Meio Político: Autoritarismo de todos os lados
No Meio Político desta quarta-feira, exclusivo para assinantes premium, Wilson Gomes fala sobre o crescimento do autoritarismo no Brasil e de como essa tendência se espraia por todo o espectro político, tornando cada vez mais difícil distinguir o autoritarismo de direita e o de esquerda. Faça uma assinatura premium agora e receba o Meio Político hoje, às 11h.
Câmara dos EUA aprova divulgação de arquivos do caso Epstein
Por surpreendentes 427 votos a 1, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou uma ordem determinando que o Departamento de Justiça divulgue imediatamente todos os documentos relativos ao caso do financista e pedófilo Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019 quando cumpria pena por tráfico sexual. Na semana passada, democratas divulgaram e-mails enviados naquele ano pelo próprio Epstein afirmando que o presidente Donald Trump, de quem era amigo íntimo, “sabia das garotas”. A decisão agora vai para o Senado e, se aprovada, segue para o próprio Trump que disse não pretender sancioná-la. O único congressista a votar contra a divulgação foi Clay Higgins, republicano da Louisiana, sob a alegação de que a medida exporia milhares de pessoas que não teriam relação com os crimes de Epstein. (CNN)
BC liquida Banco Master; Daniel Vorcaro é preso ao tentar sair do país
O mercado financeiro e o mundo político foram abalados nesta terça-feira pela notícia da prisão na noite anterior de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a decisão do Banco Central de liquidar extrajudicialmente a instituição e suas empresas, preservando apenas o Will Bank por haver interesse de compra. A liquidação aconteceu um dia após o anúncio de que a Fictor, uma holding financeira pouco conhecida, iria adquirir o Master e dois meses depois de o BC vetar a venda do banco ao BRB, que pertence ao governo do DF. Vorcaro, investigado por emissão de títulos de crédito falsos, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos quando se preparava para deixar o país em um jatinho com destino à ilha de Malta, no Mediterrâneo. A defesa nega fuga e diz que ele viajaria a Dubai justamente para negociar a venda do banco. Com a liquidação do Master e de sua corretora, os depósitos até R$ 250 mil passam a ser cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), enquanto uma gestora nomeada pelo BC assume o comando e afasta a diretoria. (Folha)
PF prende Daniel Vorcaro por fraude e BC decreta liquidação do Banco Master

No Central Meio de hoje, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem a economista e colunista do Meio Deborah Bizarria, a econosmista e professora do Insper Juliana Inhasz, e o cientista político e professor da UFJF Jorge Chaloub para uma conversa sobre a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a liquidação da instituição, decretada pelo Banco Central.
Governo se ofende com declarações de Merz, mas não fará comentários
Integrantes do governo brasileiro reagiram mal às críticas do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, sobre sua estadia em Belém durante a COP30. DE acordo com Merz, os “alemães ficaram contentes ao deixar a cidade amazônica e retornar ao próprio país. “Grosseria” e “inacreditável” foram alguns dos termos relatado por integrantes do governo em Belém e em Brasília. Mas, segundo interlocutores no Itamaraty e no Planalto, não haverá declarações públicas sobre as críticas. De acordo com eles, cabe apenas ao governo da Alemanha comentar e dar o contexto da fala. A orientação, por enquanto, é manter o silêncio — tanto para não atrapalhar as negociações climáticas quanto para evitar expor problemas levantados pelas delegações em Belém. (CNN Brasil)
Motta confirma votação do PL antifacção para hoje
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), parece estar disposto a não ampliar sua fama de indeciso. Nesta segunda-feira ele confirmou que levará a votação do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, conhecido como PL Antifacção, ao plenário hoje, mesmo que não haja de consenso entre governistas e oposição sobre pontos-chave da proposta. “Segurança pública exige firmeza, mas também garantias e eficiência institucional”, afirmou. Em uma rede social, ele classificou a análise do texto como “a resposta mais dura da história do Parlamento no enfrentamento ao crime organizado”. Motta destacou que o projeto aumenta penas para integrantes de facções, dificulta a saída de criminosos da prisão e cria bancos nacional e estaduais de dados sobre organizações criminosas. “Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer”, completou. Na semana passada, o relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP) — que se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para assumir a função — apresentou a quarta versão do parecer. (g1)
Tarcísio fala em “trocar CEO” do Brasil; Direita se une no Chile para derrotar Governo

Hoje, no Central Meio, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem o cientista político e colunista do Meio Christian Lynch e a professora de Relações Internacionais Denilde Holzhacker. No primeiro bloco, o tema é a mudança de discurso do governador de São Paulo e possível candidato à presidência, Tarcísio de Freitas, que fala em “trocar o CEO” do Brasil. No segundo, a eleição no Chile, em que uma ex-ministra comunista e 'Bolsonaro chileno' vão disputar o segundo turno.
Ex-ministra comunista e ‘Bolsonaro chileno’ largam na frente para disputar 2º turno no Chile
O Chile vai para o segundo turno das eleições presidenciais, em 14 de dezembro, dividido entre dois extremos. A comunista Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho, e o ultraconservador José Antonio Kast, apelidado de “Bolsonaro chileno”, foram os líderes na primeira rodada de votação, acontecida neste domingo, com 26,45% e 24,46%, respectivamente. O presidente Gabriel Boric, que apoia Jara, felicitou os dois candidatos, conclamando um “debate de alto nível” para o segundo turno. Embora tenha chegado na frente, a ex-ministra enfrenta um cenário difícil. Kast já recebeu o apoio do libertário Johannes Kaiser, quarto colocado com 13,92%, e da centro-direitista Evelyn Matthei, que chegou em quinto com 13,47%. Já o social-liberal Franco Parisi, que repetiu as performances de 2013 e 2021, chegando em terceiro com 18,62%, declarou que as eleições foram “injustas” e descartou apoio a qualquer um dos postulantes no segundo turno. (La Nación)