Mulheres de enfeite?

Pela primeira vez em quase duas décadas, as eleições presidenciais estão caminhando sem nenhuma mulher cabeça de chapa. Enquanto caciques partidários se perdem em rachas internos, ignoram que a chave do pleito está nas mãos das eleitoras. E elas pedem moderação.
Mulheres: o pesadelo de Flávio e Lula

Procura-se. Mulher. Moradora das grandes cidades do Sudeste, Rio, São Paulo e Minas. Está de mal com política. Acha que a economia está ruim — custo de vida aumentou, endividamento também. Votou em Jair Bolsonaro em 2022, agora anda por aí dizendo que vai votar em Flávio mas, olha, se você pergunta se esse voto é firme ela logo te diz, não é, não. Acredita que o STF é a principal ameaça à democracia brasileira. Acredita, igualmente, que a violência contra mulheres aumentou, sabe perfeitamente bem o que é feminicídio e está bem preocupada com isso.
Enquanto o PL se fortalece, o bolsonarismo racha

Os políticos fizeram suas escolhas: a gente mede isso pela movimentação partidária na Câmara dos Deputados. Não tem partido que se deu melhor do que o PL, de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro. Ganhou 13 deputados. Havia eleito 99, chegou em seu pior momento desta legislatura a 87, e vai entrar na eleição com 100 deputados federais. Por que esse movimento? É simples de explicar. Durante o governo Lula, uma turma menos dedicada ideologicamente achou que era bom ficar num partido mais próximo do Palácio do Planalto. Agora, um monte de gente voltou atrás. Tem cheiro de vitória estar ao lado do nome Bolsonaro. O União Progressista parece ter perdido uns dez. Ficou exatamente do mesmo tamanho do PL, com 100 deputados no total, só que tinha mais. E, durante este fim de semana, Eduardo Bolsonaro achou por bem passar um pito público em Nikolas Ferreira. Aí a Michelle saiu em defesa do deputado mineiro. O PL surfando e com briga interna. Que passa?
Entre Centro e Centrão, o que é ser moderado?

O que é moderação para você? Centro e Centrão é a mesma coisa? Diante da ausência de uma via liberal para as Eleições 2026, Pedro Doria e Yasmim Restum conversam sobre o esvaziamento do centro político e também analisam a tentativa de Flávio Bolsonaro de se mostrar mais moderado, distanciando-se dos escândalos da política fluminense onde foi forjado. O que o diferencia — ou aproxima — de nomes como Ronaldo Caiado na disputa pelo espólio conservador do ex-presidente?
Acabou o Centro: 2026 será só briga

Nos últimos dias, um movimento extenso ocorreu. Gente dentro do PSDB, do Cidadania e do MDB acenou para o governador gaúcho Eduardo Leite. Queriam ele lá. O queriam candidato a presidente. Leite estava na competição com o governador goiano Ronaldo Caiado para ser o candidato do seu partido, o PSD. Ganhou Caiado, a coisa ficou solta. Na frustração, o movimento rolou. Ficou tudo em suspenso. Aí Leite fez o que tinha de fazer. Ligou para Caiado, lhe deu parabéns pela indicação. E, pela primeira vez desde 1989, o Brasil vai ter uma eleição presidencial sem candidato de Centro. Isso é um problema? É.
Flávio Bolsonaro e a máfia do Rio

Na última semana, o Rio de Janeiro teve três governadores. A gente, por aqui, está acostumado com o nível de podridão do governo do nosso estado. Se você não é do Rio, também deve estar. Caramba, toda notícia que vem do Rio parece ser essa, né? Mais um governador preso. Olha só: das seis pessoas eleitas para governar o Rio, neste século 21, quatro foram presas. Quatro de seis. Castro deve ser o quinto. Anthony Garotinho, por exemplo, foi preso cinco vezes. Sérgio Cabral passou seis anos preso. Põe na conta quatro presidentes da Assembleia Legislativa, também presos. O que sobra, Wilson Witzel, não foi preso mas foi cassado por corrupção, tá? Não é só corrupção crassa, não. É uma mistura de corrupção da pior possível, saque mesmo dos cofres públicos aos muitos milhões, misturada com milícia e tráfico. Olha, a Polícia Federal tem uma conta de que aproximadamente metade dos 70 deputados estaduais estão ligados ao crime organizado. Não deve ter nenhum estado que apodreceu tanto por dentro quanto o meu.
Há espaço para o Centro em 2026?

Sergio Moro e Flávio Bolsonaro se uniram no Paraná para virar o xadrez eleitoral de cabeça para baixo. Com o centro asfixiado e Ratinho Jr fora do páreo, o PSD de Kassab agora hesita entre o conservadorismo de Ronaldo Caiado ou o liberalismo de Eduardo Leite? Quem tem fôlego para encarar Lula e Flávio Bolsonaro?
Caiado ou Eduardo Leite?

Eduardo Leite é o melhor candidato que o PSD pode escolher para disputar a presidência da República. E, não, o jogo não está definido. Desde a segunda-feira, o presidente do partido, Gilberto Kassab, está reunido com seu núcleo mais próximo. São cinco pessoas: Andrea Matarazzo, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e a executiva Regina Esteves, do Comunitas. É sua turma, em quem mais confia. Fora isso, fechou-se em copas. As conversas são constantes, entra e sai gente. Especialistas em pesquisa de opinião, políticos experientes, quadros técnicos que participaram de governos passados. Quem não conversa direto com Kassab manda mensagens.
Moro e Bolsonaro mudaram tudo

Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro, juntos, abateram a candidatura de Ratinho Júnior a presidente da República. Desde o final da semana passada, como adiantei hoje no Central Meio, estava rolando um zunzunzum no entorno do presidente do PSD, Gilberto Kassab. De que a jogada do PL, no Paraná, havia asfixiado as chances de Ratinho ser presidente.
O erro de Trump que afunda os EUA

Os EUA ainda são o exemplo de democracia para o mundo? No Ponto de Partida React desta sexta (20), Yasmim Restum e Pedro Doria conversam sobre a fragilidade das democracias. Nesta semana, os relatórios do instituto V-Dem e da Freedom House nos fazem questionar se o regime brasileiro está sendo mais resiliente que o norte-americano.