Há espaço para o Centro em 2026?

Sergio Moro e Flávio Bolsonaro se uniram no Paraná para virar o xadrez eleitoral de cabeça para baixo. Com o centro asfixiado e Ratinho Jr fora do páreo, o PSD de Kassab agora hesita entre o conservadorismo de Ronaldo Caiado ou o liberalismo de Eduardo Leite? Quem tem fôlego para encarar Lula e Flávio Bolsonaro?
Caiado ou Eduardo Leite?

Eduardo Leite é o melhor candidato que o PSD pode escolher para disputar a presidência da República. E, não, o jogo não está definido. Desde a segunda-feira, o presidente do partido, Gilberto Kassab, está reunido com seu núcleo mais próximo. São cinco pessoas: Andrea Matarazzo, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e a executiva Regina Esteves, do Comunitas. É sua turma, em quem mais confia. Fora isso, fechou-se em copas. As conversas são constantes, entra e sai gente. Especialistas em pesquisa de opinião, políticos experientes, quadros técnicos que participaram de governos passados. Quem não conversa direto com Kassab manda mensagens.
Moro e Bolsonaro mudaram tudo

Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro, juntos, abateram a candidatura de Ratinho Júnior a presidente da República. Desde o final da semana passada, como adiantei hoje no Central Meio, estava rolando um zunzunzum no entorno do presidente do PSD, Gilberto Kassab. De que a jogada do PL, no Paraná, havia asfixiado as chances de Ratinho ser presidente.
O erro de Trump que afunda os EUA

Os EUA ainda são o exemplo de democracia para o mundo? No Ponto de Partida React desta sexta (20), Yasmim Restum e Pedro Doria conversam sobre a fragilidade das democracias. Nesta semana, os relatórios do instituto V-Dem e da Freedom House nos fazem questionar se o regime brasileiro está sendo mais resiliente que o norte-americano.
O plano de Trump funcionou

O relatório V-Dem 2025 traz um dado assustador: a democracia dos Estados Unidos despencou em uma velocidade nunca vista antes, ficando, pela primeira vez, abaixo da democracia brasileira. O que aconteceu com as instituições americanas? No Ponto de Partida de hoje, Pedro Doria analisa como o Projeto 2025 de Donald Trump atropelou os limites do Legislativo e do Judiciário, e o que o Brasil tem a aprender com essa fragilidade.
Como foi o golpe de Bolsonaro

54% dos brasileiros não consideram que houve uma tentativa de golpe de Estado, em 2022. O número vem da pesquisa Meio/Ideia, que nós publicamos na semana passada. É um índice que vem me assombrando nos últimos dias. O que você acha? Talvez você seja uma daquelas pessoas que tenha dúvidas exatamente sobre o que aconteceu, sobre por que Bolsonaro foi condenado. Se for seu caso, este vídeo talvez possa ajudá-lo.
Cerco ao Supremo

Como podemos convencer a sociedade a defender a democracia quando as próprias instituições sofrem de uma crise profunda de credibilidade? Ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal se vê emaranhado nas revelações do escândalo do Banco Master, a nova pesquisa Meio/Ideia revela que 54% dos brasileiros não acreditam que houve uma tentativa de golpe de Estado no fim de 2022. Como essa negação se cruza com a proteção corporativista no STF? E qual é o risco desse cenário alimentar um discurso antissistema?
54% não acham que teve golpe

Hoje mais cedo, no Central Meio, Maurício Moura lembrou da insurreição do 6 de janeiro, nos Estados Unidos. Nas semanas seguintes, Joe Biden já havia tomando posse como presidente, o Instituto Pew perguntou aos americanos o que achavam da investigação que o Congresso estava conduzindo. 87% dos americanos consideravam fundamental investigar. Em janeiro do ano seguinte, um ano depois, 54% dos americanos achavam que os parlamentares haviam sido injustos com a turma que fez a invasão. Em todas as pesquisas, a percepção de que aquele 6 de janeiro havia sido muito, muito grave, foi desandando. A mesma coisa está acontecendo por aqui. A Pesquisa Meio/Ideia, que nós publicamos hoje, registra que 54% dos brasileiros não acham que Jair Bolsonaro tentou um golpe de Estado.
Toffoli tem de sair

A melhor coisa que pode acontecer para o país, este ano, é o conjunto de ministros do Supremo convencerem José Antonio Dias Toffoli a se aposentar precocemente. Ainda no primeiro semestre. É isso mesmo. O equivalente a uma renúncia. Talvez a única forma de evitar um ataque pesado ao Supremo, no caso de uma vitória bastante possível de Flávio Bolsonaro, seja essa. E não é só Flávio, né? Hoje, Pablo Marçal já botou o pezinho pra sentir a temperatura da água. Renan Santos está doido pra entrar nesse jogo. O cheiro de que a eleição tem espaço prum candidato anti-sistema está aí. Não é só. De acordo com o jornalista Merval Pereira, os comandantes militares procuraram o presidente Lula. O Supremo condenou, no julgamento do golpe, quem quis. E agora, com o Supremo agindo como está, como é que fica a República?
Flávio não é Jair?

Desde o esvaziado ato bolsonarista na Avenida Paulista, que pareceu evidenciar a dificuldade de Flávio Bolsonaro em empolgar a militância, até a quebra de um protocolo histórico pelos Estados Unidos ao ordenar a morte de um chefe de Estado no Irã, o Ponto de Partida React desta sexta (6) analisa o atual cenário no Irã diante de um vácuo de poder, e o difícil equilíbrio necessário a Flávio para seguir competitivo nessa eleição.