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23 de dezembro de 2016
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Prezados leitores, esta é a edição de número 60 do Meio. Lançamos na segunda-feira, 3 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno das eleições municipais. Assunto não faltou. E como crescemos, graças ao interesse de vocês. 2017 será um ano difícil. Com alguma sorte, não tanto quanto este. Mas não temos dúvida de que um veículo de qualidade, que resolva o noticiário rápido, cedo pela manhã, ajudará nossos leitores. Qualidade de informação tornou-se um tema relevante no final deste ano, será dominante nos próximos. O Meio é uma antena para o mundo. Até aqui, deu-se o trabalho de dois fundadores. A partir de janeiro, aumentaremos a estrutura. Assim, virá mais qualidade e melhor acabamento.
 
Agora, porém, é o tempo de pausa. Uma semana. Esta é a última edição do Meio em 2016. É uma pausa para a necessária recarga num período de noticiário lento.
 
Prezados leitores: devemos tudo a vocês. Muito obrigado. Um bom Natal, um bom Chanukah. Que 2017 nos seja leve.
 
A próxima edição chegará a suas caixas postais na segunda, 2 de janeiro.
 
Pedro Doria e Vitor Conceição
 

23 de dezembro de 2016

Um pacote de Natal

Empresas poderão reduzir até 30% da jornada e do salário, o governo bancará metade do valor que faltará ao trabalhador. O objetivo é salvar 200 mil empregos. A medida, que tem prazo para acabar em dois anos, já vale. Fora isso, o governo tem algumas outras propostas que serão encaminhadas ao Congresso para mudar a legislação trabalhista. Incluem remuneração por produtividade, trabalho remoto, negociação do intervalo de almoço (mínimo de 30 minutos), parcelamento das férias em até três vezes. Sindicatos poderão negociar a flexibilização da jornada, que no limite poderá chegar a 12 horas. Empresários receberam bem, a CUT não gostou. (Estadão)

Dá para sacar o FGTS das contas que estavam inativas até dezembro de 2015. São aquelas do emprego passado, que não recebem novos depósitos. Não haverá limites para o saque. O G1 publicou um guia para checar o saldo. O governo ainda divulgará o calendário para que os saques sejam permitidos. O objetivo é injetar dinheiro na economia para movimentá-la.

Pinguela tornou-se uma palavra essencial na política brasileira. Ponte estreita e precária para atravessar um riacho. Foi como Fernando Henrique descreveu o governo Temer. O presidente, lembrando a infância, disse que nunca caiu duma pinguela. (Folha)

Assessor de Temer que se demitiu faz dias, José Yunes recebeu R$ 1 milhão da Odebrecht. (Estadão)

Dilma: Eleição indireta seria “golpe dentro do golpe”.

Tony de Marco
Recebemos o cartão de fim de ano da Odebrecht.

 

O exército sírio diz que retomou Aleppo. Essas afirmações nunca são tão simples.

Momentos do Twitter: o antes e o depois em Aleppo.

Cultura

O Yes entrará no Rock n’ Roll Hall of Fame em abril de 2017. É a terceira banda de rock progressivo a chegar lá, após Pink Floyd (1996) e Genesis (2010). Grupos fundamentais, como Moody Blues e King Crimson, ainda aguardam. Um grupo ou um artista precisa esperar ao menos 25 anos após seu primeiro lançamento para merecer a deferência. O movimento Hip Hop, muito mais recente, já emplacou vários. Críticos dos critérios não faltam. Ouça Yes no Spotify.

Metropolis é o primeiro grande filme de ficção científica. É também a obra-prima de Fritz Lang, o maior dos diretores do Expressionismo Alemão. O movimento faz parte da incrível explosão cultural alemã no período da República de Weimar, anterior ao nazismo. O filme mudo de 1927 retrata um futuro distópico no qual uma moça operária e um rapaz da elite encontram o amor. A moça, porém, é substituída por uma robô que tenta fazer um levante revolucionário. Vai virar série em 2017, quando o longa faz 90 anos. No comando está Sam Esmail, criador da série Mr. Robot. Graças à descoberta de uma versão original precária na Argentina, em 2008, hoje é possível assistir em HD o filme que Lang lançou seis anos antes da ascensão de Hitler. São duas horas e meia de filme, um desafio para os mais distraídos. Um bom desafio para a semana de folga. Gratuito no YouTube.

As estreias dos cinemas na última semana do ano.

As melhores séries de 2016 de acordo com o El País.

O futuro de Star Wars segundo a turma do Omelete. Em vídeo.

A coleção do Museu Ashmolean, de Oxford, deseja boas festas. Em vídeo.

Viver

O Uber interrompeu sua experiência com carros autômatos, em São Francisco. Recebeu alto número de multas por violações das leis de trânsito, incluindo inúmeros avanços no semáforo. Não é uma desistência. Outros fabricantes de veículos robôs não tiveram o mesmo problema.

É possível mudar o nome de uma espécie. O escritor Julian Cribb sugere que talvez seja a hora de cogitar esta possibilidade com o Homo sapiens. Homem sábio, em latim. Afinal, destruímos 30 mil espécies por ano, jogamos 50 bilhões de toneladas de carbono para a atmosfera no mesmo período, para não falar das zonas mortas que criamos nos oceanos. Cribb tem sugestões: Homo exterminaus, Homo urbanus, Homo delusus (que se engana) e Homo sapientior (que busca conhecimento).

Um buscador de notícias falsas está nascendo. Chama-se Hoaxy.

Galeria: 2016 em fotos, segundo a Reuters.

Galeria: os índios isolados do Acre.

(Muito) católicos em alerta: três vezes por ano, o sólido que seria o sangue de São Januário numa ampola de vidro se liquefaz. Não aconteceu agora em dezembro. Em Nápoles, dizem que, quando não acontece, o ano seguinte será ruim. (Folha)

Cotidiano Digital

Nova política de privacidade do Spotify exige que usuário “renuncie expressamente aos seus direitos previstos nas leis de sigilo bancário.” Os repórteres do Estadão procuraram a empresa perguntando o porquê. Não ouviram resposta.

Para ler com calma: Avaliação de dados, vídeos, realidade virtual, inteligência artificial, narrativa, influenciadores e micro influenciadores, transparência, verdade. As tendências das mídias sociais em 2017, num ebook gratuito da turma do Quero Ser Social Media. (Português)

Para ler com calma: a história do Fifa Soccer, um dos games mais populares do mundo. (Inglês)

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