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18 de janeiro de 2017
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18 de janeiro de 2017

Sobrou a China para defender o livre mercado

Em 2016, os britânicos votaram para tirar o Reino Unido do mercado comum europeu. Os americanos elegeram para presidente um homem cujo discurso econômico é, fundamentalmente, protecionista. E 2017 abre com o presidente chinês Xi Jinping, líder principal do Partido Comunista local, fazendo uma vigorosa defesa do livre mercado e da globalização no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O mundo se pôs, oficialmente, de cabeça para baixo.
 
“Os problemas que afetam o mundo não foram causados pela globalização”, disse Xi. “A China manterá suas portas abertas e esperamos que outros países se mantenham abertos a investidores chineses.” O presidente citou Abraham Lincoln, defendendo que maior abertura comercial gera “desenvolvimento do povo, pelo povo, para o povo”. Foi o discurso mais aguardado e de maior impacto do dia.

O presidente chinês ainda defendeu a necessidade de atenção ao problema do Aquecimento Global.

Em uma de suas últimas decisões como presidente, Barack Obama perdoou Chelsea Manning, presa há sete anos por ter vazado segredos militares americanos para o Wikileaks. Ela cumpria uma pena de 35, a maior já dada por um vazamento nos EUA. Está numa prisão do Exército, Fort Leavenworth, e em meio ao tratamento de mudança de sexo, que lhe é garantido por lei mas com a qual as Forças Armadas não têm nenhuma experiência. Manning será solta em 17 de maio. O tempo extra lhe permitirá encontrar uma casa na qual possa se acomodar.

A decisão tem impacto direto sobre Julian Assange, o fundador do Wikileaks, em autoexílio na embaixada equatoriana de Londres desde 2012. Ele prometera concordar com a extradição para julgamento nos EUA caso Chelsea fosse libertada. A promessa foi confirmada por um tweet oficial do Wikileaks  no último dia 12. E Assange é o responsável direto pelos vazamentos iniciais de emails da campanha de Hillary Clinton, que a inteligência americana atribui aos russos. Acaso cumpra sua promessa, Assange receberá um julgamento público, nos EUA, durante o governo Donald Trump, que nega favorecimento russo.

A Força Aérea Nigeriana bombardeou um campo de refugiados, deixando 52 mortos e 200 feridos. Confundiu-o com um campo do grupo terrorista Boko Haram.

As Forças Armadas passarão a atuar nos presídios do país. A função não envolve lidar com os presos diretamente. Sua responsabilidade será a de operar os detectores de metais para impedir que celulares e armas sejam levadas para as celas.  Os soldados também se envolverão, junto à Abin, em operações de inteligência. (Estadão)

O uso das Forças Armadas, segundo análise da Folha, é popular, caro e pouco eficaz.

2003 presos já foram transferidos desde o início do ano por conta dos massacres. (Globo)

As delações dos 77 executivos da Odebrecht poderão ser tornadas públicas já em fevereiro. (Valor)

A Polícia Militar de São Paulo deteve o líder do MTST, Guilherme Boulos. O ativista foi acusado de incitar a violência durante uma operação de reintegração de posse. Segundo Boulos, os policiais afirmaram que estavam de olho nele desde um protesto realizado contra o presidente Michel Temer, em frente a sua casa paulistana. Boulos foi liberado ontem mesmo. (Folha)

Viver

A prisão que deteve Nelson Mandela usa aulas de yoga para controlar os detentos. Segundo um guarda do cárcere de segurança máxima de Pollsmoor, na África do Sul, os presos dormem melhor e são mais otimistas. O índice de reincidência no crime cai. 

Ainda as prisões: a revista Anfibia acompanhou a vida em uma prisão da Argentina. A situação lembra a do Brasil. Mais de 50% dos detentos estão na preventiva, 50% não participam de programa social e 60% não trabalham. Como afirma o texto, é uma escola de delitos.

Livro sobre abusos sexuais da Igreja causa polêmica no Vaticano. O autor Emiliano Fittipaldi acusa o Papa de ter feito vistas grossas para cerca de 1.200 denúncias que chegaram ao Vaticano entre 2013 e 2015. Com o provocador título Luxúria, o livro diz que Francisco até promoveu acusados ao seleto grupo de cardeais consultores da reforma da cúria.

Campanha sobre crianças transexuais divide opiniões na Espanha. Em cartazes criados por uma associação de famílias de menores trans, há um desenho de crianças nuas correndo, sorridentes, e o texto: “meninas com pênis e meninos com vaginas”.

Cultura

Documentário de João Moreira Salles vai ao Festival de Berlim. Narrado em primeira pessoa, o filme parte de quatro eventos históricos dos anos 1960. Embora já tenham se passado dez anos desde seu premiado Santiago, o cineasta vê semelhanças entre ambos – são filmes pessoais e de arquivo, feitos sobretudo na ilha de edição.  

A ABL disponibilizou manuscritos de Machado de Assis em seu site. O escritor – de caligrafia difícil, diga-se – deixou lá poucos originais, os dos romances Memorial de Aires e Esaú e Jacó e do poema O Almada. Há ainda correspondências, que a ABL promete promete digitalizar neste ano. (Estadão)

Maria Balshaw será a primeira mulher a assumir a Tate, na Inglaterra. Diretora de centros culturais de Manchester, ela foi anunciada, nesta terça, a nova chefe do principal grupo de museus ingleses — Tate Modern, Tate Britain, Tate Liverpool e Tate St. Ives. Substituirá Nicholas Serota, que ficou 30 anos à frente das instituições e que fundou a cultuada Tate Modern. 

Frejat deixa o Barão Vermelho. “Já fiz o que tinha que fazer com o grupo”, disse o fundador da banda. O músico será substituído por Rodrigo Suricato. (Globo)

Cotidiano Digital

A imposição de limites de dados à banda larga impede o acesso de todas as ferramentas da internet e promove exclusão. Só quem tem mais dinheiro poderá usar os plenos recursos da rede, afirma Raphael Tsavkko Garcia em artigo.

Há dez anos, o Netflix era lançado como serviço de streaming. O Quartz conta a história da empresa, que começou de fato em 1998, mas só tomou a forma que conhecemos hoje em 16 de janeiro de 2007. De um cardápio de mil títulos, passou aos atuais 70 mil — e mudou a forma como vemos séries e filmes.

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