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31 de janeiro de 2017
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31 de janeiro de 2017

Delações da Odebrecht já estão valendo

Cármen Lúcia não esperou: homologou ontem mesmo, pela manhã, o pacote de delações premiadas de executivos da Odebrecht. Ela usou apenas de uma cautela. Manteve-as todas sob sigilo. É possível que amanhã o Brasil saiba que ministro do Supremo assumirá a relatoria da Lava Jato, em substituição a Teori Zavascki. Cármen ainda não se decidiu pelo critério do sorteio e negocia com os outros ministros. As delações já têm valor legal, mas será o novo relator quem decidirá torná-las públicas de imediato ou não. A Procuradoria Geral da República pediu oficialmente a quebra do sigilo. (Folha)
 
Delatar não foi decisão fácil e rachou Emilio e Marcelo Odebrecht, pai e filho. Emilio queria fazer a delação desde o início, Marcelo resistiu. Depois, o filho sentiu-se feito de bode expiatório – é quem pagará o preço maior.
 
Na delação está o mapa de como funcionava o financiamento eleitoral da elite política brasileira. Pelo que já se sabe, ao menos 54 políticos de 12 partidos foram citados. Estão na lista o presidente Michel Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia, o ex-presidente Lula, além dos homens fortes do Planalto, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Eduardo Cunha tampouco escapou, assim como Gilberto Kassab. A empreiteira pagava propinas em ao menos 12 países. O Globo tem os detalhes do que já é conhecido.

A defesa do empresário Eike Batista pede que ele fique preso na Superintendência da PF. Mas, por enquanto, já com a cabeça raspada, ele passou sua primeira noite de detenção em Bangu 9. A unidade tem 547 vagas mas 657 internos, a maioria policiais envolvidos com milícias. (Globo)

Sentou-se ao lado de Eike Batista, na classe executiva do voo 973 da American Airlines, o repórter Henrique Gomes Batista, do Globo. Ele conta como foi a noite.

Quem é Marcelo Bretas, o juiz que mandou Cabral e Eike para Bangu.

E o Brasil começa a retomar o funcionamento. Amanhã, o Senado escolherá seu novo presidente. E, na quinta-feira, será a vez da Câmara. Devem ser eleitos Eunício de Oliveira e Rodrigo Maia. Renan Calheiros, pelo acordo, deverá ser líder do PMDB. Na Câmara, o PT deve se aliar àqueles que chama de golpistas. João Bosco Rabello descreve os acordos em curso.

Pelo menos 100 diplomatas de carreira do Departamento de Estado assinaram um documento rejeitando a política do novo presidente, que pretende fechar as portas dos EUA para um grupo de pessoas. Enquanto isso, a Procuradora Geral da República em exercício, Sally Yates, deu ordens para que o Departamento de Justiça não defenda a nova política migratória do presidente nos tribunais. Foi demitida de presto por Donald Trump.

Cultura

Artistas e instituições culturais de peso nos EUA estão no limbo, diante das medidas de Trump que restringem a imigração. A medida afeta sobretudo os museus, que se valem com frequência de parcerias internacionais para exposições. O diretor do Metropolitan Museum, por exemplo, diz que empréstimos de obras são a chave de muitas mostras.

A vendas do livro 1984, de George Orwell, dispararam nos EUA, depois que uma assessora de Trump mencionou involuntariamente o clássico ao falar em “fatos alternativos”. O termo, notou a imprensa americana, está em 1984, que descreve uma sociedade onde o governo controla estritamente a informação. O livro logo ficou entre os mais vendidos da Amazon dos EUA na última semana. Segundo a Penguin, uma nova tiragem de 75 mil exemplares foi impressa para atender a demanda.

A Lapa não terá palco de shows no Carnaval de 2017, tradição que se manteve nos últimos 15 anos no Rio. (Globo)

Brasileira vence o prêmio Kindle de Literatura, lançado pela Amazon. Machamba, da mineira Gisele Mirabai, disputou com 2.000 títulos. Com a vitória, a autora verá agora seu livro sair na versão impressa.

Lista: os 15 discos mais aguardados de 2017. (Estadão)

Viver

Do juiz que cuida de 95% das penas de detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim: “Qualquer um enlouqueceria em um presídio”. Lá, 56 presos foram decapitados, esquartejados ou carbonizados. Excelente entrevista para Marlene Bergamo, na Folha.

Um grupo criou uma casa para abrigar gays expulsos do lar pela família. A Casa 1, em São Paulo, oferece atendimento psicológico e médico, além de orientação para buscar emprego. As vagas são temporárias e duram três meses. 

Abrigos para refugiados criados pela Ikea ganham prêmio de melhor design do ano. Em parceria com a ONU, a gigante internacional construiu 16 mil unidades de abrigos em países como Iraque, Grécia e Nigéria. O Better Shelter abriga famílias e clínicas para refugiados pelo mundo. 

Galeria: o Greenpeace liberou as primeiras imagens de um recife de corais recém-descoberto na Amazônia. (Folha)

Para ler com um sorriso: o jornalista Luís Nachbin conta, em um e outro post do Facebook, a história de seu primeiro beijo.

Serena Williams ganhou seu 23º título no Aberto da Austrália, no fim de semana. O estilo agressivo combinado com o afeto e a luta pela igualdade de gêneros no esporte explicam a potência da tenista. (Folha)

Cotidiano Digital

Morre o pai do Pac-Man, o japonês Masaya Nakamura, aos 91 anos. Ele fundou, nos anos 1950, a empresa Namco e, nos anos 1980, lançou o histórico game. 

Aliás, ele dizia ter se inspirado numa pizza para criar o jogo. Em entrevista à Time, em 2015, Nakamura conta a história do game, um dos mais populares da história.

Para matar as saudades, um Pac-Man online.

Um transporte mais rápido e eficiente que o avião: cápsulas autônomas que “levitam” magneticamente sobre trilhos. É o que o executivo Andres de Leon, chefe de operações da Hyperloop Transportation Technologies (HTT), promete apresentar na Campus Party. O evento de tecnologia começa hoje, em São Paulo, e vai até o sábado.

Ainda a Campus Party: as palestras serão transmitidas ao vivo via streaming no site Campuse.ro e ficam disponíveis também após o evento. Confira na agenda as atrações.

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