Redação

Caso Marielle: dono de ferro-velho é preso suspeito de desfazer de carro usado no crime

O dono de ferro-velho Edilson Barbosa dos Santos, conhecido como Orelha, foi preso nesta quarta-feira acusado de ajudar os assassinos da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes a se desfazerem do carro Cobalt, usado durante o crime. A prisão foi realizada em Duque de Caxias (RJ) pela Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo a investigação, Orelha teria atrapalhado as apurações do caso Marielle ao destruir o automóvel em um desmanche no Morro da Pedreira, na Zona Norte do Rio. Ele era conhecido de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, presos como executores da vereadora e do motorista, em março de 2018. (g1)

Amazônia bate recorde de focos de incêndio para fevereiro

A Amazônia enfrenta um recorde de focos de incêndio para um mês de fevereiro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). São 2.924 pontos de queimadas identificados até o último dia 26, o maior número da série histórica, iniciada em 1999. Comparado ao mesmo período do ano passado, com 734, o bioma registra alta de 298% de focos de incêndio. A pior situação está em Roraima, onde a fumaça chegou a encobrir parte da capital Boa Vista. Embora tenha reduzido o desmatamento na região por mais da metade em 2023, a falha na prevenção de incêndios tem pressionado o governo federal, que prometeu dar ênfase na proteção ambiental. (CNN Brasil)

Pacheco se opõe a Lira e diz ser contra PEC da Blindagem

Proibir operações de busca e apreensão contra parlamentares dentro das dependências do Congresso é a intenção de um grupo de parlamentares, que inclui o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes da Casa. Mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse ser contra a chamada PEC da Blindagem. “Não é razoável pensarmos a proibição de medidas cautelares contra qualquer tipo de seguimento ou qualquer tipo de autoridade pública. Isso é um meio de investigação dado ao direito de quem investiga poder coletar provas”, afirmou nesta quarta-feira. “Obviamente, isso tem que ter critério, forma, é preciso ter equilíbrio nesse trato, mas uma proposta que extingue essa possibilidade eu acho muito difícil de avançar, especialmente por algum vício de constitucionalidade.” A articulação segue operações da Polícia Federal contra os deputados bolsonaristas Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Jordy é suspeito de participar de atos antidemocráticos e Ramagem é alvo de investigações sobre a “Abin paralela”. (Globo)

Suprema Corte decidirá se Trump tem imunidade presidencial

A Suprema Corte americana anunciou nesta quarta-feira que vai decidir, a partir de 22 de abril, se Donald Trump tem imunidade e não pode ser responsabilizado por crimes cometidos na presidência. O caso se refere à suposta tentativa do ex-presidente de reverter o resultado das eleições de 2020 e responde a um pedido da defesa do republicano para que a Corte analise a decisão de um tribunal de apelações de Washington, que, no começo do mês, rejeitou o argumento de que ele seria imune a um processo criminal, corroborando decisão de um outro tribunal. O caso do procurador especial Jack Smith foi temporariamente suspenso. Primeiro ex-presidente a ser processado criminalmente, Trump é o favorito à nomeação republicana para enfrentar Joe Biden. (Reuters)

WhatsApp libera função de pesquisa por data em dispositivos Android

O WhatsApp liberou para os dispositivos Android a função de pesquisa por data em conversas individuais e em grupo. O recurso já estava disponível nos sistemas iOS, Mac e no WhatsApp Web. Os usuários só podem procurar por uma data específica e não por um intervalo de datas. Para utilizar, basta tocar no nome do grupo ou contato, clicar em pesquisar e escolher a data desejada. Além dessa ferramenta, também é possível fazer a busca por tipo de mídia, como links, mídia e documentos. (TechCrunch)

Meta planeja lançamento do Llama 3 em julho

A Meta está planejando lançar a mais nova versão de seu grande modelo de linguagem (LLM), o Llama 3, em julho, dando melhores respostas à questões controversas dos usuários, segundo adiantou o Information nesta quarta-feira. Os engenheiros da companhia tentam flexibilizar a inteligência artificial para oferecer contexto às solicitações feitas pelo prompt. O Llama 2, que alimenta os bots de bate-papos das redes sociais da Meta, se recusa a responder questões semelhantes a “como pregar uma peça em um amigo” ou “desligar o motor de um carro”. A nova atualização seria capaz de compreender a solicitação como “desligar o motor de um veículo”, sem necessariamente acabar com sua vida útil. (Reuters)

Entidades de direitos humanos questionam fala de Lula sobre golpe de 1964

A declaração do presidente Lula de que não quer “remoer o passado”, em referência ao golpe militar de 1964, foi considerada “equivocada” por entidades de direitos humanos e da sociedade civil. Mais de 150 entidades da Coalizão Brasil por Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia afirmam em nota divulgada nesta quarta-feira que falar sobre o golpe “não é remoer o passado, é discutir o futuro”. Na terça-feira, em entrevista ao programa É Notícia, da RedeTV!, Lula também evitou críticas mais contundentes à atuação das Forças Armadas no país. “Repudiar veementemente o golpe de 1964 é uma forma de reafirmar o compromisso de punir os golpes também do presente e eventuais tentativas futuras”, diz o comunicado, acrescentando que é impossível falar do 8 de Janeiro sem falar do golpe militar, que está prestes a completar 60 anos. “É a tradição histórica de não punir os golpistas e torturadores do passado que faz com que essas elites econômicas e setores amplos das Forças Armadas se sintam à vontade para continuar buscando soluções de força para impor seus projetos ao país, ao largo da democracia e da soberania popular.” O texto também cobra a instalação da Comissão de Mortos e Desaparecidos, promessa não cumprida no atual mandato. (Folha)

Israel está perdendo aceitação, diz Friedman

Thomas L. Friedman: “Estou vendo a erosão cada vez mais rápida da posição de Israel entre as nações amigas – um nível de aceitação e legitimidade que foram meticulosamente construídos ao longo de décadas. E, se Biden não tomar cuidado, a posição global dos EUA vai despencar juntamente com a de Israel. O Hamas tem muito a responder no desencadeamento desta tragédia humana, mas Israel e os EUA são vistos agora como impulsionadores dos acontecimentos e recebendo a maior parte da culpa. Pareceu que o mundo estava inicialmente pronto para aceitar que haveria baixas civis significativas se Israel quisesse erradicar o Hamas e recuperar seus reféns. Mas agora temos uma combinação tóxica de milhares de vítimas civis e um plano de paz que promete apenas uma ocupação sem fim. Assim, toda a operação Israel-Gaza começa a parecer, para cada vez mais pessoas, um moedor de carne humana cujo único objetivo é reduzir a população para que Israel possa controlá-la mais facilmente. (New York Times)

Sindicato dos Atores muda diretriz para dar mais segurança em cenas de sexo

O Sindicato dos Atores de Hollywood definiu novas regras para garantir que atores e atrizes sintam mais segurança durante cenas de sexo em filmes e séries. A mudança ocorre após uma polêmica envolvendo as gravações de cenas íntimas envolvendo Jenna Ortega e Martin Freeman no filme Miller's Girl, que causou desconforto entre os fãs da atriz. A nova diretriz reforça os protocolos para que coordenadores de intimidade garantam o bem-estar dos artistas. “A divulgação pública de detalhes sobre o trabalho de cena de um ator ou confidências confiadas ao coordenador de intimidade sem o consentimento do ator é inaceitável”, disse um porta-voz do Sindicato. (Rolling Stone)

STF forma maioria para que decisão sobre ‘uberização’ tenha repercussão geral

Com o voto do ministro André Mendonça, o Supremo Tribunal Federal formou maioria para que o recurso extraordinário que discute o vínculo empregatício entre motoristas e a Uber seja julgado com repercussão geral. Votaram da mesma forma o relator, Edson Fachin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Alexandre de Moraes. Para Fachin, cabe ao Supremo trazer resposta uniformizadora e efetiva sobre a existência ou não do vínculo empregatício. Ele afirmou que a matéria tem importância econômica, jurídica e social não só no Brasil, mas em todo o mundo. Ainda falta avaliar o mérito. O caso envolve um recurso da Uber contra acórdãos do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) e da 8ª Turma do Superior Tribunal do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício entre um motorista e a plataforma. (Jota)