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21 de fevereiro de 2017
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21 de fevereiro de 2017

PF acusa Lula e Dilma de tráfico de influência

O ministro Edson Fachin, do Supremo, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, receberam um relatório da Polícia Federal que recomenda que se impute a Lula e Dilma o crime de tráfico de influência e, ao ex-ministro chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante, além do mesmo tráfico, obstrução de Justiça. É resultado do inquérito aberto em março do ano passado, quando foram divulgadas as gravações entre Lula e Dilma sobre a nomeação do ex-presidente para ministro. Mercadante, por sua vez, foi flagrado noutra gravação, tentando impedir a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. O processo, sugere a PF, deve ser aberto na Justiça Federal do DF pois nenhum dos três tem foro privilegiado. (Estadão)

“Suruba é suruba.” A frase é do senador Romero Jucá e se refere à proposta que ronda o STF de restringir o foro privilegiado a políticos. “Se acabar o foro, é para todo mundo. Aí é todo mundo na suruba, não é uma suruba selecionada.” Ele ameaça aprovar uma emenda à Constituição para retirar o foro privilegiado de magistrados e membros do MP. (Estadão)

Começa às 10h a sabatina de Alexandre de Moraes, candidato a ministro do STF. Cada senador tem dez minutos para fazer suas perguntas e Moraes tem outros dez para responder. Réplica e tréplica são de cinco minutos cada. As sabatinas variam muito em tempo. A de Fachin durou 11 horas, e a de Teori, pouco mais de três. Todo brasileiro pode participar enviando perguntas pelo Portal e-Cidadania. Haverá transmissão ao vivo pela internet, pela TV Senado e GloboNews.

Do editorial do Estadão, hoje, a respeito de Moraes: “Paira sobre o escolhido de Temer uma acusação de plágio. Eventual plágio seria demonstração mais que suficiente de ausência das condições que a Constituição estabelece para o cargo — notório saber jurídico e reputação ilibada. Quem copia de outro, sem citar, não tem saber jurídico nem correção moral para ir ao STF.”

Aliás… em 2016, o Supremo tomou um incrível número de decisões individuais. Daquelas em que um ministro faz um agravo ou solta uma liminar. Diminuiu, porém, o ritmo nas decisões finais, como mostra levantamento do Mono.
 
Milton Schahin, sócio do Grupo Schahin, fechou acordo de delação premiada com o MP. O banco da família havia concedido um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões ao pecuarista José Carlos Bumlai, que o intermediou para o PT. O empresário havia sido condenado a 9 anos e 10 meses de prisão. Pagará multa de R$ 7 milhões e seguirá para prisão domiciliar por três meses.

Por 41 votos a favor e 28 contra, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou a privatização da Cedae, companhia de água e esgoto que atende a uma parte do estado. Esta era uma das condições impostas pelo governo federal para um empréstimo de R$ 3,5 bilhões do qual o Rio precisa para fechar as contas. (Globo)
 
O voto não foi tranquilo. Houve intensos protestos. Do lado de fora, 19 pessoas foram detidas durante manifestação contra a autorização de venda. O Batalhão de Choque interveio para garantir a condução dos detidos. O trânsito parou no centro. (Globo)

O governador Pezão não tem motivos para celebrar a vitória. Também na segunda, o Diário da Justiça publicou a determinação do TRE de que seu mandato seja cassado. Não é decisão final, cabe recurso ao TSE.

O Equador está parado, sem ter certeza sobre o resultado das eleições. O Conselho Nacional Eleitoral, responsável pela contagem, diz que precisa de mais três dias para afirmar se haverá segundo turno ou não. O candidato do presidente Rafael Correa, Lenín Moreno, congelou em 39,1% dos votos com 88% das urnas apuradas. Se cruzar a fronteira dos 40%, estará eleito. Mas, segundo a oposição, ele precisaria receber mais da metade do que sobra para bater a meta. Não está claro porque o CNE não consegue avançar na contagem, mas a alegação é de problemas logísticos. Parte da população está nas ruas acusando tentativa de fraude. O ambiente é tenso. E o governo, cauteloso, já fala numa disputa eleitoral que seguirá até abril.

Um pequeno avião caiu em um shopping de Melbourne, na Austrália, causando a morte de cinco.

Cultura

Encontrado por acaso, diário de Anita Malfatti releva lado cáustico e vaidoso da artista. O caderno estava numa caixa no Instituto de Estudos Brasileiros da USP e reapareceu há duas semanas, quando o Masp abria retrospectiva da obra de Malfatti. (Folha) 

Após sete anos, Paul McCartney e Ringo Starr voltam a gravar juntos. Os ex-Beatles se reuniram no final de semana para trabalhar em música do novo disco de Ringo.

A julgar pelas indicações, o Oscar deste ano terá sua cerimônia mais inclusiva. O percentual de negros indicados pela Academia passou de zero, no ano passado, para 30% nesta edição. São seis finalistas negros: Denzel Washington, Ruth Negga, Mahershala Ali, Viola Davis, Octavia Spencer e Naomie Harris. Ainda assim, o perfil dos personagens negros segue um padrão: “em sua maioria alcoólatras, empregados domésticos, pobres e/ou delinquentes”, como analisa o El País.

Ainda o Oscar: veja vídeo que reúne os 47 filmes indicados em menos de três minutos.

Dança das cadeiras em dois dos grandes museus do Brasil: Marta Mestre deixa a curadoria de Inhotim, que assumiu há menos de um ano, e, no MAC de Niterói, Marcelo Velloso substitui Luiz Guilherme Vergara, que estava desde 2013 no posto. (Folha e Globo)

Conhecido como “homem-aranha”, ladrão de obras de Picasso é condenado a oito anos de prisão. Vjeran Tomic escalou as paredes do Museu de Arte Moderna de Paris, em 2010, e fez duas viagens entre a instituição e seu carro, que estacionou tranquilamente perto do rio Sena, sem, ainda assim, chamar a atenção dos guardas da região. Tentou vender as obras e, sem êxito, repassou-as a um amigo especialista em relógios antigos. Este, por sua vez, diz ter destruído as telas.

O filmete se chama Lincoln in the Bardo e roda em 360°. É preciso girar a tela com o dedo (ou mouse) na direção das vozes. Tem 10 minutos e imagina um Abraham Lincoln, ainda imerso no luto da perda do filho que morreu menino na Casa Branca, visitando o cemitério. Ao seu redor, fantasmas debatem. Em inglês, sem legendas.

Vídeo: a mais célebre pintura de Bosch, O Jardim das Delícias Terrenas, obra do século 16, em animação.

Viver

Em busca do primeiro brasileiro, pesquisadores trabalham em sítios arqueológicos na região metropolitana de Belo Horizonte. Lá, encontraram ossadas humanas que datam de 10 mil anos atrás. Na USP, os esqueletos são montados e catalogados. Na Alemanha, passam por testes de DNA. As expedições vêm mostrando que povos de diferentes culturas e níveis de sofisticação habitaram a região. Os cientistas tentam provar a hipótese de que os homens que ali viveram não têm a mesma origem que os índios da América do Sul. Teriam vindo de outras correntes migratórias, partindo da Ásia. Os testes de DNA poderão dizer.

Franz Anton Stapf era tido como vítima do Holocausto. Um engano. Era, na verdade, simpatizante do nazismo. Uma confusão nos arquivos de Amsterdã fez o fotógrafo ser lembrado, durante anos, em museus do Holocausto. Só agora descobriu-se sua verdadeira identidade — e seu acervo de fotos dos tempos da Segunda Guerra.  

O número de mulheres que fumam maconha durante a gravidez é crescente, apontam diversos estudos. O New York Times publicou reportagem sobre o tema no início de fevereiro e, agora, pediu a grávidas que contassem suas experiências com a droga. Centenas apareceram. A maioria fumou, algumas comeram — e quase todas não têm clareza sobre os efeitos da maconha no bebê. A ciência, por enquanto, ainda não conseguiu dirimir a dúvida. Os estudos são limitados e, em muitos casos, contraditórios.

Galeria: quando a natureza invade lugares abandonados.

Cotidiano Digital

Os usuários do Whatsapp poderão compartilhar gifs e fotos que desaparecem em 24 horas. Anunciados ontem, os novos recursos são parte da estratégia do Facebook, dono do aplicativo, para competir com o Snapchat. O Instagram já vem caminhando na mesma direção.

Executivo da Sky pede que Netflix pague impostos cobrados das operadoras de TV. Luiz Eduardo Baptista, presidente da empresa, defende que a legislação tributária do setor seja revista, a fim de corrigir desequilíbrios. “[A Netflix] tem milhões de assinantes aqui, mas nenhuma autoridade cobra deles o que nos cobram, ISS, ICMS. O argumento é que não há mercadoria circulante. E meu satélite circula, por acaso?”, questiona. (Folha)

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