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Ponto de Partida

Pedro Doria em análises profundas e didáticas sobre a política do Brasil e do mundo.

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O Pix e a representação do Brasil

No Ponto de Partida React desta sexta-feira, Pedro Doria responde às mensagens da audiência do Meio sobre o Pix, o ataque americano ao sistema de pagamento brasileiro, as periferias do Brasil e a corrida eleitoral.

Flávio perdeu o argumento

O escândalo Vorcaro não tirou de Flávio Bolsonaro um eleitor que importasse. E mesmo assim pode ter encerrado a candidatura dele. Parece contradição? Não é. Mas a questão é a seguinte: temos agora seis meses de pesquisas eleitorais acumuladas, uma certa estabilização a respeito dos candidatos. Se você não deseja a eleição do presidente Lula, me permita antecipar uma informação. Os indícios de que alguém possa ultrapassar Flávio Bolsonaro e disputar o segundo turno contra o PT são zero. Não tem qualquer sinal de que algo assim possa acontecer. Enquanto isso, os indícios de que Flávio tenha alguma chance de vencer o presidente Lula num segundo turno são cada vez mais baixos.

Eduardo quer entregar o seu PIX

Sabe o que a família Bolsonaro não entende? Ela não entende o que é ser da periferia urbana. Não me entendam mal. Um bom pedaço do governo Lula também não tem qualquer ideia sobre o que é ser periférico. Mas isso não quer dizer que, no mundo político, não tenha gente que entenda este universo bastante bem. Tem, sim. Nikolas Ferreira, o deputado mineiro, entende. Tabata Amaral, a deputada paulista, também entende. Eles são periféricos. E isso afeta profundamente a comunicação em tempo eleitoral.

Ou Lula, ou Bolsonaro

Estamos entrando na terceira campanha presidencial com o Brasil sequestrado pela dicotomia entre Lula e Bolsonaro. 2018, 2022, e agora 2026. De um lado, Lula. Do outro, Bolsonaro — ou quem o bolsonarismo ungir pra carregar a bandeira. Oito anos preso na mesma gangorra. E a cada eleição aquela sensação de que o país é obrigado a escolher entre dois mundos que mal se falam.

A régua dupla de Lula

Ontem, um presidente de esquerda fez o que Bolsonaro fez em 2022. Gustavo Petro, da Colômbia. Iván Cepeda, seu candidato, chegou ao final do primeiro turno com 40,91% dos votos. Abelardo de la Espriella, o candidato da direita, teve 43,73%. Menos de três pontos percentuais, uma eleição apertadíssima. O que o Petro diz? “Não aceito os resultados da contagem preliminar.” Ele vem com a história de que o algoritmo foi alterado três vezes na última semana. É exatamente a gramática de Donald Trump e Jair Bolsonaro. Fraude nas urnas diz o brasileiro, stop the steal, diz o americano, o algoritmo diz o colombiano. A diferença? Do ponto de vista da democracia? Nenhuma. Mas, claro, Petro é de esquerda.

Mais perto do ponto de ruptura, que eleitor solta a mão de Flávio?

Qual é o exato momento em que uma candidatura sólida atinge o seu ponto de ruptura? Neste Ponto de Partida React, Yasmim Restum traz as perguntas do público sobre o impacto da crise do Banco Master na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pedro Doria analisa a resiliência do eleitorado de direita e explica como e onde esse desgaste já sangra as intenções de voto nas pesquisas.

A história do Flávio não fecha

Você quer entender exatamente a relação de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o dinheiro do Banco Master? Vem comigo.

Flávio cai; tubarão chega

Olha essa do Valdemar: foi hoje à tarde na Globo News. A Andreia Sadi estava o pressionando sobre Flávio Bolsonaro ter ido visitar pessoalmente Daniel Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro do Master. “Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro.” Às vezes a gente precisa se perguntar se Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, quer mesmo que Flávio Bolsonaro, do PL, seja eleito presidente da República.

Flávio por um fio

E se o principal pré-candidato da oposição à Presidência for confirmado como o pivô do maior desvio financeiro já documentado no Brasil? No Ponto de Partida React desta sexta-feira (22), Pedro Doria e Yasmim Restum se reúnem para analisar a viabilidade da candidatura eleitoral de Flávio Bolsonaro após as suspeitas de envolvimento do senador do PL com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e entender se ainda tem espaço na direita para o bolsonarismo.

Flávio é o maior

O Partido Liberal deu 15 dias para Flávio Bolsonaro. A notícia talvez pareça surpreendente. O prazo é pra quê? Vejam bem: tem alguma dúvida de que Flávio Bolsonaro se tornou o mais importante personagem do maior escândalo de corrupção da história do Brasil?