Apoio a Lula é legítima defesa da democracia, diz Marina Silva

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A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) relacionou ao momento de fragilidade democrática os mais recentes apoios recebidos por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Ela disse que toda vez que há uma ameaça autoritária “os democratas se unem para preservar e ampliar sua democracia”. Ao dizer que o país não aguentaria mais um mandato do atual presidente Jair Bolsonaro, ela chamou de “legítima defesa” das instituições o voto pela candidatura de Lula. A ambientalista acredita que a sociedade impedirá uma tentativa de golpe, caso se confirme a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. Em entrevista ao programa #MesaDoMeio, ela afirma que “se com o Bolsonaro no poder a gente conseguiu segurar nossa democracia até agora, com ele derrotado, dificilmente [a ameaça golpista] passará da esfera das escaramuças.”

Marina ressalta que a crise ambiental em todo o mundo já não é mais apenas um discurso de alerta, mas “agora ela se materializa na vida das pessoas, no seu patrimônio, seja ele público ou privado, e nos grandes desastres que vem afetando o mundo inteiro”. Ela lembrou dos últimos desastres ocorridos no país, como as chuvas em Petrópolis, no Rio de Janeiro, que deixou 234 mortos em fevereiro deste ano. “O povo aprende na pedagogia da dor, e aí você consegue conectar multidões de pessoas que, ainda que não tenham uma teoria, têm uma vivência das consequências climáticas.”

Ao falar sobre uma proposta para negociar com o agronegócio, Marina dividiu o setor entre aqueles que têm visão de negócio e os que têm um olhar “reacionário” para a área baseado na expansão do desmatamento, e defendeu que o próximo governo deve mostrar “que é possível ser um grande produtor com base na agricultura de baixo carbono”. Ela também fez uma diferenciação entre o público evangélico que defende Jair Bolsonaro e aqueles que são contra. A ex-ministra lembra que há um incômodo com a postura do presidente, mesmo entre seus apoiadores religiosos, e que existe um movimento de jovens e mulheres evangélicas de afastamento do candidato à reeleição.

Questionada sobre uma possível vaga no Ministério do Meio Ambiente, Marina disse que não pretende se colocar como futura comandante da pasta. “Para mim, o importante foi o compromisso público, com repercussão nacional e internacional, em relação a agenda”, se referindo ao documento entregue por ela ao candidato do PT, que assumiu o compromisso de seguir as propostas ambientais produzidas pela ex-ministra. Para ela, um provável novo mandato de Lula será um “governo de transição” porque “resolver o problema ambiental, da transição energética para uma matriz renovável limpa e segura, não é algo que se resolve em quatro anos”.

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