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De Tédio a Gente Não Morre

Mariliz Pereira Jorge comenta os assuntos que tiram o sono dos brasileiros | Agora aos sábados, às 17h

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O que os brasileiros querem em 2026?

Como o brasileiro mantém a esperança no fim do ano: o balanço emocional de 2025, as expectativas para 2026 e as esperanças mais comuns (saúde, dinheiro e paz), com um olhar para as diferenças de realidade, o avanço da autonomia feminina e a ideia de planejar sem culpa — e, às vezes, simplesmente descansar para começar o ano com o pé no chão.

Spa emocional pra macho adulto

Neste vídeo, Mariliz Pereira Jorge lê e responde aos comentários mais indignados sobre a ideia de que o feminismo também precisa olhar para a crise da masculinidade. Explica por que falar da cabeça dos homens não é passar pano nem “mimar marmanjo”, mas uma estratégia de sobrevivência das mulheres num país de feminicídios em série. Fala de lei, de educação de meninos, de ódio organizado e de como deixar esse debate só na mão dos misóginos custa caro demais pra nós.

Onde estão os homens?

Onde estão os homens quando a pauta é feminicídio? No vídeo de hoje, eu falo sobre o silêncio masculino diante da violência contra as mulheres, questiono o uso do “lugar de fala” como “lugar de cale-se” e faço um convite: que os homens se tornem aliados — imperfeitos, mas responsáveis — e que nós, mulheres, também disputemos os amigos e parceiros que caíram no discurso red pill. Não é guerra dos sexos, é um chamado para uma aliança mínima contra a barbárie.

Como proteger as mulheres?

Mesmo com leis, campanhas e discursos sobre empoderamento, a maioria das mulheres que sofre violência doméstica no Brasil continua sem pedir proteção — e, entre as poucas que pedem, muitas não são realmente protegidas. A partir de dados do DataSenado/Nexus, a análise questiona se Estado, justiça, mídia e feminismo de internet estão, de fato, alcançando as mulheres que mais apanham ou se continuam falando entre os mesmos, enquanto a violência segue acontecendo dentro de casa, muitas vezes na frente de crianças, em completo silêncio.

Lula ainda fala com a esquerda?

Lula indicou Jorge Messias para o STF no Dia da Consciência Negra – uma afronta. Em vez de uma mulher negra, veio mais um homem branco, evangélico, mostrando o quanto o governo se afastou das pautas identitárias para agradar um Brasil conservador. Porque essa escolha diz muito sobre o limite do “progressismo” de Lula.

A ciência errou com as mulheres

A retirada da “caixa-preta” pela FDA dos medicamentos com hormônio para tratamento da menopausa corrige o pânico nascido de um estudo da década de 1990 e recoloca a terapia hormonal no lugar certo. O recado é simples e urgente: tratar menopausa com ciência melhora a vida da mulher, da família, da sociedade, da economia.

É sempre culpa da mulher

O que a ação policial nos Complexos da Penha e do Alemão tem a ver com a ofensiva contra o aborto legal em casos de estupro? O mesmo Estado que falha com políticas públicas de planejamento familiar, contraceptivos, acolhimento aparece no fim com fuzil e moralismo, culpando mães e meninas.

Só fascistas apoiam a ação no Rio?

A Operação que resultou em 121 mortos no Rio de Janeiro foi chacina. O vídeo questiona a ideia de que todo apoio à operação vem de “fascistas” e contextualiza o aplauso pelo ângulo do desespero: medo diário, “lei” do fuzil, Estado ausente. Em vez de vingança com uniforme, a proposta é segurança pública com direitos e resultado: investigação independente, controle das polícias, inteligência contra milícia e ocupação social de território. Menos pose, mais política que salva vidas — e a pergunta final: o que faria segurança virar rotina no seu bairro amanhã?

Manuela & Cíntia: ninguém nasce feminista

Parto de Simone de Beauvoir — “ninguém nasce mulher; torna-se” — para mostrar que não se nasce feminista; torna-se: é processo, não rótulo. A conversa entre Manuela D’Ávila e Cíntia Chagas no Diálogos (Julia Duailibi) ilustra isso: discordâncias reais, mas prioridades que se encontram, prova de que dá para pactuar sem apagar diferenças. Tornar-se feminista é aprender a ler as assimetrias do cotidiano (salário, cuidado, violência, acesso) e transformar essa leitura em política pública: salário igual, licença parental compartilhada, creches integrais, acolhimento a vítimas, educação sexual e regras contra assédio.

O machismo de Lula e de petistas

Com a aposentadoria de Barroso, Lula teve a terceira chance de corrigir um STF historicamente masculino (172 ministros, só três mulheres). Se fosse Bolsonaro, teríamos piquete; com Lula, reina o “pianinho” e, pior, parte da esquerda prefere atacar o mensageiro, distorcer falas antigas e foge do debate central. A conta é simples: sem uma mulher agora, corremos o risco de, em 2029, voltar a um Supremo sem voz feminina. Cobrar isso não é guerra cultural; é coerência com tudo o que se diz defender.