PEC da Blindagem: Congresso pode votar a própria impunidade e bloquear ações do STF
Apesar de ter tido a votação adiada, a PEC da Blindagem, que prevê que apenas o próprio Congresso possa autorizar a abertura de investigação sobre parlamentares, ainda deve voltar a ser discutido no Congresso. A proposta foi costurada pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira com oposição e Centrão para encerrar o motim promovido por deputados quando Bolsonaro foi preso.
A pedido da Polícia, Moraes determina monitoramento de Bolsonaro em tempo integral
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a Polícia monitore o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, em tempo integral, devido ao risco de fuga. No despacho, Moraes determinou que o monitoramento deve ser feito de “forma discreta, sem exposição indevida, inclusive midiática”, e sem adotar medidas que invadam a privacidade da família ou causem constrangimento aos vizinhos. O Central Meio de hoje recebe o cientista político e professor do Insper Fernando Schüler.
PGR pede reforço na vigilância para evitar fuga de Bolsonaro
A poucos dias de ser julgado por tentativa de golpe de estado, Jair Bolsonaro teve um reforço na vigilância da prisão domiciliar para evitar uma fuga. No pedido à Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal disse que tinha informações sobre “um perigo concreto” de que Bolsonaro possa tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
Está pintando Lula x Tarcísio
É interessante demais a pesquisa Quaest que saiu hoje cedo: 55% acham que a prisão de Bolsonaro é justa, 38% acham que não é. Entre o final de julho e o princípio de agosto, uma linha importante foi cruzada. Segundo Ideia, Quaest, Datafolha, Ipsos-Ipec e Atlas, Jair Bolsonaro não é mais o candidato mais forte da direita no segundo turno.
Tarcísio é o candidato da direita; 55% acham justa prisão de Bolsonaro, diz Quaest
O cenário da direita para a eleição presidencial de 2026, que estava em aberto diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, começa a se definir. Parece já haver consenso no Centrão de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será o candidato que os representará no ano que vem. Esse acordo vem num momento em que Bolsonaro parece, de fato, encurralado. Pequisa Quaest divulgada hoje mostra que a prisão domiciliar do ex-presidente é justa para 55% dos brasileiros, enquanto é vista como injusta por 39%. A aprovação da medida é maior entre as mulheres (58%) e entre os mais jovens (59%). Entre os católicos, a prisão é justa para 62% dos eleitores, enquanto entre evangélicos, 57% consideram a prisão do ex-presidente injusta. O Central Meio de hoje recebe o analista político e diretor-executivo do Livres, Magno Karl.
Termina hoje prazo para Bolsonaro explicar descumprimentos de cautelares e risco de fuga
Termina hoje o prazo dado pelo STF para a defesa de Jair Bolsonaro explicar descumprimentos de medidas cautelares e o risco de fuga para a Argentina. O ex-presidente pode ir pra cadeia. Além disso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, identificou que Bolsonaro movimentou mais de R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024. Embora a Polícia Federal aponte suspeitas de lavagem de dinheiro e outros ilícitos, o ex-presidente ainda não foi indiciado por esse crime. O Central Meio de hoje recebe o cientista político Carlos Pereira.
PF revela trama de coação do STF e indicia Jair e Eduardo Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, foram indiciados pela Polícia Federal por tentativa de obstruir a ação penal da trama golpista. O conteúdo que justificou o indiciamento veio do celular do Jair, apreendido quando o ex-presidente foi preso. As mensagens tinham sido apagadas, mas foram recuperadas pela Polícia Federal. A partir dos textos e áudios, a Polícia concluiu que Bolsonaro descumpriu ordens judiciais e manteve contato com outros investigados pela tentativa de golpe. O Central Meio de hoje recebe o professor de Direito da FGV, Álvaro Jorge.
Decisão de Dino divide STF; relação de Trump com América Latina | Central Meio
A decisão de Flávio Dino, ministro do STF, de exigir que ordens de governos estrangeiros sejam homologadas pela Corte para valer no Brasil, causou alvoroço não só na Faria Lima, mas também teve repercussão dentro do próprio STF, dividindo as opiniões dos ministros. Na prática, Dino antecipou a avaliação dos efeitos da Lei Magnitsky. Esse tema tava com o ministro Cristiano Zanin, relator da ação. E não só o Zanin vinha dizendo em conversas privadas que só trataria do caso depois de ouvir os bancos e demais envolvidos no imbróglio, como parte dos magistrados também já tinha demonstrado que preferia cautela. Nesse contexto, esses ministros vêem a decisão do Dino como mais um passo em direção ao confronto. O Central de hoje recebe o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente da Academia Paulista de Direito, Alfredo Attié, e o jornalista especializado na cobertura de política internacional Jamil Chade.
Decisão de Dino sobre ordens judiciais estrangeiras defende Moraes e assusta bancos
O ministro do STF Flávio Dino determinou que ordens judiciais e executivas de países estrangeiros não têm validade no Brasil até que sejam reconhecidas pela Corte. A decisão foi tomada em uma ação relacionada à tragédia de Mariana, mas sinaliza uma blindagem ao ministro Alexandre de Moraes dos efeitos da Lei Magnitsky. O Departamento de Estado americano se manifestou nas redes, dizendo que “nenhuma Corte estrangeira pode invalidar sanções dos Estados Unidos”. Na outra ponta da história, os bancos estão confusos e consideram que a decisão de Dino cria uma “crise insolúvel”. O Central Meio recebe o professor de Direito Penal da UERJ, Davi Tangerino.
Zelensky e líderes europeus se encontram com Trump por fim da guerra na Ucrânia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu pela primeira vez que pode abrir mão de parte do território ocupado pela Rússia nas negociações de paz. A declaração foi feita depois de encontro com Ursula von der Leyen, chefe da Comissão Europeia, em Bruxelas. De lá, os dois seguiram para Washington onde se reúnem de novo hoje. Além de von der Leyen, uma espécie de força-tarefa europeia acompanha Zelensky no encontro com o presidente americano Donald Trump: o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; o presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Friedrich Merz; o presidente finlandês, Alexander Stubb; e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. O Central Meio recebe o cientista político e professor de Relações Internacionais Carlos Gustavo Poggio.