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Principais tendências da CES 2017



Em uma primeira impressão, a edição deste ano da CES, maior feira de tecnologia do mundo, parece não ter trazido muitas novidades. Não houve anúncio surpresa, nem a apresentação de um produto inovador específico. Foi definitivamente uma CES evolucionária, e não revolucionária. Mas foi também a edição da feira, focada em eletrônicos de consumo, em que diversas categorias de produtos, que há muitos anos apareciam como protótipos, atingiram a maturidade.

Os vídeos deste artigo estão organizados como uma playlist no YouTube, para ver em sequência ou fazer cast e assistir pela TV. São pouco mais de dez minutos no total.

A categoria que decepcionou foi a de Realidade Virtual. Tudo indica que a tecnologia ainda não está madura.

Casa automatizada e assistentes digitais

O que mais chamou a atenção, sem dúvida, foram os lançamentos na área da casa automatizada. A interface de voz finalmente está madura e se mostra, como a ficção científica sempre mostrou, a melhor para interagir com o mundo físico ao nosso redor. É aqui onde começa uma das principais disputas de padrão, que deve se estender pelas próximas décadas. Em suma, estão todos brigando para ser aquele que vai responder quando a sua casa encomendar algo no mercado.

A CES mostrou que a Amazon consolidou a liderança da sua assistente Alexa, que apareceu em produtos de diversos fabricantes diferentes. O The Verge publicou uma lista com todos os produtos lançados na feira que podem ser integrados à Alexa: vão da televisão à geladeira, passando por robôs, alarmes e até mesmo carros.

 

 

Já o Google Home, que foi lançado só em novembro passado, dois anos depois do Echo, apareceu em alguns produtos, mas de forma mais discreta. Precisa correr atrás. A CNet listou os lançamentos.

O HomeKit da Apple está ainda engatinhando, mas teve alguns lançamentos, e o Cult of Mac listou os mais interessantes. Essa disputa ainda está nos lances iniciais, vai se desenrolar nos próximos dois ou três anos e basta um killer app para alguém virar o jogo. Pouco antes de começar a CES, o especialista em estratégia digital Ben Thompson postou uma longa análise em seu site explicando a liderança da Amazon. Boa leitura para quem quer entender o assunto de forma mais aprofundada.

Para a casa, houve ainda uma série de lançamentos de TVs OLED finíssimas, que ficam quase coladas na parede, como um quadro. De tão leves, podem ser fixadas com ímãs. E não foi só em TV que as telas brilharam: estiveram presentes em diversos outros devices e em grande estilo nos novos monitores para computador.

 

 

Para toda essa inteligência funcionar bem na casa do consumidor final, é importante ter um bom sinal de wifi – problema com o qual já estamos acostumados a lidar. Na CES, foram apresentados diversos kits com a promessa de resolver de vez os dramas do wifi, sem que se precise entender de rede. Funciona assim: compra-se um kit de três roteadores controlados por um app que é, então, espalhado pela casa. O sistema é facilmente configurado e monta uma rede mesh, que garante boa qualidade de sinal na casa inteira. A CNet explica.

 

A era dos carros autônomos e elétricos

A feira foi palco de diversos anúncios de novos carros, sempre com dois temas: carros que dirigem sozinhos e carros elétricos. As maiores atenções ficaram na apresentação do Faraday Future FF91, concorrente dos Teslas, elétrico e que também dirige sozinho. As montadoras tradicionais estiveram em peso na CES e apresentaram também seus produtos elétricos e autônomos como a Chrysler e o seu elogiado Portal focado nos Millenials, ou a Mercedes com um sólido sistema de direção autônomo para seus carros de luxo.

 

 

Outras tendências e novidades

Seguindo a tendência dos últimos anos, muitos robôs foram apresentados na CES, alguns extremamente simpáticos. O Digital Trends listou os mais interessantes. Mas ainda é uma tecnologia em busca de uma função efetiva. O que realmente já funciona – e bem – são os robôs que aspiram pó e os que cortam grama.

 

A CES mostrou também que os boatos sobre a morte dos PCs eram extremamente exagerados. Diversos modelos de alto padrão foram anunciados – muitos notebooks que viram tablets, desktops poderosos, mini computadores em gabinetes pequenos, computadores para gamers e diversas novas versões de Chromebooks do Google. A CNet fez uma galeria.

Diversos sensores também foram apresentados. São desde soluções focadas em saúde e exercício, como um bracelete que acompanha o consumo de álcool, a um celular com um sensor molecular que identifica a composição de alimentos.

 

Agora, claro, é preciso acompanhar os desdobramentos ao longo do ano para responder de fato: quais dessas tecnologias vão passar a fazer parte do nosso dia a dia e quais ainda precisam voltar para o laboratório?

 



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