Economia

Presidente da Petrobras descarta aumento de preços dos combustíveis

Embora o preço da gasolina esteja defasado em relação ao mercado internacional, a Petrobras não pretende mexer no preço do combustível neste momento, segundo o presidente da companhia, Jean Paul Prates. Segundo ele, a estatal segue acompanhando o mercado, que vem apresentando grande volatividade em meio aos conflitos no Oriente Médio que pressionam o preço do Petróleo. “Estamos avaliando as condições todas de mercado. Não há razão nenhuma para aumento agora. Não está sendo avaliado (aumento para as próximas semanas). Estamos monitorando o cenário internacional”, disse o executivo durante um evento no Rio de Janeiro. O último movimento de preços feito pela Petrobras ocorreu em outubro do ano passado, quando a estatal reduziu o valor da gasolina nas refinarias. (O Globo)

Governo define regras para pagamento de apostas on-line

Em processo de regulamentação pelo Ministério da Fazenda, as apostas on-line chamadas de “bets” ganharam novas regras no Brasil. Em portaria divulgada hoje, o governo proibiu o uso de cartão de crédito, dinheiro em espécie, boletos de pagamentos e criptoativos. A portaria também proíbe o pagamento de “qualquer outra forma alternativa de depósito que possa dificultar a identificação da origem dos recursos”. O apostador só poderá pagar a aposta via Pix, TED, cartões de débito ou cartões pré-pagos. Outra definição que consta na portaria é que o ganhador deverá receber valor do prêmio em até 120 minutos. Em janeiro, o governo criou a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), que ficará responsável por todo o processo de regulamentação. A expectativa é concluir o processo até o segundo semestre. (O Globo)

Cenário cambial liga alerta para todos os Poderes, diz Secretário do Tesouro

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que os recentes desenvolvimentos no cenário cambial e seus possíveis reflexos para a inflação “ligam um alerta para todos os Poderes”. Em entrevista à GloboNews, Ceron também apontou que o cenário externo está “muito estressado” no momento e argumentou que qualquer ruído, seja no exterior ou internamente, pode impactar o câmbio e, em consequência, prejudicar as famílias com uma alta da inflação. Ele defendeu que o Brasil siga no caminho da aprovação de “reformas corretas” para garantir a sustentabilidade do crescimento com uma inflação baixa. Nesta semana, o dólar atingiu seu maior valor em mais de um ano em meio aos ganhos generalizados da moeda norte-americana no exterior, com investidores reagindo à perspectiva de juros altos nos Estados Unidos por mais tempo e às tensões no Oriente Médio, além do cenário interno fiscal. (Folha)

Petrobras fecha acordo com chinesa CNCEC

A Petrobras fechou um acordo com a China National Chemical Energy Company (CNCEC) para atividades conjuntas em diversas áreas, com destaque para projetos de energias renováveis e transição energética. A parceria também prevê a avaliação de potenciais acordos comerciais nas áreas de exploração de petróleo, produção de fertilizantes a partir de gás natural, pesquisa, desenvolvimento, entre outros. O acordo terá duração de dois anos e será imediatamente ativado com a análise conjunta de ativos de fertilizantes e petroquímica, segundo a Petrobras. (Valor)

Senado aprova isenção de Imposto de Renda até dois salários mínimos

O Senado aprovou, nesta quarta-feira, em votação simbólica, o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para dois salários mínimos. Como não houve alterações em relação ao que foi aprovado na Câmara, o texto segue para a sanção presidencial. O PL estipula que o teto da faixa de isenção seja de R$ 2.259,20 — em vigor desde fevereiro graças à Medida Provisória 1.206/2024. O governo, no entanto, dará um desconto simplificado de 25% em relação à próxima alíquota a ser paga na tabela do IR, o que representa R$ 564,80 a mais na faixa de isenção. Assim, fica isento de pagar IR quem ganha até R$ 2.824, equivalente a dois salários mínimos. A oposição criticou o PL argumentando que o presidente Lula prometeu, durante a campanha eleitoral, que a isenção valeria para quem ganha até R$ 5 mil. A promessa, porém, é de aplicar tal mudanças até o fim do mandato. (Poder360)

Ibovespa cai 0,17%, e dólar recua 0,50%

A Bolsa brasileira recuou pela sexta vez seguida, fechando nesta quarta-feira em queda de 0,17%, aos 123.171 pontos, uma perda de 217 pontos. Em Wall Street, o Dow Jones encerrou a sessão com desvalorização de 0,12%, S&P 500 caiu 0,58% e o Nasdaq perdeu 1,15%. O dólar comercial, por sua vez, respirou, com queda de 0,50%, a R$ 5,24, interrompendo cinco altas consecutivas. (InfoMoney)

Haddad afirma que mundo pode estar à beira de uma crise de dívida

O mundo pode estar à beira de uma crise de endividamento público, após a expansão fiscal “sem precedentes” para mitigar efeitos da pandemia de Covid-19, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Podemos estar à beira de uma nova crise de dívida, com vários países comprometendo partes muito significativas dos seus orçamentos com o serviço da dívida”, disse em evento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, em Washington. Ele destacou que o G20 está trabalhando para lidar com esse tema. Além disso, voltou a defender o fortalecimento de bancos multilaterais e a taxação de super-ricos para ampliar espaço fiscal nos países. (CNN Brasil)

‘Maior incerteza sobre âncora fiscal’ afeta política de juros, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira que a mudança na meta fiscal aumenta a incerteza e deixa mais custoso o trabalho de controle da inflação. “O problema é que, temos mencionado isso, a âncora fiscal (contas públicas) e monetária (objetivos de inflação) são muito relacionadas. Se você perde credibilidade ou se você está indo para um cenário de maior incerteza sobre o âncora fiscal, isso torna mais custoso o trabalho do outro lado”, afirmou. “Nós sempre defendemos que se deveria permanecer com a meta e fazer o que fosse necessário para atingi-la. Entendemos que houve uma necessidade de mudança.” (Globo)

FMI prevê aumento da dívida pública do Brasil e déficit zero apenas em 2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou as projeções fiscais para o Brasil em 2024. Segundo o Monitor Fiscal, divulgado nesta quarta-feira, o país deve seguir no vermelho até o fim do governo Lula, com aumento da dívida pública. O Fundo estima que o Brasil tenha déficit primário de 0,6% do PIB neste ano, ante 0,2% na previsão anterior. Para os anos seguintes, a instituição revisou o superávit de 0,2% em 2025 para um déficit de 0,3%. O fundo estima que o Brasil vai chegar a um déficit zero apenas em 2026, e registrar seu primeiro superávit, de 0,4%, em 2027. Por outro lado, o FMI melhorou a projeção para a dívida bruta em 2024. No último Monitor Fiscal, a estimativa era de um percentual de 90,3% do PIB neste ano e 92,4% no próximo. Agora, o FMI projeta 86,7% e 89,3%, respectivamente. As projeções foram feitas antes da mudança anunciada pelo governo no arcabouço fiscal, com a equipe econômica mantendo a meta de déficit zero este ano. (O Globo e UOL)

Toshiba planeja demitir 5 mil funcionários em nova fase de reestruturação

A Toshiba planeja cortar 5 mil empregos ou cerca de 10% de seu quadro de funcionários no Japão, segundo a mídia japonesa. As principais áreas afetadas serão as administrativas da sede da companhia, em Tóquio. A multinacional que atua no setor de infraestruturas e eletrônica também vai incentivar aposentadorias voluntárias. A decisão visa uma reestruturação nos negócios da Toshiba, com a redução de gastos não essenciais. A companhia tem atualmente 67 mil funcionários. A demissão em massa, se concretizada, seria a maior redução de pessoal desde 2015, ano em que foi revelado um grande escândalo contábil que chegou a inflar o lucro da Toshiba em US$ 1,22 em sete anos. (Nikkei)