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16 de janeiro de 2017
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16 de janeiro de 2017

Só dá Cármen Lúcia

Tanto em Brasília quanto nas páginas dos jornais, a personagem do ano até o momento é a presidente do STF, Cármen Lúcia. No domingo, a ministra foi o destaque do decano jornalista Elio Gaspari (Globo e Folha), da colunista Eliane Cantanhêde (Estadão) e de matéria na Folha.
 
Gaspari a põe numa lista
de prováveis candidatos à Presidência. “Havia um vazio em Brasília e ele foi ocupado pela ministra Cármen Lúcia”, afirma.
 
Cantanhêde, numa leitura menos política, observa a ministra assumindo a presidência do Supremo num momento em que a importância do Judiciário aumenta.
 
Os repórteres Gustavo Uribe e Letícia Casado fazem, como os colunistas, a lista das crises em que ela se meteu: a negociação da dívida do Rio e a crise nos presídios são as mais recentes. Em ambos os casos, foi Cármen Lúcia que encaminhou soluções, driblando os políticos. E isso desperta ciúmes no Planalto.

O número de homicídios aumentou 125% entre 2005 e 2014. O percentual de presos por homicídio, porém, caiu de 11% para 10%. O Brasil passou a prender, e muito, por tráfico de drogas. De acordo com pesquisa de 2012 do Núcleo de Estudos da Violência da USP, em 62% dos casos de flagrante por tráfico em São Paulo, a pessoa era presa com menos de 100g de droga. E 80,6% destes detidos eram réus primários. No Rio, os números são semelhantes. De acordo com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, dentre os acusados de tráfico em 2013, 80,6% dos réus eram primários e não portavam arma de fogo no flagrante. Reportagem de Fernanda Mena e Leandro Machado. (Folha)

Mas… O Espírito Santo conseguiu resolver, com boas políticas, sua crise carcerária. O Estado oferece tudo aos presos, de forma que não recebem nada de visitantes. (Globo)

26 homens morreram em rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, próxima a Natal (RN), no sábado. Novamente, inúmeras decapitações. O conflito liderado pelo PCC foi contra o Sindicato do Crime, grupo local. (Estadão)

Aliás… O governo de São Paulo ajudou a exportar o PCC para além do estado. A conclusão é do MP-SP. A transferência dos líderes da facção para além das fronteiras ajudou no recrutamento. Em outubro de 2014, o PCC tinha 26% de seus 10 mil aliados fora de São Paulo; hoje, são 21,5 mil homens, 64% de fora. (Folha)

O ex-ministro Geddel Vieira Lima está sendo investigado pela Polícia Federal num esquema de fraudes na Caixa Econômica. Um lobista se referia a Geddel como “boca de jacaré esperando um carneirinho”. Segundo Lucio Funaro, ele constantemente cobrava propinas. (Estadão)

O ex-senador colombiano Otto Nicolás Bula foi preso sábado pelos crimes de suborno e enriquecimento ilícito. Na quarta-feira, o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales também foi preso. Subornados pela Odebrecht. A Lava Jato atravessou fronteiras.

Davos começa hoje. E o site do Fórum Econômico Mundial tem um guia de como acompanhar. Inclui todas as redes sociais e transmissões ao vivo. (Inglês)

Cotidiano Digital

Gilberto Kassab recuou sobre limitar o volume de dados em banda larga no Brasil. Depois de entrevista ao Poder360,  na qual defendeu o estabelecimento de um limite ainda em 2017, o assunto passou a ser o mais comentado no Twitter local.

Uma falha na segurança do WhatsApp permite espionar mensagens. Embora o aplicativo anuncie que as conversas lá são criptografadas, uma brecha nas chaves do programa abre caminho para grampear mensagens futuras. O especialista que descobriu a falha diz ter avisado o WhatsApp em abril de 2016. A empresa respondeu que já sabia da vulnerabilidade.

Em inglês: o Guardian, jornal que revelou a falha do aplicativo, explica como a brecha no Whatsapp pode afetar a vida do usuário. 

A Noruega tirou do ar o sinal FM. É o primeiro país a dar o passo, fruto da digitalização das emissoras de rádio. Segundo o Ministério da Cultura, o custo de transmissão pela rede FM é oito vezes maior do que o digital. (Folha)

Cultura

La La Land: Cantando Estações provoca o clichê para depois despistá-lo, escreve o crítico da Folha Inácio Araújo. Longa que ganhou sete Globos de Ouro já está em cartaz em algumas salas do país. 

Aliás… Produtores já visam capitalizar o sucesso de La La Land nos cinemas e planejam transformá-lo em musical da Broadway. (Folha)

Cacá Diegues quer lançar o filme O Grande Circo Místico em maio. O diretor rodou o longa em Portugal, para driblar a proibição de animais em circos vigente no Brasil. (Globo)

Masp prepara grande retrospectiva de Toulouse-Lautrec. Prevista para junho, será a maior mostra do museu desde que Adriano Pedrosa assumiu a direção artística da instituição. (Estadão)

Viver

A Justiça brasileira tem autorizado pais a plantar maconha para uso medicinal dos filhos. (Folha)

Mulher morre vítima de bactéria “resistente a tudo”, nos Estados Unidos. Segundo relatório, foram testados 26 tipos de drogas — do mais forte grupo de antibióticos —, e nenhuma delas foi capaz de combater a infecção. O caso serve de alerta para o controle de bactérias e uso de antibióticos.

Surto de febre amarela pode ter relação com tragédia de Mariana, diz bióloga da Fiocruz. Segundo pesquisadora, “mudanças bruscas no ambiente provocam impacto na saúde dos animais, como macacos”. Eles, então, tornam-se mais suscetíveis a doenças, incluindo a febre amarela, o que explicaria o grande número de casos próximos ao Rio Doce, afetado pelo rompimento da barragem da Samarco em 2015. (Estadão)

Ronaldo Fenômeno tem 33 escolas de futebol na China. O jogador foi escolhido pelo governo chinês para fazer do país uma potência do futebol até 2050. Na “Ronaldo Academy”, a mensalidade custa cerca de 100 dólares. Ao todo, o jogador tem 74 escolas pelo mundo. (Estadão)

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