Ponto de Partida

Esteja você na direita ou na esquerda, comece por aqui. Pedro Doria explica didaticamente o início, o fim e o meio da política nacional.

Segundas, quartas e sextas, sempre ao final do dia.

“Você era mais isento!”

Por que falar tanto de Bolsonaro? Como assim Moro não abusou? E, naturalmente, uma conversa importante sobre como o Brasil deve se adaptar ao tempo da inteligência artificial. (Dica: já deveria ter começado.)

O que os políticos não veem na IA

Vamos falar de inteligência artificial? Olha, tem tudo a ver com política. Tem uma frase que tenho repetido recorrentemente por aqui. As duas pautas mais importantes para as sociedades, hoje, são regulação das plataformas digitais e mudanças climáticas. E ambas são pautas que os governos têm evitado de encarar. Por quê? Por conta da crise democrática pela qual o Brasil, e o mundo, vivem. E as coisas estão atreladas, tá?

Bolsonaro vs Lula, 2026

E se a eleição presidencial de 2026 for uma reedição de Lula contra Bolsonaro?

A crítica correta e a incorreta a Leite

Existem muitos motivos para se criticar o governador gaúcho, assim como o governo federal. Mas é preciso também compreender o contexto humano e político para criticar os erros de política pública e os de gestão, e descontar o que é desinformação, descontextualização e pura exaustão.

Falta gestão na crise do Sul

Entre junho e outubro de 2022, o Paquistão enfrentou uma série de enchentes violentas causadas pelo encontro de geleiras derrentendo nas montanhas e as monções. Foi um cenário muito pior do que o do Rio Grande do Sul, matou quase duas mil pessoas, ficaram mais de dois milhões desabrigados. Não tem nenhuma lição de moral aí, não. É só essa constatação meio triste de que o mundo está mudando, o clima do mundo está sendo transformado. E, ainda assim, vai ter uma penca de pessoas aqui na caixa de comentários dizendo que as mudanças climáticas são um engodo. Dá um desânimo, sabe? É importante a gente ter a escala do problema.

Desinformação pode matar

A gente precisa falar sobre desinformação nas redes. Em momentos de tragédia como a atual, desinformação tem trocentos impactos. Um é de desperdício de esforço num momento em que nenhum esforço pode ser desperdiçado. A Defesa Civil, os Bombeiros, o Exército, não importa, lê nas redes que alguma crise pontual está ocorrendo em algum canto, chega lá, não era verdade. Está acontecendo muito. E aquelas pessoas são importantes. Se elas vão atender a um alarme falso, isso quer dizer que um alarme verdadeiro não foi atendido.

A culpa da tragédia no Rio Grande do Sul é de quem?

É claro que o bolsonarismo é o horror do horror em política ambiental. Só precisamos tomar cuidado para não criar a ilusão de que alguém seja bom. Porque, na política brasileira, nenhum grupo político sequer prioriza política ambiental e todos são responsáveis pelo dano. Todos. Ser melhor do que o bolsonarismo não basta.

A tragédia gaúcha é de direita e esquerda

Quando vai cair a ficha de que as mudanças climáticas são reais? O que está acontecendo no Rio Grande do Sul não é normal. Uma capital brasileira, uma das capitais mais ricas do Brasil, submersa porque a lagoa Guaíba subiu o nível e não desce. Não consegue escoar a água para o Atlântico com a mesma velocidade em que chega. Estamos na quarta-feira e mais regiões de Porto Alegre seguem sendo inundadas. Não parou ainda. Mais de duzentas mil pessoas desabrigadas. Cem mortos.

Você pode ser um liberal e não sabe

Como um liberal agiria perante uma tragédia como a do Rio Grande do Sul? Passei as últimas duas semanas gravando, para o Meio, um curso sobre o que é Liberalismo. Acho que vale tocar nesse ponto, é uma conversa que precisamos ter

É possível haver direita sem Bolsonaro?

A polêmica da semana segue sendo a da possibilidade, ou impossibilidade, de haver um ‘bolsonarismo moderado’. Em não sendo possível, como lidar com a direita que há? E como fazer que outra surja?