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Cúpula do Mercosul expõe tensão política devido ao embate entre Lula e Milei

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Os líderes do Mercosul se reuniram neste fim de semana no Paraguai, que recebe a cúpula de chefes de Estado nesta segunda-feira, em meio à tensão política no bloco, principalmente entre os líderes de Brasil e Argentina. A reunião pode ficar ofuscada pelos efeitos da briga pública entre Lula e Javier Milei, que não estará em Assunção, mas em viagem privada ao Brasil para evento de extrema direita promovido pela família Bolsonaro e seus aliados. Será a primeira vez que um presidente argentino deixará de comparecer à cúpula, segundo o Itamaraty. Milei também travou embates recentemente com Bolívia, Venezuela e Colômbia. Entre os temas discutidos estão controle integrado nas fronteiras e entraves ao comércio intrabloco. E os ministros das Relações Exteriores assinam um acordo de coprodução cinematográfica e audiovisual, além de um acordo de complementação financeira e técnica do Mercosul com o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata. (Estadão)

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As falas dos chanceleres brasileiro, Mauro Vieira, e argentina, Diana Mondino, mostram divergência nas propostas dos dois países para a agenda externa, notadamente o bloco sul-americano. Vieira enfatizou duas propostas que incomodam os vizinhos: a criação de um comitê de mulheres e o comércio no Mercosul. É proposta antiga, do conservador Paraguai. Mas, para os argentinos, uma má ideia. Vieira também prestou solidariedade à Bolívia, que ingressa no Mercosul e há poucos dias foi palco de uma tentativa frustrada de golpe de Estado. Mondino ignorou todos esses temas. Diplomatas relataram reservadamente que, como fez recentemente na Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos, a Argentina tem dificultado no Mercosul debates de gênero, emergência climática e justiça social, como parte da agenda ultraconservadora de Javier Milei. (Folha)

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