Bolsonaro pode estar fora do jogo, mas bolsonarismo não morreu, diz Pedro Doria

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Mesmo com Jair Bolsonaro fora do poder e agora inelegível, a sombra do golpismo segue viva. No programa #MesaDoMeio, o editor-chefe do Meio, Pedro Doria avalia que o espírito do bolsonarismo não está diretamente atrelado ao ex-presidente, mas a uma aceitação de investidas golpistas para tirar Lula do poder. “A gente ainda tem um germe antidemocrático que está contaminando um percentual muito alto da sociedade, e isso quer dizer que Bolsonaro pode estar fora do jogo, mas o bolsonarismo não morreu.”

Para a jornalista Mariliz Pereira Jorge, a inelegibilidade de Bolsonaro “deu um alívio” para parte da população. Ela considera que a punição está muito aquém do necessário por tudo o que foi feito no período e acredita que não haverá mais penalidades para o ex-presidente. “Demorou demais para isso acontecer. Essa corda foi esticando durante quatro anos, desde que ele foi eleito e ficou cometendo uma sucessão de crimes.”

Apesar da capacidade bolsonarista de dominar as redes sociais, Christian Lynch afirma que o grupo perdeu a direção após a derrota de Bolsonaro na última eleição. “É um pessoal que está sem liderança e sem direção”, diz o cientista político, que considera que, com a falta de uma oposição bem organizada, “Lula está nadando de braçada” nos discursos políticos.

Mas nem sempre o presidente tem dado declarações positivas. Mariliz Pereira Jorge critica a opinião de Lula, que continua defendendo a ditadura venezuelana, o que pode deixar ainda mais confusa a cabeça de quem não sabe o que é o comunismo, mas sabe o que se passa na Venezuela. “Isso aumenta o temor dessas pessoas, achando que existe um projeto de Lula ou do PT de trilhar esse mesmo caminho e nos transformar em uma Venezuela”, diz a jornalista, que avalia também que o presidente fala desnecessariamente para sua base eleitoral, já está conquistada.

De Brasília, a repórter especial do Meio Luciana Lima conta que o Planalto espera que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), entregue as votações importantes que havia prometido na área econômica, como a reforma tributária e as modificações feitas pelo Senado no arcabouço fiscal, que precisa ser novamente votado pelos deputados, antes de seguir para sanção presidencial. Lira também quer aprovar a reforma tributária, mas enfrenta obstáculos de deputados e governadores, já que “cada personagem nessa história tem uma reforma diferente na cabeça”.

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