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30 de janeiro de 2017
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30 de janeiro de 2017

Eike desembarca no Rio agora de manhã

O voo 973 da American Airlines deve aterrissar no Rio de Janeiro às 10h30 desta segunda-feira trazendo o empresário Eike Batista. Ele embarcou ontem, em Nova York, e no aeroporto foi entrevistado por jornalistas brasileiros. O Globo tem o vídeo. “Estou voltando, vou responder à Justiça, como é o meu dever.” É possível acompanhar o curso do voo em tempo real.

Ministros do STF apostam que a presidente da corte, Cármen Lúcia, homologará até amanhã as delações da Odebrecht. (Folha)

Eliseu Padilha, braço direito de Temer: “Nós temos 88% de apoio no Congresso e não queremos correr risco de que esse nível baixe por interferências indevidas de membros do governo. Nunca houve a base que nós temos. Nem Getúlio Vargas, nem Lula, nem Fernando Henrique tiveram isso.” (Estadão)

O Brasil vai suspender por dois anos a necessidade de visto para turistas americanos, australianos, canadenses e japoneses. A aposta é de que aumentará o número de turistas.

Reince Priebus, chefe de gabinete de Donald Trump, apareceu cabisbaixo na Casa Branca, domingo, para voltar parcialmente atrás nas drásticas medidas contra a entrada no país dos nascidos em Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Quem tiver o Green Card poderá entrar.
 
O fim de semana foi de caos, nos EUA, por conta das novas políticas. Em ao menos quatro cidades, juízes deram liminares considerando a proibição ilegal. Em Seattle, o governador Jay Inslee foi ao aeroporto onde os primeiros viajantes começavam a ser detidos e, de lá, fez um duro discurso chamando a ordem de Trump de “cruel” e a comparando com os campos de concentração mantidos no país para reunir japoneses, durante a Segunda Guerra. Senadores republicanos importantes como John McCain, Lindsey Graham e Rob Portman declararam que a restrição vai atrapalhar a guerra ao Terror ao invés de ajuda-la.

De Carl Bernstein, um dos dois repórteres que derrubaram Richard Nixon: “Não vi nada parecido em 50 anos como jornalista. Há uma discussão aberta entre membros do partido do presidente a respeito de sua maturidade e estabilidade emocional.”

Os pais biológicos de Steve Jobs eram sírios. Os de Sergei Brin, do Google, entraram no país como refugiados russos. Os avós de Mark Zuckerberg, do Facebook, refugiados judeus do leste europeu. O pai de sua mulher, Priscilla Chan, viveu num campo de refugiados antes de conseguir emigrar para os EUA. O Vale do Silício se levantou contra Trump.

Enquanto isso… Beroît Hamon, homem de esquerda mesmo dentro do Partido Socialista francês, foi escolhido candidato ao governo do país nas próximas eleições.

Cultura

O Museu do Amanhã já é o mais visitado do país. Recebeu, em seu primeiro ano, 1,4 milhão de pessoas. (Folha)

Com filme indicado ao Oscar, o iraniano Asghar Farhadi declarou que vai boicotar a cerimônia, em fevereiro. Diretor de O Apartamento (indicado a melhor filme estrangeiro), é alvo da medida de Trump que restringe a entrada de cidadãos iranianos nos EUA.  

Saiu encantado do cinema, após ver La La Land, Elio Gaspari (Folha e Globo). Já Marcelo Coelho, nem tanto. No sábado, o musical ganhou o principal prêmio do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos, um dos termômetros do Oscar. (Folha).

O artista Jonathas de Andrade, uma das estrelas da última Bienal de São Paulo, tem sua obra exibida no New Museum, em Nova York, e ganhou crítica (positiva) no New York Times

Ainda a arte brasileira nos EUA: a artista Lygia Clark passará a ser representada por duas galerias interacionais, a Luhring Augustine e a Alison Jacques Gallery.  

Viver

Dois pioneiros da pixação em São Paulo dizem que o prefeito João Doria está reeditando uma guerra que ficou célebre nos anos 1980, quando eles — Oswaldo Júnior, 44, o Juneca, e Antonio Fernandes Pessoa Correia, 48, o Pessoinha — deixavam seus nomes nos muros da cidade. “A repressão vai instigar mais ainda. Daqui a pouco um deles leva um tiro e o que vai acontecer?”, diz Pessoinha, hoje advogado.

Diante da polêmica, o prefeito propôs um museu do grafite, ou um “grafitódromo”, na capital. Sinal de ignorância da cultura de rua, na opinião de quem entende do tema. Jornalista e diretor do documentário Pixo, João Wainer assina longo artigo sobre o assunto na Folha.

A Nasa liberou imagens do planeta antes e depois. O intervalo é de 30 anos — e, claro, estão lá geleiras derretendo, rios diminuindo e outras consequências do aquecimento global.

Obama deve receber pelo menos US$ 20 milhões de adiantamento para escrever seu livro de memórias. Seria, segundo a Forbes, o valor mais alto já pago a um presidente por um livro. Bill Clinton, por exemplo, recebeu US$ 15 milhões. O caso de Obama é diferente: para além de seu carisma e alto índice de aprovação, ele já publicou três livros que, juntos, venderam 4 milhões de cópias, algo em torno de US$ 10 milhões. 

Morreu Moacyr de Carvalho, o inventor do requeijão cremoso em copo.

Roger Federer venceu Rafael Nadal por 3 sets a 2 e tornou-se campeão do Aberto da Austrália. É sua 18ª taça do Grand Slam. Com vídeo.

Começaram os campeonatos estaduais de futebol.

Cotidiano Digital

SBT, Record e Rede TV! se uniram numa empresa para tentar vender seus conteúdos para a Netflix. A empresa criada pelos canais, chamada Simba, também já negocia com a Amazon. As operadoras de TV paga, por outro lado, lutam para derrubar a iniciativa.

O email aproximou os cidadãos do Congresso dos EUA. Mas não são só as polêmicas de Trump que estão fazendo o volume de mensagens aumentar: diversos apps e sites ajudam cada vez mais as pessoas a enviarem mensagens para seus representantes. Um único senador democrata recebeu mais de 50 mil mensagens de eleitores se opondo a nomeação da secretária de educação de Trump. Texto da Wired mostra como o congresso americano está lidando com o problema.

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