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25 de outubro de 2016
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25 de outubro de 2016

Saiu a delação Odebrecht, vai de Lula a Serra

Marcelo Odebrecht e mais de 50 executivos e funcionários da maior empreiteira do país fecharam um acordo de delação premiada. O furo é do repórter Jailton de Carvalho, de O Globo.  “Não vai ser o fim do mundo, mas é o suficiente para colocar o sistema político em xeque”, segundo uma das fontes. Há dez interrogadores e cada delator costuma ser ouvido pelo menos dez vezes. O processo de ouvi-los será longo e termina no início de 2017. Pelo acordo, as delações devem incluir casos de corrupção anteriores ao governo Lula. Foram citados pelo menos 130 deputados e 20 governadores ou ex-governadores. Entre os nomes que serão mecionados: o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha, José Serra e Geddel Vieira Lima, além de Antonio Palocci, Guido Mantega e Eduardo Cunha.

A Polícia Federal afirma que o ex-presidente Lula é a pessoa identificada como ‘Amigo’ nas planilhas de propina da empreiteira. Em se confirmando, R$ 8 milhões foram destinados a ele. (Estadão)

Não se trata de pena, mas de reconhecimento. Vale assistir aos minutos finais do depoimento de José Dirceu ao juiz Sérgio Moro, na última sexta. Em seu rosto, o custo de estar preso por um crime.
 

A crise de Renan

“Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer momento, atentar contra um poder”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros. “Busca e apreensão no Senado só pode se fazer por decisão do Supremo Tribunal Federal.” O que o vídeo da TV Senado não mostra é a complementação. Renan chamou os métodos da PF de fascistas. Classificou a operação no Parlamento, sexta-feira, de crise institucional. E voltou suas metralhadoras contra o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, “um chefete de polícia”.
 
Embora a mensagem seja a mesma, a posição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi mais cautelosa. “Uma coisa é você fazer uma operação contra uma pessoa que desviou, outra é entrar numa instituição.” Pelo menos um ministro do Supremo, Gilmar Mendes, concorda com os dois.

Em resposta, o presidente da Associação dos Juízes Federais, Roberto Veloso, cortou: “Esse comportamento é típico daqueles que pensam que se encontram acima da lei”. O juiz lembra que o crime foi a varredura de grampos pela Polícia Legislativa, não no Senado, mas nas residências dos parlamentares.
 
Renan demorou três dias para se manifestar, entre sexta e segunda. Na semana seguinte à prisão de um ex-presidente da Câmara, há uma briga pela delimitação de espaços em curso na capital federal. (Estadão)
 

PEC do Teto volta à Câmara

A Câmara dos Deputados vota hoje a PEC 241 em segundo turno. São necessários um mínimo de 308 votos para que ela possa ser encaminhada para o Senado. Em se confirmando a vitória, amanhã o presidente Michel Temer jantará com senadores aliados no Palácio da Alvorada. Lá, a PEC também terá de ser votada em dois turnos para ser aprovada. (Folha)

O G1 preparou um bom guia para compreender a PEC do Teto, que inclui argumentos a favor e contra.

Houve protestos contra a PEC em pelo menos nove estados.
 

Curtas

No Rio de Janeiro, o RJTV conduziu entrevista com Marcelo Freixo (PSOL). Em Belo Horizonte, o MGTV fez o mesmo com o tucano João Leite.

Freixo, aliás, tornou público, na segunda-feira, seu Compromisso com o Rio. Aposta no equilíbrio orçamentário e cortes da máquina pública. A guinada ao centro incomodou gente na esquerda.

A Embraer pagará cerca de US$ 206 milhões em multas para as Justiças de EUA e Brasil por propinas.

O dólar fechou em R$ 3,121. É o menor patamar desde julho de 2015.

“É cada vez mais difícil se identificar com essa esquerda autoritária para quem a lei só vale pros inimigos.” Uma crítica à esquerda sobre a crise da Venezuela.

Viver

Brasil que mata

Cerca de oito mil pistolas brasileiras Taurus foram parar, mês passado, na guerra civil iemenita. Dois ex-executivos da empresa estão sendo investigados sob a acusação da venda ilegal. Desde a década de 1980, o Brasil vende armamento para países de Oriente Médio e África em que violações de direitos humanos são comuns. No caso da Taurus, há apoio do governo. A empresa recebeu ao menos US$ 16,7 milhões em empréstimos subsidiados pelo BNDES, de 2008 para cá. A denúncia, que saiu ontem no New York Times, passou o dia circulando nas redes sociais.

Há uma guerra internacional em curso pelo preço do petróleo que interessa diretamente ao Brasil. A Arábia Saudita produz petróleo barato o suficiente para conseguir impor preços no mercado. Para tirar do jogo os produtores americanos de gás não-convencional, baixou o preço do barril a US$ 40.  Mas, neste valor, seu orçamento nacional implode. De fevereiro para cá, trouxe de volta à casa dos US$ 50, faixa em que os americanos voltam a ser viáveis. A análise é em inglês. (Nas contas originais da Petrobras, o pré-sal se torna viável a partir de US$ 45.)

Um professor de artes marciais assassinou, domingo, sua ex-mulher, a tia e a avó dela, na Argentina. Discutia a paternidade de uma menina de 7 meses, que esfaqueou no pescoço e se encontra em estado grave. Sua ex-enteada, outra menina, de 11 anos, também está internada. O triplo feminicídio fecha a semana na qual o país parou em protestos pelo fim da violência contra a mulher.

A Confederação Brasileira de Vôlei está em negociação para manter sob contrato o técnico Bernardinho, responsável pela seleção masculina. O acordo deve ser fechado nos próximos 15 dias.

Cultura

A nova peça de Shakespeare

Saiu a nova edição das obras completas de William Shakespeare editada pela Universidade de Oxford. Os íntimos a chamam Oxford Shakespeare. É o cânon, o que há de mais oficial sobre o homem considerado como um dos maiores escritores da história. É por isso mesmo que surpreende. A nova edição, que celebra seus 400 anos de nascimento, traz uma peça nova, segundo o Guardian, e revela pelo menos uma co-autoria. Faz literalmente quatro séculos que uma mudança tão radical não ocorria.
 
A peça nova é Arden de Faversham, publicada anonimamente em 1592. Oficialmente, passa a ser considerada um dos primeiros textos de Shakespeare, embora em colaboração com um dramaturgo anônimo. A outra novidade é na autoria das peças que compõem a trilogia Henrique VI. Oxford agora atribui as obras não só a Shakespeare, mas, também, a Cristopher Marlowe. Uma parceria. Marlowe é um dos grandes autores teatrais do período elisabetano, embora muito aquém do velho William. Eram também rivais e descobrir que trabalharam juntos é surpresa. Os editores utilizaram-se de softwares para comparar estruturas de texto, frequência de palavras e de expressões. Eles conseguem dizer que cena foi escrita por cada um.

Um cubano comum que trabalha numa repartição burocrática vê seus dias repetirem-se tal qual um disco arranhado. O texto é autobiográfico. O autor, que morreu no ano passado aos 40 anos, é Canek Guevara. Neto do Che. 33 Revoluções e Cinco Contos sai pela Planeta. (Folha)

Bob Dylan não corre o risco de perder o Nobel. Mas o valor em dinheiro do prêmio, cerca de US$ 900 mil, só é depositado após discurso de agradecimento. Até agora, ele não se manifestou. (Os suecos autorizam Dylan a substituir a fala por um show.)

Os cristais usados para construir sabres de luz pelos jedis convertidos ao lado negro são roubados. No processo de confeccionar os sabres, estes cristais sangram. Por isso, as lâminas de luz são sempre vermelhas dentre os vilões. Pois é. Saiu a explicação. Para os geeks.

Começou o Anima Mundi, no Rio. Alguns filmes indicados. (Globo)

Cotidiano Digital

Silenciosamente, o Google passou a autorizar que seu sistema de publicidade, o DoubleClick, possa trocar informação com os dados de perfil de cada usuário da plataforma. Não faz muito tempo, esta era uma fronteira que a empresa prometia não cruzar. (Em inglês.)

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