Ainda não é assinante? Assine. Não custa nada.





Share Tweet
10 de novembro de 2016
Consultar edições passadas

10 de novembro de 2016

O mundo digere a notícia Trump

Donald Trump é o quarto presidente eleito, na história americana, a receber menos votos do que seu adversário. Ele conquistou 279 votos no Colégio Eleitoral contra 228 de Hillary. Mas, em todo o país, segundo projeção do New York Times, a candidata democrata teve 1,2% mais votos. O mesmo ocorreu em 2000 com Al Gore, que venceu Bush no voto popular mas perdeu no Colégio. (As outras duas vezes foram no século 19.) (NYT)

A poucos dias da eleição, Trump tinha 12 milhões de likes em sua página do Facebook. Hillary, 7.9 milhões. O mesmo padrão se mostrou na votação que tirou o Reino Unido da União Europeia. Todas as pesquisas diziam uma coisa, o resultado nas urnas foi outro. O número de likes e diversas outras métricas no Facebook, porém, já antecipavam o que os votos definiram. (Medium)

Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara, é um dos cotados para ser o novo secretário de Estado. No passado, defendeu que os EUA não contribuíssem com dinheiro ou homens para missões de paz da ONU. Steven Mnuchin, executivo de carreira do Goldman Sachs, pode assumir o Tesouro. O senador Jeff Sessions, mais provável no comando do Pentágono, defende uma longa permanência militar americana no Oriente Médio. O ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, deve se tornar Procurador Geral da República. (Politico)

Myron Ebell, conhecido por defender que o Aquecimento Global não existe, definirá a equipe de energia e meio ambiente do novo governo. (Scientific American)

O CEO de uma startup conta o que ouviu de seu pai, ex-seminarista, homem comum e generoso de Ohio. “Ele me disse que isto não era sobre democratas ou republicanos. Era sobre derrubar o establishment. Clinton encarnava o establishment. Ele não gosta de Trump, mas acha que é preciso um outsider.” (Medium)

Sérgio Dávila aposta em um presidente mais moderado do que o candidato. (Folha)

José Roberto de Toledo alerta: se o eleito renegar seu discurso, arrisca perder quem tinha sem ganhar quem não tinha. (Estadão)

Demétrio Magnoli considera que Trump quebrou por dentro os dois partidos americanos. (Globo)

Pedro Doria vê uma derrota da Globalização e de um modo de ver o mundo que predominou nos últimos 35 anos. (Globo)

Juan Arias teme que Brasil eleja seu próprio Trump. (El País)

No Twitter, usuários americanos trocaram suas imagens por um quadrado negro sob a hashtag #TwitterBlackout

O BuzzFeed pôs no ar uma contagem regressiva para as eleições presidenciais de 2020. “Já faltam menos de 4 anos”, dizem.

E Lisa Simpson sucederá a Donald Trump, se a profecia dos Simpsons se realizar. Ora, pois. Há versões animadas bem mais sombrias.

Memes. Memes. E mais memes.

Começou a reforma política

O Senado aprovou em primeiro turno, ontem, a cláusula de barreira e o fim das coligações. É o primeiro passo para reduzir o número de partidos e instituir coerência programática. Ainda precisa votar uma segunda vez e o mesmo processo se dará na Câmara. De acordo com a Proposta de Emenda à Constituição (íntegra), os partidos precisarão obter pelo menos 2% dos votos para deputado federal em cada um de 14 estados. A partir de 2022, sobe para 3%. As legendas que baterem no limite não terão estrutura no Congresso, tampouco terão direito ao dinheiro do fundo partidário ou acesso a tempo nos programas de rádio e TV.
 
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tentou flexibilizar a proposta para poupar os partidos ideológicos. Foi rejeitado. Hoje, deixariam o Congresso Nacional siglas como a própria Rede, além de PSOL, PPS, PV e PCdoB. Para estes, há alternativa: a criação de uma federação partidária. Os critérios são mais rígidos do que o de coligações. As federações deverão ter comunhão ideológica e programática, e precisam disputar como unidade os cargos parlamentares no Congresso e em todas as assembleias legislativas. Acaso um partido decida deixar a federação antes do fim do mandato, perde seus direitos. (Estadão)

Curtas

As 10 medidas contra a corrupção viraram 18 na comissão que as estuda, na Câmara. Entrou o crime de responsabilidade que permite punir juízes e integrantes do MP por abusarem. E a pena máxima para Caixa Dois, que era de 16 anos, passou a dez. O relatório ainda precisa ser votado para ir a plenário. (Globo)

No meio, um contrabando: os deputados querem extinguir a punição imposta por juízes para delatores de empresas que fecharem acordos de leniência. Vai “enterrar a Lava Jato”, dizem os procuradores. (Folha)

Quando perguntaram a Joaquim Barbosa se poderia mudar de ideia e sair candidato: “Eu sou um homem livre, muito livre.” (Globo)

Geraldo Alckmin (PSDB) pediu à Justiça acesso ao cadastro de seis usuários do Twitter. Eles o chamaram de ‘ladrão de merenda’ e ‘corrupto’. O governador considera que “extrapolam os limites da liberdade de expressão”. (Folha)

Pela primeira vez, um Egydio Setúbal não estará no comando do Itaú. O novo presidente é Cândido Bracher, filho do fundador do BBA. (Estadão)

Viver

A tradicional revista sobre maconha High Times publicou editorial considerando histórica a eleição de ontem, nos EUA. Em plebiscitos diversos pelo país, na última conta, Califórnia, Maine, Massachusetts e Nevada legalizaram o consumo recreativo da erva. Juntam-se aos locais onde já era legal: Alaska, Colorado, Oregon, estado de Washington e o distrito federal. Além deles, Flórida, Dakota do Norte, Arkansas e Montana permitiram o uso medicinal. Em todos os estados em que os eleitores foram consultados a respeito de maconha, votaram a favor. Para os editores da revista, sua briga muda de foco. A legalização completa já está próxima. Agora é preciso discutir a regulamentação do negócio, falar sobre direitos dos consumidores. Sua maior preocupação é de que os governos tentem limitar muito o número de produtores, o que poderia aumentar demais os preços, gerando um mercado paralelo de má qualidade.

A campanha se chama 25m2 Syria. No centro de sua loja em Slependen, a cadeia de móveis Ikea pôs uma réplica da casa improvisada de uma família de refugiados sírios. A rede sueca, popular na Europa e EUA, é a inspiradora da Tok Stok, no Brasil. Vende móveis de bom design baratos e, não raro, monta ambientes de quartos, salas e cozinhas em seus espaços para que os clientes apreciem os produtos. A casa síria recriada é um ambiente assim, mas muito pobre e um quê claustrofóbico. Pelas paredes e móveis, as etiquetas com o padrão gráfico Ikea, ao invés de preços e descrição típicos, apresentam comentários de como é a vida para refugiados e indicam como fazer doações pela Cruz Vermelha. No vídeo.

Sim. É possível morar numa casa na árvore. Fotos.

Reino de Cores. Um vídeo para adormecer.

Cultura

Começa hoje, às 22h, a venda de ingressos para o Rock in Rio. O festival será entre 15 e 24 de setembro do ano que vem. Estão confirmados Aerosmith, Red Hot Chili Peppers e Maroon 5. Quem fizer a compra antecipada, além de pagar menos, pode decidir para que dia valem os ingressos quando a agenda for publicada.

A estrela do documentário My Way, que chegou ao Netflix, é o ex-premiê italiano Silvio Berlusconi, que fala abertamente sobre sua vida.

Cotidiano Digital

O STJ começou a discutir se a reprodução de músicas por streaming pode ser caracterizada como execução pública. Está dando debate. O que está em jogo é se serviços como Spotify e iTunes terão de recolher dinheiro para o Ecad. (Jota)

Entrou na Google Play Store o app Flash, do Facebook. O lançamento mundial ocorre no Brasil. Serve para distribuir para os amigos fotos que se autodestroem. Ou seja: um competidor do Snapchat. E, como o original, tem filtros vários. O app foi produzido especificamente para utilizar pouca banda em países com infraestrutura precária de internet. Ainda não há data para a versão iPhone.

Ainda não é assinante? Assine. Não custa nada.





Share Tweet



Consultar edições passadas