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De Tédio a Gente Não Morre

Mariliz Pereira Jorge comenta os assuntos que tiram o sono dos brasileiros | Agora aos sábados, às 17h

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Mudança no consumo de álcool atinge em cheio as mulheres

Alcoolismo feminino é o tema do filme “(Des)controle”, que ajuda a mostrar como a dependência se instala no cotidiano, e por que o assunto ainda vem cercado de estigma e julgamento. Dados recentes revelam o consumo pesado entre mulheres, que sofrem riscos concretos, como maior vulnerabilidade a violências. Na contramão, os jovens estão bebendo menos e aderindo mais à abstinência.

BBB é o retrato do Brasil

O BBB pode parecer “reality vazio”, mas é um laboratório humano: ali dá pra ver, em modo acelerado, como poder, medo, moralismo, empatia e manipulação funcionam e como a plateia entra no jogo. Neste vídeo, eu parto do episódio do Pedro no BBB 26, que fingiu uma crise de ansiedade e depois riu, para falar da banalização do sofrimento psíquico e do tabu em torno de saúde mental. A partir daí, o reality vira espelho do Brasil: a cultura do “mal-entendido”, a relativização do óbvio e o quanto consentimento e respeito ainda são disputas básicas.

Cadê o grito pelas iranianas?

Por que tantas organizações feministas e celebridades se calam diante da repressão às iranianas? Neste vídeo, a coluna discute como o medo de “parecer imperialista” e o purismo ideológico viraram mordaça, transformando direitos das mulheres em pauta seletiva — e por que a causa das iranianas deveria ser óbvia, universal e inegociável para qualquer defesa séria de direitos humanos.

O golpe do Brad Pitt

Golpes românticos viraram indústria: começam com afeto, passam por manipulação e terminam em Pix — roubando dinheiro e dignidade. O vídeo reúne dados, histórias reais e mostra por que pessoas mais velhas são alvos preferenciais tanto nesses “golpes do amor” quanto em outras fraudes digitais, além de sinais de alerta para se proteger.

O que os brasileiros querem em 2026?

Como o brasileiro mantém a esperança no fim do ano: o balanço emocional de 2025, as expectativas para 2026 e as esperanças mais comuns (saúde, dinheiro e paz), com um olhar para as diferenças de realidade, o avanço da autonomia feminina e a ideia de planejar sem culpa — e, às vezes, simplesmente descansar para começar o ano com o pé no chão.

Spa emocional pra macho adulto

Neste vídeo, Mariliz Pereira Jorge lê e responde aos comentários mais indignados sobre a ideia de que o feminismo também precisa olhar para a crise da masculinidade. Explica por que falar da cabeça dos homens não é passar pano nem “mimar marmanjo”, mas uma estratégia de sobrevivência das mulheres num país de feminicídios em série. Fala de lei, de educação de meninos, de ódio organizado e de como deixar esse debate só na mão dos misóginos custa caro demais pra nós.

Onde estão os homens?

Onde estão os homens quando a pauta é feminicídio? No vídeo de hoje, eu falo sobre o silêncio masculino diante da violência contra as mulheres, questiono o uso do “lugar de fala” como “lugar de cale-se” e faço um convite: que os homens se tornem aliados — imperfeitos, mas responsáveis — e que nós, mulheres, também disputemos os amigos e parceiros que caíram no discurso red pill. Não é guerra dos sexos, é um chamado para uma aliança mínima contra a barbárie.

Como proteger as mulheres?

Mesmo com leis, campanhas e discursos sobre empoderamento, a maioria das mulheres que sofre violência doméstica no Brasil continua sem pedir proteção — e, entre as poucas que pedem, muitas não são realmente protegidas. A partir de dados do DataSenado/Nexus, a análise questiona se Estado, justiça, mídia e feminismo de internet estão, de fato, alcançando as mulheres que mais apanham ou se continuam falando entre os mesmos, enquanto a violência segue acontecendo dentro de casa, muitas vezes na frente de crianças, em completo silêncio.

Lula ainda fala com a esquerda?

Lula indicou Jorge Messias para o STF no Dia da Consciência Negra – uma afronta. Em vez de uma mulher negra, veio mais um homem branco, evangélico, mostrando o quanto o governo se afastou das pautas identitárias para agradar um Brasil conservador. Porque essa escolha diz muito sobre o limite do “progressismo” de Lula.

A ciência errou com as mulheres

A retirada da “caixa-preta” pela FDA dos medicamentos com hormônio para tratamento da menopausa corrige o pânico nascido de um estudo da década de 1990 e recoloca a terapia hormonal no lugar certo. O recado é simples e urgente: tratar menopausa com ciência melhora a vida da mulher, da família, da sociedade, da economia.