Messias chega à sabatina com Alcolumbre irritado
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Se, no passado, as sabatinas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado de indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) eram quase protocolares, em tempos de polarização elas viraram campos de batalha. E Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai enfrentar a sua arguição na manhã de hoje com uma desvantagem adicional: a irritação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador não gostou nada da revelação pela colunista Mônica Bergamo de que ele se encontrou com Messias durante o fim de semana na casa do também ministro do STF Cristiano Zanin. Alcolumbre disse a aliados que foi pego de surpresa pela presença do indicado e que o cumprimentou formalmente, ignorando suas tentativas de conversar sobre a sabatina. (Folha)
O governo não quer correr o risco de Messias ser rejeitado pela CCJ e entrou pesado, articulando a substituição de integrantes da comissão. Sérgio Moro (PL-PT), contrário à indicação, foi substituído por Renan Filho (MDB-AL); e Cid Gomes (PSB-CE), que não declarara seu voto, deu lugar a Ana Paula Lobato (PSB-MA). Com a manobra, a expectativa é de que Messias tenha 16 votos, dois a mais que o mínimo necessário. Depois virá a disputa por 41 votos no Plenário, mas o Senado não rejeita um indicado ao STF desde 1894. (CNN Brasil)
Flávia Tavares: “Três movimentos em Brasília nesta semana — o manifesto do PT, a sabatina de Jorge Messias e a votação dos vetos à dosimetria no Congresso — desenham um cenário de anistia aos envolvidos na trama golpista de 2022. Por que o governo recuou em pontos cruciais sobre a punição a crimes contra a democracia? Como a crise de popularidade do STF pode forçar ministros e políticos a um ‘acordão’ de pacificação?” Confira no Cá Entre Nós. (Meio)






























