Flávio não empolgou bolsonaristas

Em fevereiro de 2024, exatamente dois anos atrás, o ex-presidente Jair Bolsonaro levou 185 mil pessoas para a Avenida Paulista. Ele já estava sendo investigado por tentativa de golpe de Estado mas o julgamento não havia começado. Naquele dia, o mote do protesto era a soltura da turma que depredou os palácios dos três Poderes, no 8 de janeiro de 2023. Agora nesse domingo, dois anos depois, Flávio Bolsonaro conseguiu juntar 20 mil e 400 pessoas. Em ambos os casos, a contagem foi feita pela mesma equipe da Universidade de São Paulo, agora em conjunto com a ONG More in Common. Mesma técnica, mesmo software. E, sim, a manifestação do domingo ocorreu num contexto muito específico. Flávio está crescendo nas pesquisas de uma eleição presidencial que vai acontecer este ano. O que isso quer dizer?
Khamenei não faz falta

Nunca, na história de Israel, o país ordenou a morte de um chefe de Estado. Com os americanos a coisa é mais controversa mas, pela lei, tudo indica que a ordem de morte do aiatolá Ali Khamenei foi ilegal. A ruptura por ambos os países com sua tradição importa aqui porque é uma porta que se abre. Principalmente no caso americano. Agora pode assassinar presidentes, reis?
Flávio à frente; e o golpe?

Atlas Inteligência. Lula e Flávio Bolsonaro empatados tecnicamente no segundo turno. Flávio na frente, tá? O que nos obriga a lembrar o que foi o governo Jair Bolsonaro. E como ele tornou nossa democracia muito pior do que já era.
O alvo no Supremo

Pelo menos duas pesquisas de opinião, uma encomendada por um partido político, outra pela Faria Lima, ouviram o seguinte nas últimas semanas: mais de metade dos eleitores escolherão seus candidatos ao Senado com um único critério. O compromisso com o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Como não são pesquisas registradas no TSE, os detalhes não podem ser divulgados. Mas, hoje, com março já na antessala, Carnaval passado, a tendência é essa.
Enterro dos Ossos

O fim do Carnaval é o recomeço da conversa séria sobre os rumos do nosso país. Na ressaca da folia, o Ponto de Partida React desta sexta (20) tem Yasmim Restum e Pedro Doria voltando a falar de política e democracia, sem deixar o Carnaval de lado. Em um bate-bola rápido, a gente separa confete de distração, micareta de problema real, e tenta entender quem está puxando o trio elétrico da política brasileira.
Cadê os outros candidatos?

De Flávio Bolsonaro colando em Lula nas pesquisas de intenção de voto para um eventual segundo turno até os tropeços retóricos do presidente ao tentar dialogar com o público evangélico, a semana política deixou claro que a eleição de 2026 já começou. Apesar desse cenário de disputa se mostrar consolidado pelas pesquisas Meio/Ideia e Genial/Quaest, todos os candidatos não estão definidos, e o centro parece patinar, com nomes como Ratinho Júnior perdendo relevância por falta de campanha
Mais uma dando Flávio e Lula

Saiu a segunda pesquisa Genial/Quaest desse ano. E a primeira coisa que ela faz é confirmar o que a nossa pesquisa, Meio/Ideia, já havia dito na semana passada. A eleição apertou, o eleitorado bolsonarista já entendeu que Flávio é o candidato de Jair, e já o abraçou.
Lula não entendeu evangélicos

Tem três problemas e uma sapiência no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sábado, durante a reunião de aniversário do PT, na Bahia. A sapiência é a seguinte: Lula deu uma bronca na militância. Meia esquerda, nas redes sociais, está dizendo que a economia está uma maravilha, que Lula tem tudo pra ganhar no primeiro turno. Só tem um problema. A sociedade discorda. O governo é reprovado pela população. Sim, por margem estreita, mas não é um governo popular. Então um bom pedaço do discurso de Lula é tirar o naco mais dedicado da militância, aquela turma que vai às reuniões nacionais do partido, da zona de conforto. É mostrar que vai precisar ter muita energia para encarar esse pleito.
Lula x Flávio: Juntinhos?

A pesquisa Meio/Ideia de fevereiro mostrou uma aproximação de Flávio Bolsonaro nos números da corrida presidencial em comparação a Lula, que segue com a sua rejeição estagnada. O papo também passa pelas ramificações do caso Banco Master - escândalo financeiro, que envolve direta ou indiretamente desde ministros do STF até figuras políticas centrais do governo atual e do anterior.
Flávio pode ganhar

Vai ser difícil, tá? Vai ser uma eleição bem difícil. Entre a primeira rodada da pesquisa Meio/Ideia, em janeiro, e agora a segunda, em fevereiro, o cenário mudou bastante. Alguns números importantes. O primeiro: perguntamos aos brasileiros se eles acreditam que o presidente Lula deve continuar. 51% responderam que não. 47% responderam que sim. O segundo: perguntamos em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. A gente teve o cuidado de fazer a pergunta de duas maneiras diferentes, tá? Em uma, o pesquisador pergunta um nome após o outro. Do outro jeito, ele é apresentado a uma lista e escolhe. Na mais espontânea, na qual o eleitor simplesmente reage de bate-pronto, a rejeição de Lula fica em 44%. A de Flávio Bolsonaro é 10 pontos menos. 34%.