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12 de dezembro de 2016
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12 de dezembro de 2016

Congresso a serviço de quem paga

No sábado, a capa do jornal carioca O Globo dizia tudo. Na manchete principal: Delatores citam Temer, Renan, Maia, Padilha, Moreira, Alckmin, Serra… No subtítulo: E mais: Jucá, Eunício, Palocci, Kátia Abreu, Geddel, Agripino, Cunha, Jaques Wagner, Marco Maia, Ciro Nogueira, Gim Argelo. Não vazou ainda toda a delação Odebrecht. Só a do ex-diretor Cláudio Melo Filho, que ficava alocado em Brasília para lidar com o governo. A íntegra está aqui.

Temer pediu R$ 10 milhões para a campanha de 2014. Romero Jucá, pediu ao todo R$ 22 milhões e, Renan, R$ 2,2 milhões. O petista Jaques Wagner, R$ 10,5 milhões para as campanhas de 2006 e 2010. Alckmin, R$ 2 milhões. A delação ainda precisa ser homologada pelo Supremo.

Nas palavras de Alan Gripp, editor de Política do Globo, “é a mais impressionante descrição de que se tem notícia do enorme balcão de negócios chamado Congresso Nacional”.
 
Para mostrar-se ativo, o presidente da República convocou uma reunião com aliados, ontem à noite. Quer lançar um minipacote econômico para tentar jogar uma boa notícia no ar. Gastará R$ 1,3 bilhão para manter 200 mil empregos nos próximos quatro anos. Vai mexer, também, na regulação de negócios e crédito a empresas. (Estadão)

Datafolha: 63% dos brasileiros querem a renúncia de Michel Temer ainda este ano para que aconteçam eleições diretas. O percentual, em julho, já era o mesmo. (Folha)

Marina Silva lidera em todos os cenários de segundo turno explorados pelo Datafolha na eleição presidencial de 2018. Num segundo turno entre Lula e candidato tucano, o petista venceria tanto Aécio quanto Alckmin, em ambos os casos por 38 a 34%. Já no primeiro turno, a vitória seria de Lula nos mesmos cenários, com aproximadamente um quarto dos votos, seguido por Marina e seus 15%. Mas a rejeição do ex-presidente é alta: 44%. Só batida por Michel Temer, num empate técnico aos 45%. (Folha)

Deve sair em fevereiro o relatório do ministro Herman Benjamin, do TSE, sobre abuso de poder econômico na eleição da chapa Dilma-Temer em 2014. Se ele não considerar as contas de campanha da presidente eleita separadas das de seu vice, Temer terá problemas. (Estadão)

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi entrevistado por Eliane Cantahêde, no Estadão. Duas frases pescadas: “Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o país afundando?’ Eu respondo com o artigo 142 da Constituição. Está tudo ali. Ponto.” Outra: “Bolsonaro, a exemplo do Trump, fala e se comporta contra essa exacerbação sem sentido do tal politicamente correto.”
 
Em tempo: segundo o artigo 142 da Constituição “as Forças Armadas são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República.”

O embaixador da Suíça, André Regli, foi entrevistado por Jailton Carvalho, no Globo. “A Suíça não quer e não precisa de dinheiro sujo. Vamos continuar como uma boa praça financeira, com bons serviços, mas não queremos mais esse dinheiro.” A colaboração com a Lava Jato é um dos modelos que o governo usa para mostrar ao mundo que fala sério.

Sérgio Cabral Filho foi transferido do presídio de Bangu para Curitiba. Vinha recebendo visitas de forma inapropriada. O MP argumentou que sua prisão se dava para evitar que influenciasse o processo. No Rio, ainda tinha impacto sobre o sistema. De certa forma, suas fotos chegando ao Paraná revelam mais sobre a queda de um homem que sonhou com a presidência do que aquelas com uniforme de presidiário. (Globo)

Os senadores republicanos John McCain e Lindsey Graham se juntaram a um grupo de democratas para cobrar uma investigação do Congresso sobre a interferência russa nas eleições americanas. Relatório dos serviços de inteligência, divulgado semana passada, revelou que hackers a serviço do Kremlin quebraram emails de ambos os partidos mas levaram ao público só o que prejudicava a candidata democrata. O presidente eleito Donald Trump considera tudo parte de um movimento para desacreditar sua vitória.

Cotidiano Digital

Há cerca de 310 mil canais brasileiros no YouTube e, no ranking dos 100 mais influentes do mundo, 24 são locais. São brasileiros, diga-se, os números dois e três do Top 10: Whindersson Nunes e Felipe Neto. O país perde é no faturamento. Os influenciadores daqui são muito vistos para os padrões mundiais, mas não encontram dinheiro no mercado publicitário daqui. Há dois anos, gastávamos em média 8 horas por semana com vídeos na internet. Hoje, 16 horas. 30% dos brasileiros que consomem vídeo o fazem mais online do que noutros cantos. Os dados fazem parte de um grande pacote sobre o YouTube produzido pelos estagiários sêniores da Folha.

Ainda do especial: conheça Whinderson, o rapaz de 21 anos que veio do interior do Piauí para se firmar na liderança da plataforma.

Aliás… Uma geração de crianças americanas se vê no YouTube. Não adolescentes: crianças. 5, 6, 7 anos. Quando filmadas pelos pais, abrem seus presentes com método, sorvem as refeições, comentam quais narradores cientes de que o vídeo terá uma audiência. E o que acontece quando sua infância é toda filmada e exibida como num reality caseiro? O Washington Post mergulhou neste mundo.

Os principais líderes do Vale do Silício se reunirão com Donald Trump, quarta-feira. Não foram muitos os convidados. Mas Tim Cook, da Apple, Larry Page, do Google, Sheryl Sandberg do Facebook e Jeff Bezos, da Amazon, irão. Pedirão cortes de impostos. Trump certamente pedirá fabricação em solo americano. Declinaram os convites inúmeras dentre as jovens estrelas: Uber, Airbnb, Netflix, Dropbox.

Viver

Duas novas formas de terapia combatem o câncer. Uma se baseia em drogas específicas que ‘consertam’ as células defeituosas no nível molecular. A outra facilita o trabalho do sistema imunológico que combate a doença. Ambas são menos agressivas do que quimio e radioterapias, embora estejam muito no início. O italiano Pier Paolo Pandofili, que descobriu a cura para um tipo de leucemia, foi entrevistado pela Harvard Gazette.

Para ler com calma: os modelos que direita e esquerda defenderam no século 20 se desmontaram. Isto não acabou com os conceitos de direita e esquerda, mas é preciso que ambas se desapeguem das lutas do século passado. Sérgio Besserman reflete. (Globo)

600 mil pessoas se reuniram na Parada Gay de Copacabana, domingo. A 21ª edição da parada teve oito trios elétricos e se deu a 35ºC.

Cultura

O editor de toda vida e a viúva de Roberto Bolaño estão brigando. O escritor chileno, morto aos 50 anos em 2003 e considerado um dos maiores nomes de sua geração em língua espanhola, já não vivia fazia algum tempo com Carolina López. Seu editor, o catalão Jorge Herralde da Anagrama, era amigo e confidente, bem relacionado com a última namorada do escritor. No centro da briga estão as obras póstumas, um debate sobre o que está pronto e o que não está no trabalho de um autor, e ciúmes. Sylvia Colombo conta.

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