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22 de fevereiro de 2017
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22 de fevereiro de 2017

Moraes mais próximo do STF

O ministro licenciado Alexandre de Moraes foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado por 19 votos a 7. Ainda hoje, seu nome deve ser levado ao plenário da Casa e, caso a aprovação se confirme, ele segue para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. O candidato se declarou a favor da Lava Jato, do uso de delações premiadas e da prisão de réus condenados em segunda instância. Foi pressionado a explicar por que aceitava o convite após ter condenado, em sua tese de doutorado, indicações de quem exerce cargo de confiança. Se esquivou declarando que não sente dever favor político. Ele afirmou que considera o foro privilegiado “extremamente generoso”, mas deu a entender que deve ser o Legislativo, e não o Judiciário, a mudar. Daí, disse ver um “ativismo judiciário” quando o STF normatiza aquilo que o Congresso não legislou. A sessão para avaliar o nome está marcada para 11h. Será transmitida ao vivo pela TV Senado, no YouTube. (Estadão)
 
Moraes explicou, também, que considera o bloqueio de sistemas como o WhatsApp legal e uma opção razoável para juízes que sintam a necessidade de pressionar empresas da internet.

Checando os fatos ditos por Moraes e senadores: segundo a Lupa e a Agência Pública.

O ministro foi aprovado em clima amistoso. Até porque senadores que costumam ser críticos ao governo, como Roberto Requião, Jorge Viana e Humberto Costa, se ausentaram da sessão. (Folha)

Imperdível a fotografia de Dida Sampaio, do Estadão, capturada durante a sabatina.

Enquanto isso, no outro lado da Praça dos Três Poderes, o ministro Celso de Mello voltou a se posicionar contra o foro privilegiado. (Globo)

Sérgio Moro não poderá usar a delação de Sérgio Machado contra José Sarney. Por decisão da 2ª Turma do STF, o ex-presidente será investigado no Supremo. Foi a primeira derrota do ministro Edson Fachin como relator da Lava Jato.

Tem um grupo no PT querendo Dilma candidata ao governo gaúcho. (Estadão)

E… a turma do Piauí Herald imagina como seriam as novas conversas gravadas de Jucá…

A intervenção do governo Dilma no setor elétrico para baixar o valor das contas custará caro. A Aneel definiu em R$ 62,2 bilhões a indenização às transmissoras de energia. A conta será dividida pelos consumidores em lentas parcelas até 2025. (Globo)

A afirmação é do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles: “Essa recessão já terminou.” A ver. Mas, esteja certo ou não, é a mais longa da história da República brasileira. (Globo)

A Ternium, sócia da Usiminas, comprará da alemã Thyssenkrupp a siderúrgica CSA. (Globo)

Embora os votos no Equador ainda não tenham sido todos contados, o Conselho Nacional Eleitoral afirmou hoje que o segundo turno é inevitável. Disputarão Lenín Moreno, o candidato do presidente Rafael Correa, e Guillermo Lasso. Acionista de um dos principais bancos do país, Lasso é supernumerário da Opus Dei. Apesar de boa parte da carreira ter sido no setor privado, foi governador de Guayas e ministro da Fazenda.

Cultura

Charles Cosac vai bancar sala infantil na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. O empresário, que fechou as portas de sua editora no ano passado, doará os R$ 350 mil do projeto, que buscava, até ontem, financiamento via crowdfunding — e só alcançou pouco mais de R$ 25 mil.

Aliás… No Brasil, ainda engatinhamos no mundo de crowdfunding. Para incentivar campanhas filantrópicas eficientes, a praxe lá fora é um benfeitor rico oferecer de casar um dólar para cada dólar doado até determinado limite. Estimula participação.

Há 40 anos, Caetano Veloso lançava a música Odara, dentro do álbum Bicho. No Suplemento Pernambuco, Fred Coelho conta como a canção se tornou tanto um ícone do desbunde do grupo liderado por Caetano, quanto um marco na carreira do cantor. E conclui: Odara é capaz de instaurar, mesmo que por apenas sete minutos, uma “saúde solar em meio ao período de trevas que se espraia entre nós”.

A propósito: ouça o álbum Bicho, de Caetano, no Spotify.

O número de mulheres atuando em filmes foi recorde em 2016. Segundo pesquisa, elas estão em 29% dos 100 longas que mais arrecadaram no ano passado, crescimento de 7% com relação a 2015. A autora do estudo, porém, vê os dados com olhar crítico: “É possível que introduzir mulheres como protagonistas seja mais fácil e menos ameaçador do que contratar mulheres diretoras e roteiristas”. Apenas 7% dos filmes feitos no ano passado foram dirigidos por mulheres.

Caio Blat será gângster em série da BBC. O ator vai interpretar Antonio Mendez, bandido de um cartel mexicano, em McMafia, produção sobre o crime organizado.

O elenco do filme de Han Solo se reuniu ontem, num estúdio em Londres, e divulgou a primeira foto, marcando o início das gravações. O segundo spin-off de Star Wars nos cinemas está previsto para 2018.

Viver

Uber vive segunda crise em menos de um mês. Em janeiro, a empresa foi alvo da campanha #DeleteUber, por reduzir a tarifa em concorrência aos taxistas de Nova York, que então faziam greve de protesto contra Donald Trump. Agora, é a vez de a empresa ser acusada de sexismo por uma ex-funcionária. A engenheira Susan Fowler disse que foi sistematicamente assediada por um gerente e afirmou que o Uber limita o potencial de crescimentos das mulheres. Em seguida, o CEO da empresa, Travis Kalanick, pediu desculpas e anunciou comitê para investigar as acusações. 

Rebaixado em 2006, Plutão pode voltar a ser um planeta. Cientistas da Nasa acabam de publicar um manifesto sobre a revisão do conceito. Se a proposta for adotada, 100 novos planetas serão alçados imediatamente ao Sistema Solar, incluindo Plutão e até a Lua. No cerne do manifesto está a ideia de que, para ser um planeta, uma massa cósmica não precisa necessariamente orbitar em torno do Sol. Para os pesquisadores, as propriedades físicas do ‘candidato’ a planeta são mais importantes do que sua interação com outras estrelas.
 
Para ler com calma:
Eliane Brum escreveu sobre turbantes, moças brancas e apropriação cultural — a polêmica do momento nas redes. Defende que o movimento negro precisa ser respeitado e que brancos não deviam usar a indumentária. No Medium, Guilherme Assis lhe respondeu ponto por ponto.

Papa diz que proteger imigrantes é “imperativo moral” das autoridades. Outra vez, não citou nomes, muito embora o assunto venha dominando seus discursos desde a posse de Donald Trump. O pontífice disse que as nações devem integrar imigrantes num “trabalho bidirecional” de reconhecimento de outras culturas.

O papa, aliás, foi pop dias atrás. Tratou de assunto mundano: o uso dos celulares à mesa de jantar. O gesto, disse a uma plateia jovem na Itália, “é o início da guerra”, porque impede o diálogo.

Cotidiano Digital

Divulgar fotos ou vídeos, sem autorização, com nudez ou sexo, pode se tornar crime. A Câmara dos Deputados aprovou ontem projeto de lei que deverá ser votado pelo Senado.  

Estatísticas de um mundo digital: somos 4,7 bilhões de usuários de internet no mundo. Já os sites, que passaram de 1 bilhão em 2014, hoje são 966 milhões. Veja a coletânea de dados.

O Medium está fechando o escritório no Brasil e acabando com a curadoria de conteúdo em português. É parte do processo de reinvenção pelo qual a empresa está passando.

O Google anunciou ontem que vai acabar com os anúncios de 30 segundos que não permitem pular no YouTube. Mas só em 2018.

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