propriedade sobre a expressão. Além disso, os advogados da Osklen alegaram que a coleção foi concebida em 2022 e enviada ao varejo, já com o nome Tropicália, em março de 2023, antes que o show de Caetano fosse anunciado. Além de não receber a indenização pedida de R$ 1,3 milhão, o cantor terá de arcar com as despesas do processo, mas seus advogados podem recorrer da decisão. (g1)

Oitenta anos, oito músicas: uma playlist de Chico Buarque feita por convidados do Meio

Oitenta anos, oito músicas. No aniversário de Chico Buarque, a convite do Meio, personalidades importantes do país tentam escolher uma única canção de um dos mais completos artistas de todos os tempos. “Missão impossível”, disse João Bosco, embora tenha conseguido. Fernanda Torres optou por duas, "um lado A e um lado B". São centenas de composições que passam por diversos estilos e compõem a trilha sonora do Brasil dos últimos 60 anos, desde que Chico lançou, em 1966, seu álbum de estreia, Chico Buarque de Hollanda – aquele mesmo em que ele aparece feliz e sério, em retratos de Dirceu Côrte Real, uma capa campeã de aplausos e memes. Os convidados foram, além de Bosco e Torres, a escritora Carla Madeira, a filósofa Djamila Ribeiro, o ator Fábio Porchat, o jornalista Nelson Motta, o neurocientista Sidarta Ribeiro e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixou de pensar por um instante na taxa básica de juros para “ver o capim, ver o baobá, e escolher Assentamento. São músicas “que o próprio tempo vai parar para ouvir. E nós também.

Peça é cancelada após ator Ian McKellen cair do palco e ser hospitalizado

Famoso por suas atuações na trilogia de O Senhor dos Anéis como Gandalf, Ian McKellen foi hospitalizado em Londres, após cair do palco, quando se apresentava na peça Player Kings, uma adaptação das duas peças de William Shakespeare Henrique IV, dirigida por Robert Icke. Ele estava em uma cena de batalha quando se desequilibrou e caiu. O público foi evacuado do teatro e o espetáculo foi cancelado, enquanto o ator foi encaminhado para o hospital. Um representante da casa de espetáculos informou que o artista de 85 anos “terá uma recuperação rápida e completa” e que está “de bom humor”. Para auxiliar na recuperação, a produção da peça decidiu cancelar a apresentação desta terça-feira “para que Ian possa descansar”. (Variety)

Executivo da Sony acende o mundo do cinema com declaração sobre último filme de Tarantino

Declaração de executivo da Sony enche de esperança os fãs de Quentin Tarantino

O décimo e último filme de Quentin Tarantino antes de sua prometida aposentadoria pode ser retomado. Ontem em Barcelona, no primeiro dia da feira de cinema CineEurope, o presidente de distribuição internacional da Sony, Steven O'Dell, encheu de esperança os fãs do diretor de Pulp Fiction de que um projeto pode sair do papel em breve. O executivo da Sony, que lançou Era Uma Vez em Hollywood em 2019, disse ao apresentar os próximos filmes do estúdio que espera voltar a trabalhar com Tarantino. “Esperamos que Tarantino faça seu último filme conosco”, disse O'Dell ao público presente.

Morre Anouk Aimée, estrela de ‘Um Homem, Uma Mulher’

O cinema francês perdeu um de seus maiores mitos com a morte da atriz Anouk Aimée, aos 92 anos, estrela de filmes clássicos como Um Homem, Uma Mulher (1966), de Claude Lelouch, que lhe valeu um Globo de Ouro de melhor atriz e a indicação ao Oscar. A informação, sem detalhes sobre a causa da morte, foi compartilhada nas redes sociais pela filha dela nesta terça-feira. Anouk nasceu Judith Dreyfus em 1932, filha de um casal de atores. Durante a ocupação nazista da França, adotou o sobrenome da mãe, Durand, para disfarçar a origem judaica e escapar de perseguições. Estreou no cinema em 1947 em La Maison Sous la Mer vivendo a adolescente Anouk, de onde tirou seu nome artístico – Aimée é “amada” em francês. Dois anos depois, estrelou Os Amantes de Verona, adaptação de Andre Cayette para Romeu e Julieta. Ao longo das décadas seguintes, estrelou longas antológicos como La Dolce Vita e Oito e Meio, ambos de Fellini, e O Encontro, de Sidney Lumet, e se tornou mundialmente famosa com o clássico de Lelouch. Retomou o papel em duas continuações, Um Homem, Uma Mulher, 20 anos depois, de 1986, e Os Melhores Anos de Uma Vida, de 2019, seu último trabalho. (Hollywood Reporter)