Cultura

Mikhail Baryshnikov reflete sobre seus 50 anos no Ocidente

Para ler com calma. Há 50 anos, Mikhail Baryshnikov saía pela porta de um teatro no Centro de Toronto, no Canadá, após se apresentar em uma turnê do Balé Bolshoi. Ainda com 26 anos, o astro do balé russo fugia dos fãs em busca de autógrafos e dos agentes da KGB, enquanto corria ao encontro de um grupo de amigos canadenses e americanos, que o esperavam em um carro para auxiliar na deserção. Em entrevista ao New York Times, Baryshnikov afirma que a decisão de permanecer no Ocidente foi uma escolha em prol de sua liberdade criativa e crescimento profissional. “Eu tinha 26 anos. Essa é a meia-idade para um dançarino clássico. Eu queria aprender com coreógrafos ocidentais. O tempo estava se esgotando”, lembra. Hoje, aos 76 anos, ele tem se tornado mais ativo politicamente, comparando o ex-presidente americano Donald Trump aos “perigosos oportunistas totalitários” de sua juventude e acusando o presidente russo, Vladimir Putin, de criar um “mundo de medo” ao invadir a Ucrânia. (The new York Times)

Justiça derruba suspensão de ‘O Menino Marrom’ de Ziraldo em escolas de MG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou o cancelamento imediato da suspensão dos trabalhos pedagógicos envolvendo o livro O Menino Marrom, do cartunista Ziraldo, em escolas de Conselheiro Lafaiete, na região central do estado. A prefeitura tem até 20 dias para contestar a decisão e poderá receber uma multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Na resolução, o juiz Espagner Vaz Leite afirma que a determinação da secretaria é inconstitucional e que a única censura aplicável para o caso seria sobre a classificação indicativa. “Mostra-se inadequada a suspensão de livro que retrata o racismo de maneira pertinente, pois, ao assim proceder, a Administração Pública está tolhendo dos estudantes, ensinamentos importantes para o seu desenvolvimento como cidadãos de uma sociedade diversa e plural”, completa.

Titãs lançam novo projeto musical e anunciam nova turnê

Os Titãs lançaram nesta quinta-feira o projeto audiovisual Microfonado (Spotify), após o sucesso da turnê Encontro, em celebração aos 40 anos da banda. Produzido por Rick Bonadio, o álbum com nove faixas traz novas versões para músicas já consagradas, além de uma levada mais acústica. O projeto também conta com participações especiais, como as de Ney Matogrosso em Apocalipse Só, faixa do mais recente disco de estúdio do grupo, Olho Furta-Cor, de 2022, Lenine, com o rock baião Raul, do mesmo álbum, e Preta Gil em Como É Bom Ser Simples. A nova turnê deve começar em 19 de julho, no Vivo Rio. (Estadão)

Levantamento aponta avanço em diversidade no mercado editorial

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL) e a Wiabiliza com 45 editoras mostra um avanço da diversidade no mercado editorial. De acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira, 87% das editoras que responderam ao questionário disseram ter mulheres como líderes de grupos e times, gerentes ou diretoras. Em 58% das companhias, pessoas LGBTQIA+ ocupam cargos de chefia, mesmo percentual para negros. Em 11% delas, indígenas e pessoas com deficiência (PCD) também assumem posições de liderança. Na última década, o mercado de livros tem se esforçado para aumentar a diversidade entre autores, mas havia dúvidas se as medidas alcançavam as cadeias de produção. Apesar dos avanços, 47% ainda não implementaram políticas e metas de inclusão e 80% disseram não levar em conta a representatividade quando buscam colaboradores eventuais. (Globo)

Os melhores álbuns de 2024 (até o momento)

Beyoncé lançou um dos melhores álbuns do primeiro semestre (Cowboy Carter), segundo lista da Variety

A Variety divulgou uma lista com os melhores álbuns da primeira metade de 2024. Dominada por artistas mulheres, a lista traz trabalhos memoráveis como Cowboy Carter, oitavo álbum de estúdio no qual Queen Bey - como Beyoncé é conhecida pelos fãs - dedica seu talento à música country e ultrapassa os limites do que esse estilo pode ser, segundo a revista. What a Devastating Turn of Events, álbum de estreia da britânica Rachel Chinouriri, também foi escolhido - um trabalho em que a cantora de 25 anos expõe de meditações sombrias sobre automutilação e aborto até reflexões sobre a morte e distúrbios alimentares. O terceiro lançamento de Billie Eilish, Hit Me Hard and Soft, também foi lembrado, com pelo menos três das dez músicas do álbum virando hits no streaming: Lunch, Birds of a Feather e Chihiro. Veja a lista completa, que também tem Eternal Sunshine, de Ariana Grande, The Tortured Poets Department, de Taylor Swift, e o instrumental latino Sonido Cósmico, dos irmãos equatoriano-suíços Alejandro Gutiérrez e Estevan Gutiérrez, entre outros. Nenhum artista brasileiro foi escolhido. (Variety)

As telas dos cinemas preparam fortes emoções no fim de semana

Uma sociedade que precisa aprender a conviver com monstros assassinos atraídos pelos sons das vítimas na cidade mais barulhenta do mundo. Esse é o enredo de Um Lugar Silencioso: Dia Um, filme spin-off de Um Lugar Silencioso (2018) que acompanhou a chegada de alienígenas à Terra, e provocou o caos e destruição com a invasão. Estrelado por Lupita Nyong'o, Joseph Quinn (VII) e Alex Wolff, a nova produção mergulha na dinâmica social entre os sobreviventes, que buscam fugir dos ataques.

Poetisa Adélia Prado vence Prêmio Camões de 2024

A poetisa mineira Adélia Prado venceu nesta quarta-feira o Prêmio Camões de 2024, a maior honraria da língua portuguesa. A escolha rompeu uma tradição de escolher alternadamente escritores brasileiros, portugueses e africanos de países lusófonos. Há dois anos, o também mineiro e crítico literário Silviano Santiago recebeu a distinção. O último condecorado havia sido o português João Barrento, em 2023. Este é o ano de maior consagração de Adélia, que já havia recebido o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra, na semana passada. Seus textos abordando temas como vida interior, religiosidade e o feminino a tornaram famosa e respeitada no mundo da poesia, vencendo o prêmio Jabuti de 1978 com O Coração Disparado. (Folha)

Peça conserva a essência de ‘Ulisses’ do escritor James Joyce

Como trazer a profundidade de um romance como Ulisses, do escritor irlandês James Joyce, em uma peça de teatro? Para os produtores do Elevator Repair Service, de Nova York, a fórmula é conservar muito do humor, emoção e obscenidade desse gigante da literatura, que impacta gerações há mais de um século. Os diretores utilizam o recurso de aceleração do tempo para fazer uma breve visita em cada um dos 18 episódios da obra original, de maneira semelhante à Odisseia de Homero, mas em vez de uma viagem do herói da Guerra de Tróia em sua jornada de volta para a fiel Penélope, o publicitário de Dublin Leopold Bloom embarca em seu retorno para sua esposa traidora, Molly. Com cenário, som e iluminação minimalistas, a trama vai sendo construída para amplificar o pequeno mundo em que estão inseridos os personagens. (New York Times)

Série da Warner sobre Harry Potter já tem showrunner e diretor

Com showrunner e diretor anunciados, elenco e roteiristas de Harry Potter devem começar a ser escolhidos

A Warner Bros. Discovery anunciou duas novidades importantes para os fãs da saga Harry Potter que estão ansiosos pela série em fase inicial de desenvolvimento. A showrunner do projeto, responsável pela sala de roteiro e por comandar todas as etapas da criação, será Francesca Gardiner, produtora da série Succession, um dos maiores sucessos do streaming da Max - como foi rebatizada a plataforma de streaming HBO Max. E o diretor responsável por ao menos parte dos episódios será Mark Mylod, que também dirigiu diversos episódios de Succession e de Game of Thrones. A Warner ainda não anunciou detalhes da trama, mas já se sabe que cada um dos sete livros de J.K. Rowling terá uma temporada, que o projeto irá atravessar uma década e que a primeira temporada deve estrear em 2026. Com a definição da showrunner e do diretor, a próxima etapa será a escolha dos roteiristas e do elenco. Rowling será uma das produtoras. (Variety)

Filme traz câmera que nunca se move e Tom Hanks com diferentes idades

Se essas paredes falassem, o que diriam? O próximo filme do diretor Robert Zemeckis tenta dar uma nova abordagem a essa ideia. Em Here, que estreia nos cinemas americanos em 15 de novembro, a história se passa em um ponto fixo sem a câmera se mexer ou dar zoom, sendo que a única passagem visível é o tempo. Mais de um século de vida se passa em uma sala de estar em uma trama de 104 minutos. Para o elenco, o diretor reuniu uma equipe já conhecida pela parceria em Forrest Gump, com Tom Hanks e Robin Wright estrelando o novo longa tendo o roteiro escrito por Zemeckis e Eric Roth. Para demonstrar a passagem do tempo, Hanks passa por diferentes idades, aparentando estar mais jovem ou mais velho de acordo com o momento, graças aos efeitos de maquiagem e às técnicas digitais de envelhecimento. (Vanity Fair)