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Meio/Ideia: Flávio cresce e aponta polarização contra Lula

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Mesmo sem fazer campanha ostensivamente país afora, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolidou como o principal antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro. Este é o cenário apresentado pela segunda pesquisa Meio/Ideia de intenção de votos e avaliação do governo (íntegra), divulgada na madrugada desta quarta-feira. Na pesquisa espontânea, o senador fluminense saltou de 6,6% em janeiro para 16,3%, enquanto o presidente passou de 32% para 33%, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. “A pesquisa espontânea de intenção mostra a acomodação de Flávio Bolsonaro como candidato do espectro bolsonarista do eleitorado”, diz Mauricio Moura, fundador do Ideia.

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O pacto de apoio mútuo dos governadores presidenciáveis do PSD — Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO) — não foi capaz de furar a bolha do bolsonarismo. Em todas as simulações estimuladas de primeiro turno, Lula lidera seguido por um nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro — Flávio, candidato oficial da família; a ex-primeira-dama Michelle ou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O melhor desempenho entre os três do partido de Gilberto Kassab é de Ratinho, que aparece em terceiro, com 8,8% das intenções de votos na simulação com Lula (39,5%) e Flávio (32%). Quando os nomes do PSD são Leite ou Caiado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobe para a terceira colocação, com percentuais que variam entre 5,1% e 6%.

A pesquisa Meio/Ideia também testou o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como possível candidato governista. Ele lidera nos cenários de primeiro turno, mas em empate técnico com Flávio Bolsonaro (36,2% a 34,5%) e Tarcísio (36,4% a 36%).

“O bloco do PSD vai precisar investir muito em campanha, aparecer mais. Ratinho, Caiado e Eduardo Leite ainda não conseguiram despontar como alternativas para o eleitor antipetista”, avalia o diretor de jornalismo do Meio, Pedro Doria.

Já nas simulações de segundo turno, Lula lidera em todos os cenários, mas aparece em empate técnico dentro da margem de erro com Tarcísio (44,7% a 42,2%), Flávio (45,8% a 41,1%) e Michelle (45% a 40,7%). Todos os demais candidatos aparecem abaixo de 40% na disputa com Lula. Embora seja o mais bem colocado entre os bolsonaristas, Tarcísio já declarou apoio a Flávio e afirma que concorrerá à reeleição em São Paulo.

Entre os entrevistados, 62% afirmaram já ter o voto definido, enquanto 38% disseram que ainda podem mudar de opinião até outubro.

Lula e Flávio também lideram na rejeição: 44% não votariam no presidente de forma alguma, e 34% que rejeitam o senador. Em seguida, vêm Haddad, com 30%; Michelle, com 29,4%; Tarcísio, com 15%; Caiado, com 14%; Zema, com 13,3%; Ratinho, com 13%; Leite, com 11,1%; Aldo Rebelo (Democracia Cristã), com 10%; e Renan Santos (Missão), com 9,3%. A soma é superior a 100% porque os entrevistados puderam rejeitar mais de um candidato.

Avaliação do governo

A polarização do eleitorado também se reflete na percepção se o presidente Lula merece ou não um quarto mandato: 51% acham que não, enquanto 47% avaliam que sim. “Percebemos como bastante sólida a divisão do país entre os eleitores que consideram que Lula merece continuar ou não. Esse segue sendo o principal retrato da corrida eleitoral presidencial e mostra como a eleição será apertada”, diz Cila Schulman, CEO do Ideia.

O número segue em linha com a aprovação da atuação do petista na presidência, com 51,4% reprovando e 46,6% aprovando. Na avaliação do governo em geral, 44,7% veem como ruim ou péssimo, 34,1% consideram ótimo ou bom, 19% acham regular e 2,2% não souberam opinar. A pior avaliação do governo é na segurança pública, considerada ruim ou péssima por 52,3% dos entrevistados, regular por 23,3% e boa ou ótima por apenas 21,4%.

Esta pesquisa eleitoral, Meio/Ideia, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026-BRASIL. Foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 30 de janeiro a 2 de fevereiro. O intervalo de confiança é de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%.

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