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6 de março de 2017
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6 de março de 2017

O FBI contra Donald Trump

O diretor do FBI, James Comey, está manobrando internamente para que o Departamento de Justiça negue em público a acusação de que telefones do presidente Donald Trump tenham sido grampeados em 2016. No sábado, ainda bem cedo pela manhã, o presidente disparou uma série de tweets nos quais acusou Barack Obama de ter ordenado os grampos de números em seu prédio-residência nova-iorquino, a Trump Tower. Acusou seu antecessor de um gesto equivalente a “Nixon/Watergate” ocorrido “provavelmente por motivações políticas” que remete ao “macarthismo”. É a primeira vez em que o FBI, polícia federal americana, busca desmentir um presidente da República. Um grampo como o citado, pela legislação do país, seria flagrantemente ilegal. Nem Trump, nem seus auxiliares, apresentaram qualquer indício de que a acusação é ao menos plausível. O Washington Post fez uma checagem e atribuiu à acusação do presidente a nota de 4 dentre 5 pinóquios possíveis. O presidente também pediu ao Congresso que investigue o caso no âmbito do inquérito formado para avaliar qualquer influência russa na campanha.
 
Segundo a revista britânica The Economist, há três explicações possíveis para o rompante de Trump. A primeira é de que houve mesmo grampo ilegal. Ou, então, houve uma investigação do FBI na Trump Tower, mas autorizada por juiz. Um porta-voz de Obama, porém, o nega. A terceira explicação é de que se trata de uma tática do atual presidente para energizar seus seguidores e cerrar fileiras. No momento, afinal, as acusações de que algum tipo de influência russa realmente existiu em sua campanha começam a ficar mais fortes.

Para ler com calma: “O fascismo ganha quando a direita cede, e o fascismo é vencido quando a direita se sustenta. A direita que é a proteção contra fascismo, não a esquerda. A esquerda dá o alerta.” De entrevista com o filósofo francês Bernard-Henri Lévy. (Globo)

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá nos próximos dias ao STF que abra inquérito para investigar os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, homens de confiança de Michel Temer. Ele também vai requerer que sejam enviados para instâncias inferiores casos envolvendo políticos sem foro, como os ex-presidentes Lula e Dilma, e os ex-ministros Guido Manega e Antonio Palocci. (Folha)

Quem não está gostando dos vazamentos dos depoimentos de executivos da Odebrecht é o ministro Herman Benjamin, responsável pelo processo do TSE. Benjamin demonstrou estar impressionado com o volume de dinheiro do caixa dois e o acesso ao poder que Marcelo Odebrecht tinha. (Estadão)

Afastado temporariamente por conta de uma cirurgia e talvez em definitivo pela Odebrecht, a falta de Eliseu Padilha cobra seu preço na capacidade de articulação do governo. Michel Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assumiram eles próprios o comando de uma força-tarefa para negociar com o Congresso a aprovação da Reforma da Previdência. O objetivo é votar a emenda constitucional, na Câmara, em dois turnos, até 10 de maio. (Globo)

Aliás… De Elio Gaspari, domingo: “O ministro licenciado Eliseu Padilha está debaixo de chumbo e algum dia contará se José Yunes fritou-o ou se ambos congelaram Michel Temer.” É a pergunta que não quer calar, em Brasília. (Folha ou Globo)

Clóvis Rossi: “Só mesmo o mais rematado tolo acreditaria que, com todos os outros políticos, a Odebrecht cometeu uma agressão à honestidade e à ética, mas não com Temer, certo?” (Folha)

Enquanto isso… a Câmara se prepara para criar entre 200 e 300 cargos de livre nomeação.

Lula quer os principais nomes do PT se lançando candidatos a deputado federal, na próxima eleição. É para evitar uma diminuição drástica da bancada. (Globo)

O temor com o desgaste da Lava Jato também bate à porta dos tucanos. Com Aécio, Serra e Alckmin atingidos, cresce no PSDB o nome de João Doria na disputa pelo Planalto, em 2018. (Folha)

 

Cultura

Garfield gosta de lasanha. Garfield gosta de dormir. Garfield é universal. “Não é macho ou fêmea”, declarou o criador do desenho, Jim Davis. Dita dois anos atrás, a frase repercutiu agora, num tweet que disparou uma guerra virtual sobre… o gênero de Garfield. Durante 60 horas, o sexo do gato na Wikipédia oscilou entre macho e fêmea. A enciclopédia decidiu fechar o verbete. O Washington Post conta a história — e dá o veredicto.

Duas pinturas de Portinari avaliadas em R$ 60 milhões estão se desfazendo no Palácio do Alvorada. Em vídeo, o Estadão mostra ainda que outras obras brasileiras na presidência estão desaparecidas ou em estado precário. Foi descoberto um depósito em que as relíquias estão guardadas como entulhos.

A mais recente obra do artista britânico conhecido pelo pseudônimo Bansky está num hotel da Cisjordânia.

No fim (de fato) da folia, o Suplemento Pernambuco publica o conto Restos de Carnaval, de Clarice Lispector. Com comentário de Benjamin Moser, autor da elogiada biografia da escritora.

Aliás, o livro Clarice ganha relançamento em março, com posfácio inédito. O título era da extinta Cosac Naify. Volta agora pela Companhia das Letras. 

Em meio à crise que afeta Fnac e Livraria Cultura, o varejo livreiro no Brasil pode estar começando a sentir o peso da concorrência da Amazon. Para pelo menos uma grande editora, a loja online já representa 10% de suas vendas. (Estadão)

Os 15 hits que marcaram o Carnaval pelo Brasil, em seleção (com vídeos) do repórter Leonardo Lichote, do Globo.  

A série de animação Rebels conta a história passada entre a primeira e a segunda trilogia de Star Wars. No último episódio, um momento histórico: Mon Mothma renuncia à cadeira no Senado e forma a Aliança Rebelde. (Momento geek para iniciados.)

Conhecido gerador de polêmicas nas redes sociais (e picos de audiência na TV), o reality MasterChef Brasil estreia nova temporada amanhã, na Band. (Folha)

Game of Thrones reestreia somente em julho na HBO, mas a sétima temporada já tem teaser

Com estreia prevista para 2018, Deadpool 2, o novo filme do anti-herói da Marvel, faz paródia do Super-Homem.

 

Viver

A nova base brasileira na Antártica está em construção. Vai custar quase US$ 100 milhões e substituirá a estação que pegou fogo, em 2012, por uma espécie de hotel de luxo, contam Marcelo Leite e Lalo de Almeida em especial com vídeos, fotos e infográficos, na Folha. Serão 14 laboratórios, biblioteca, auditório e áreas de convivência — de fato, um ambiente de luxo em comparação aos contêineres “com poucas e minúsculas janelas” que abrigam o Programa Antártico Brasileiro.

As mulheres ocupam apenas 37% dos postos de chefia nas empresas. Quando chegam a cargos de gerência e direção, elas ganham 68% do salário dos homens. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o Globo reúne ainda os dados sobre a presença feminina no Legislativo, no Executivo e no Judiciário. Não há o que comemorar.

Um novo personagem aparece na noite carioca. Joãozinho King gastou R$ 300 milhões num camarote da Sapucaí. Filho de bicheiro, diz fazer dinheiro blindando carros.

No interior de São Paulo, o primeiro prefeito assumidamente gay do país se casou com o parceiro. (Estadão)

Benjamin perdeu a mãe tão logo nasceu, em 1997, na Venezuela. Naquele mesmo ano, se mudou para Nova York — ilegalmente, escondido no bolso do artista Allen Hirsch. Benjamin era um macaco. Viveu com o pintor por dez anos, num apartamento no Soho. Quando morreu, em 2011, o artista o guardou na geladeira por três meses, até conseguir se despedir do melhor amigo. A incrível história é contada na série de vídeos Long Live Benjamin, do New York Times.

Por que um vôo que levava cinco horas há 50 anos demora mais nos dias de hoje? A resposta em vídeo.

Após arrancar aos 40 minutos do segundo tempo o empate por 3 a 3 no Fla x Flu de final da Taça Guanabara, o time rubro-negro cedeu ao tricolor carioca o campeonato na disputa de pênaltis. Veja os melhores momentos.

Cotidiano Digital

O Uber usou um software especial para identificar policiais que investigavam a empresa. Após identificá-los, o programa cancelava as corridas dos oficiais para impedir o flagrante em cidades nas quais a operação do aplicativo estava suspensa.

Governo quer cobrar imposto de games. A chamada taxa cultural seria aplicada à indústria de jogos, por se tratar de produção audiovisual. O valor da cobrança não está definido. A regulamentação vem na sequência daquela que prevê a cobrança aos serviços de streaming de filmes e séries.

O Spotify chegou a 50 milhões de usuários. O novo dado revela que, só em 2016, a empresa ganhou 20 milhões de assinantes.

 

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