Lula errou o cálculo. Feio.

Foi uma derrota histórica, inédita, para um presidente da República. 41 votos contra Jorge Messias, 34 a favor. Para vocês entenderem a magreza do que é isso, a surra que é isso, segura aqui: o governo tem, firme, entre 22 e 25 senadores. Isso aí é PT, PSB, PDT, PCdoB, Rede, Cidadania, e ainda Renan Calheiros, Eduardo Braga, esses que são pró-Lula em qualquer briga. O bolsonarismo puro sangue é um tico menor, 20 a 22. PL, Novo mais a turma dedicada noutros partidos de direita. E aí sobra uma faixa de 34 a 38 senadores que são de direita mas são o Centrão. Ou seja, maleáveis. Esse pessoal pulou fora. O governo só levou um terço do pacote Centrão.
Essa Eleição Vai Ser um Inferno

O PT fez seu oitavo Congresso, este fim de semana, e tirou dali uma penca de conclusões. Uma é a de que deve restabelecer a aliança com o Centro político nesta eleição. Outra, isso foi o presidente do partido, Edinho Silva, quem disse: precisam ter humildade para falar com jovens evangélicos ou quem vive na economia dos apps. “O PT não pode ficar irritado com as periferias quando perdemos votos.” Frase do Edinho. “Quando a nova classe trabalhadora, os motoristas de aplicativo, se revoltam conosco, evidente que gera indignação, mas temos que ter humildade e perguntar onde estamos errando, se queremos representá-los.”
Era melhor no tempo do rei?

Para onde vai o seu imposto? No Ponto de Partida React desta sexta (24), conversamos sobre o custo do Estado brasileiro e a comparação entre os impostos da Monarquia e da República.
Você vai pagar o Master

Quando Tiradentes subiu o patíbulo, naquele 21 de abril em 1792, ele estava com um juiz, um padre e o carrasco. Os três o acompanharam desde o início da procissão, quando saíram da cadeia pública, no Rio de Janeiro. É onde fica hoje a Assembleia Legislativa, ela não se chama Palácio Tiradentes à toa. Ele não estava barbado, isso é ficção, coisa que inventaram para o alferes parecer Jesus Cristo. Quem era executado na forca não usava barba. Atrapalhava. Então o carrasco pôs nele o capuz e aí perguntou. Quais são suas últimas palavras.
A censura de Erika

A pedido da deputada federal Erika Hilton, a Advocacia Geral da União mandou uma notificação extrajudicial ao X, o antigo Twitter, pedindo remoção ou rotulagem em 72 horas de posts de pelo menos 10 contas. Entre elas estava a jornalista Madeleine Lacsko, do Antagonista. Estava também o humorista Leo Lins. Um monte de gente. A acusação era de que essa turma ameaçou, entre aspas, “a integridade do processo legislativo e o funcionamento regular do Congresso” por divulgar “conteúdo falso e descontextualizado” a respeito do projeto de lei da Misoginia.
Como funciona o crime organizado

No Ponto de Partida React desta sexta-feira (17), Yasmim Restum confronta Pedro Doria com as dúvidas da audiência sobre a polêmica decisão do relator da CPI do Crime Organizado de focar os holofotes na Suprema Corte, seguida de uma ameaça de cassação contra o senador Alessandro Vieira, relator da comissão.
Toffoli ameaça senador

A quantidade de linhas que foram cruzadas em Brasília, nas últimas 48 horas, é tão alarmante que choca mesmo quem está acostumado. Ao menos, deveria chocar. Porque as últimas 48 horas passaram em branco, como se tudo fosse normal. Mais um dia no debate da política polarizada brasileira. Mas, ontem, um ministro do Supremo ameaçou de cassação um senador da República.
Como se derrota um ditador?

Tudo o que a gente aprendeu sobre crise democrática vai ser posto em teste agora, na Hungria. É isso que a derrota de Viktor Orbán quer dizer. Porque, vejam, vocês lembram daquele livro, Como as Democracias Morrem, escrito pelos professores Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, certo? Logo de cara, eles citavam dois países, dois governos, cujos líderes haviam de certa forma criado o jeito de matar democracias sem golpes, sem Exército. Matar por dentro. Um era o governo de Hugo Chávez, na Venezuela. O outro, ora, o governo de Viktor Orbán na Hungria. Um de esquerda, outro de direita. Ontem, domingo, Orbán perdeu as eleições. Seu partido, o Fidesz, tomou uma surra. Peter Magyar, líder da oposição, levou quase 70% das cadeiras do parlamento.
Mulheres de enfeite?

Pela primeira vez em quase duas décadas, as eleições presidenciais estão caminhando sem nenhuma mulher cabeça de chapa. Enquanto caciques partidários se perdem em rachas internos, ignoram que a chave do pleito está nas mãos das eleitoras. E elas pedem moderação.
Mulheres: o pesadelo de Flávio e Lula

Procura-se. Mulher. Moradora das grandes cidades do Sudeste, Rio, São Paulo e Minas. Está de mal com política. Acha que a economia está ruim — custo de vida aumentou, endividamento também. Votou em Jair Bolsonaro em 2022, agora anda por aí dizendo que vai votar em Flávio mas, olha, se você pergunta se esse voto é firme ela logo te diz, não é, não. Acredita que o STF é a principal ameaça à democracia brasileira. Acredita, igualmente, que a violência contra mulheres aumentou, sabe perfeitamente bem o que é feminicídio e está bem preocupada com isso.