Ponto de Partida

Esteja você na direita ou na esquerda, comece por aqui. Pedro Doria explica didaticamente o início, o fim e o meio da política nacional.

Segundas, quartas e sextas, sempre ao final do dia.

Liberal não é isso aí, não

Hoje Pedro estava de bom humor ao responder os haters — e teve de tudo. Gente que o considera comunista, gente que acha que a ditadura não perseguiu artistas, gente que o considera canhoto. (É destro. Bem incapaz com a mão esquerda.)

IA, Biden e Taylor Swift

Deixa eu tocar só um trecho desse robocall pra vocês. Esse é um termo muito comum nos Estados Unidos, robocall. São ligações robotizadas, automatizadas. O político grava uma mensagem, em geral uma mensagem curta, e ela é distribuída por telefone. É literalmente assim. O telefone toca, você atende, entra a mensagem. A gente não vê esse tipo de campanha no Brasil, porque aqui não pode. Mas lá é muito usado. Nessa ligação, a voz é uma que qualquer americano reconhece em dois segundos. É o presidente Joe Biden.

A Abin é igual ao SNI da ditadura

A Abin paralela está no centro das investigações da Polícia Federal. O antigo diretor do sistema de inteligência ainda tinha em casa um computador da agência. A família Bolsonaro ainda tinha acesso a informações da Abin. É, tudo, um desastre.

O que as redes fizeram de nós

O mundo talvez fosse mais simples se pudéssemos resumir toda a política a um debate entre esquerda e direita — mas não é assim. E isso, inevitavelmente, faz com que para resolver problemas a gente não possa usar a linguagem que a militância exige que se use.

Quem é, politicamente, Domingos Brazão?

Domingos Brazão é aliado de Lula! É de esquerda! Domingos Brazão fez campanha para Bolsonaro! É de direita! Faz um dia, já, que a internet brasileira está inundada pelo debate sobre quem é politicamente Domingos Brazão, ex-deputado estadual, hoje conselheiro de contas do Estado do Rio de Janeiro. Bem, Domingos Brazão não é nem de direita, nem de esquerda. Ele é um tipo bastante particular de político que proliferou no Rio de Janeiro entre os anos 1980 e 90, um tipo diretamente ligado à deterioração da política por aqui.

Racismo ambiental, pessoas que pariram

Quando, após chuvas pesadas no Rio e em São Paulo, a ministra Anielle Franco falou em racismo ambiental, fiz um comentário rápido no meu Instagram.
Recebi um monte de respostas deste tipo. “É sério que vc não acha correto usar um termo baseado em fatos históricos, apenas pra extrema direita não ficar com medinho? Socorro! Muito triste e decepcionante ouvir isso de vc.” Ou então: “Não é sacar o termo racismo ambiental. É um conceito científico. Sacar é achismo, que não foi o caso.” “Não é uma ideia que foi inventada agora. É um conceito que existe. Não faltam estudos e teses sobre isso. As abordagens climáticas já falam disso há tempos.” “Só soa como lacre pra quem prefere taxar tudo como lacre. É fácil. Não dá trabalho de pensar, nem de escrever.”

E quando vocês discordam de mim?

Como se promove um bom debate quando sabemos, de antemão, que não será possível convencer a todos? Que certos preceitos sobre como o mundo funciona não mudarão? É possível discordar e ainda assim construir acordos sobre como governar? Boas conversas para uma sexta chuvosa.

Donald Trump é fascista?

Nesta noite começa a eleição presidencial americana. É isso que as primárias são, já. Em cada estado, um por um, os dois partidos, Republicano e Democrata, vão decidir quem é seu candidato para brigar pela Casa Branca na primeira terça-feira de novembro. O que as pesquisas dizem hoje é que o presidente Joe Biden vai novamente enfrentar o ex-presidente Donald Trump. Que ninguém se engane. Uma vitória de Trump não é apenas um problema para os Estados Unidos. Ele fortalece os movimentos de extrema direita em todo mundo.

Não precisa censurar as redes

Saiu um bom debate sobre a questão de como regular as plataformas digitais. Dentre as perguntas e provocações, algumas chamam atenção. É possível haver um algoritmo perfeito? Já houve um ambiente em que o debate sobre ideias foi realmente possível? É desejável controlar ideias radicais?

Como regular as redes

Com o primeiro aniversário do 8 de janeiro, voltamos a falar sobre regulação das grandes plataformas digitais. Se existe um consenso entre a maioria dos grupos políticos é de que há algumas pessoas com ideias muito erradas por aí. Alguns vão chamar de marxismo cultural. O que os professores ensinam aos nosso filhos precisa ser urgentemente controlado. Outros chamarão de fascismo. O discurso de ódio precisa ser urgentemente controlado. Como sociedade, parecemos estar dizendo que há ideias que precisam urgentemente ser controladas. O que não temos é um consenso a respeito de quais são essas ideias.