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8 de novembro de 2016
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8 de novembro de 2016

Dá para saber quem vencerá, nos EUA?

As pesquisas ficaram apertadas nas últimas semanas. Os modelos que agregam os resultados estado a estado, aferem o histórico de confiabilidade de cada pesquisa e calculam um resultado são, todos, favoráveis a Hillary Clinton. O Washington Post já aposta em sua vitória. O New York Times lhe concede 84% de chances. Mas Nate Silver, que começou este tipo de análise e acertou as últimas três vezes, a põe com 71,9% de chances. Em sua avaliação, o pleito está muito mais instável do que os outros o enxergam. Sam Wang, o estatístico de Princeton que deseja levar a coroa de Nate, estipula a vitória de Hillary com 99% de chances 
 
Ainda assim, há coisas que pesquisas não medem. Nos EUA, o voto não é obrigatório. Hillary tem, nos estados certos, uma máquina azeitada para levar eleitores às urnas. Trump, não. Isso pode fazer diferença.
 

Como acompanhar a eleição americana

Nenhuma imprensa cobre resultados eleitorais como a americana. Para quem gosta de política, é adrenalina pura. E hoje é o dia. A agitação começa a partir das 21h, quando fecham as primeiras urnas. Por tradição, a CNN passará na tevê a cabo. Mas, pela primeira vez, este ano será possível acompanhar do Brasil, via internet, outras grandes redes, além de sites e jornais: NBC, ABC, a pública PBS, Vox, BuzzFeed, Young Turks, New York Times e Washington Post.
 
Ao longo da noite, estatísticos a serviço da imprensa pegam os primeiros resultados contabilizados, comparam com as pesquisas de boca de urna, fazem contas e competem por quem call a state primeiro. Quem antecipa o vencedor.
 
Hillary Clinton é favorita, mas nada é certo. Ela e Trump disputam quem chegará a 270 votos no colégio eleitoral primeiro. Metade mais um. A candidata democrata conta, de saída, com 200. São estados que sempre votam democrata e as pesquisas não apontam outro resultado. Trump sai com 157. A briga é pelos 181 votos que restam.
 
Trump precisa vencer Flórida (29 votos), Ohio (18) e Carolina do Norte (15). Se perder em um destes, vitória não é impossível, mas é improvável. Na Carolina do Norte e Ohio, as urnas fecham às 22h30 de Brasília. Na Flórida, às 23h. Quanto mais apertados estiverem os resultados, mais demora a sair a previsão de quem leva.
 
Há dois cenários de terror. Um é o empate: 269 a 269. O outro é a repetição de 2000. A conta em um dos estados importantes termina com diferença no centésimo de percentual e os dois vão para a Justiça debater o critério da recontagem.

Os dois candidatos assistirão à contagem de votos em Nova York.

Não é só a eleição presidencial que importa. Os democratas esperam recapturar a maioria do Senado. Precisam de quatro cadeiras mais. Fundamental para um possível governo Clinton ou para ter espaço de oposição, num governo Trump.

O maior mistério de todos: se perder, Trump aceitará o resultado?

Temer torce por Hillary.

O presidente Michel Temer cogita separar R$ 1,8 bilhão para terminar uma série de obras de pequeno e médio porte que estão paradas. Atende aos currais de deputados, ajudando nas votações da Câmara. Fica bonito no noticiário. E gera empregos.

Ao mesmo tempo… 1,1 milhão Bolsas Famílias foram cortadas. O governo descobriu inconsistências. Em 654 mil casos, os repasses foram apenas bloqueados. Nos outros, cancelados. 13,9 milhões de famílias tinham o benefício. A economia corresponde a R$ 2,4 bilhões por ano. (Globo)

Ao mesmo tempo 2… Em seus primeiros quatro meses, equipe do presidente gastou mais no cartão corporativo do que a de Dilma, nos seis meses anteriores. R$ 29 milhões contra R$ 26 milhões.

A conta final da repatriação de dólares: R$ 46,8 bilhões entraram para os cofres públicos na soma de imposto e multa. Quem aproveitou o programa pode regularizar seus recursos no exterior.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) lerá em plenário, amanhã, seu relatório favorável ao fim do foro privilegiado para autoridades. Mas o resto dos senadores fingem que a discussão não existe. (Estadão)

O ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, é interino faz seis meses. Desde que Romero Jucá deixou a pasta às pressas.

Fernando Henrique Cardoso estreou no Medium. É o terceiro ex-presidente a fazê-lo. Lula e Dilma já têm artigos lá.

Viver

A tragédia de Mariana fez um ano. As fotos são do Globo. O vídeo em 360°, da Vice. Foram 360 milhões de m3 de lama tóxica que inundaram a cidade, tudo responsabilidade da mineradora Samarco, joint-venture e Vale e BHP Biliton. Em outubro, o MP denunciou as empresas e 22 pessoas pela tragédia. Destas, 21 por homicício. Todas por crime ambiental.

Foram encontrados os corpos dos cinco jovens desaparecidos em São Paulo. Estavam em Mogi das Cruzes. Espalhadas ao redor, balas da PM. (Estadão)

E no entanto… dez gráficos mostram que o mundo está melhorando. A mortalidade infantil está em queda. O trabalho infantil, idem. Cai igualmente o número de pobres absolutos. Tem mais.

Caçaram a onça, postaram no Facebook. Presos no Pará. (Globo)

As dez melhores fotografias de natureza da National Geographic, em 2016.

A negociação será lenta. Mas Guarulhos e Galeão poderão ganhar postos da imigração americana. Os vistos seriam conferidos ainda no Brasil, agilizando a entrada nos EUA. (Globo)

Piada do brasileiro: foi tirar foto no museu em Portugal, deu passos para trás sem olhar, jogou ao chão o Arcanjo setecentista.

Cultura

Adriano Goldman, diretor de fotografia da série The Crown, do Netflix, está cotado para o Emmy. O paulistano já tem Sundance no currículo. (Folha)

A sexta temporada de Homeland estreia em janeiro, lá fora. O foco, desta vez, é o terrorismo islâmico dentro dos EUA. O trailer está no ar.

Lewis Hamilton, no Brasil para o GP de Fórmula 1 desta semana, vai grafitar um muro em São Paulo. Acompanham-no os artistas Los Kueios e Liam Bononi. Será amanhã. (Estadão)

O novo clipe de Valesca Popozuda está bloqueado para menores de idade, no YouTube.

Cotidiano Digital

Atualização do WhatsApp para iPhones permite uso de GIFs animados colecionados no site Giphy.

Começou em Lisboa o Web Summit. 50 mil pessoas passarão pela capital portuguesa na maior conferência de tecnologia europeia.

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