Venezuela anuncia libertação de presos políticos após queda de Maduro
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O governo da Venezuela anunciou a libertação de um “número significativo” de presos políticos, no primeiro gesto simbólico da nova administração desde a deposição de Nicolás Maduro. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente Delcy Rodríguez, não informou quantos serão soltos. Organizações de direitos humanos estimam que entre 800 e 900 presos políticos ainda estejam detidos no país. Apesar do anúncio, entidades alertam que prisões arbitrárias continuam e analisam ser cedo para afirmar se a medida sinaliza uma mudança real ou repete o padrão de tréguas pontuais seguidas de nova repressão. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo deve seguir “administrando” a Venezuela e explorando as reservas de petróleo do país por “muitos anos”. (New York Times)
Enquanto isso, Trump enfrenta problemas internos. O Departamento de Investigação Criminal de Minnesota disse que está sendo impedido de investigar a morte de uma mulher americana pelo ICE, serviço de imigração dos EUA, após o FBI assumir o caso. O Ministério Público dos EUA teria informado que a agência estadual não teria mais permissão para acessar materiais, evidências da cena do crime ou depoimentos. Manifestantes começaram a se reunir no local onde Renee Nicole Good, de 37 anos, foi alvejada a tiros por um agente do ICE. O governo Trump afirma que o agente atirou em legítima defesa, mas autoridades estaduais e locais contestam essa versão. Agentes federais foram vistos repelindo manifestantes nas ruas com empurrões e gases químicos, enquanto uma pessoa foi algemada na multidão. (CNN)
E o Irã mergulhou em um apagão nacional de internet, no 12º dia de protestos contra a crise econômica, o colapso do rial, a moeda iraniana, e de protestos contra o regime. O bloqueio foi confirmado pela ONG de vigilância cibernética Netblocks, que apontou o corte como parte de medidas de censura digital adotadas pelas autoridades. As manifestações começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã foram às ruas contra a alta dos preços, e rapidamente se espalharam pelo país, alcançando ao menos 25 das 31 províncias iranianas, segundo a AFP. Já a ONG Iran Human Rights aponta que ao menos 45 manifestantes morreram desde o início das mobilizações, incluindo oito menores de idade. A quarta-feira foi o dia mais sangrento, com 13 mortos, além de centenas de feridos e mais de 2 mil detenções. (The Guardian)

























