O drama do alcoolismo entre mulheres chega às telas

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“Só mais um gole, uma taça, uma dose…” “Eu não tenho problemas com bebida. Paro quando quiser.” Quem já ouviu ou disse alguma dessas frases vai se identificar com a principal estreia desta semana nos cinemas. Dirigido e escrito por Rosane Svartman e Carol Minêm, (Des)Controle acompanha a história de Kátia Klein (Carolina Dieckmann), uma escritora de sucesso em crise criativa e conjugal. Alcoólatra no passado, ela jura para família e amigos que está longe dos copos e das garrafas, mas se vê afundando novamente no vício. Mariliz Pereira Jorge, cá neste Meio, comentou como o filme aborda de forma sensível o alcoolismo entre mulheres, sem romantizá-lo nem demonizar a protagonista.
Destruição Final, título no Brasil de Greenland, de 2020, criou um paradoxo para sua continuação. Se existe um Destruição Final 2, então a destruição anterior não foi final! Enfim, mais uma vez sob a batuta de Ric Roman Waugh, vamos reencontrar a família Garrity, John (Gerald Butler), Alisson (Morena Bacarin) e seu filho Nathan (agora vivido por Roman Griffin Davis). No longa anterior, a família consegue se refugiar em um bunker na Groenlândia quando um cometa atinge a Terra. Agora, cinco anos depois, os habitantes do refúgio estão pirando com o isolamento, especialmente os jovens. O problema é que o clima no planeta enlouqueceu, tornando quase impossível a vida ao ar livre. Mas há o rumor de que a cratera do cometa, no que foi o Sul da França, é uma área estável, o que faz a família e outros sobreviventes deixarem o bunker e arriscarem a longa jornada.
Mas nem todas as catástrofes são ficcionais. Dirigido pelo ucraniano Sergei Loznitsa, Dois Procuradores se passa na União Soviética em 1937, quando Josef Stálin (1878-1953) governava o país com mão de ferro. Cartas de centenas de presos políticos, muitos deles antigos revolucionários, são queimadas, mas uma delas escapa e vai parar nas mãos de um jovem promotor (Alexander Kuznetsov), que decide investigar o caso e se depara com um cenário de crueldade e arbítrio. Achando ser um episódio isolado, o jovem decide denunciar a situação a seus superiores, apenas para descobrir que os abusos eram inerentes ao sistema que acreditava defender. O longa é baseado nos livros do físico Georgy Demidov (1908-1987) que sobreviveu a 14 anos nos campos da morte de Stálin.
Da União Soviética dos anos 1930 para a Venezuela de hoje, Zafari, dirigido por Mariana Rondón. Vizinhos de um pequeno zoológico, oriundos de diversas classes sociais, celebram a chegada de uma nova aquisição, o hipopótamo Zafari. Conforme a situação no país se deteriora, alguns começam a achar injusto que o simpático animal seja o único a contar regularmente com comida e água limpa. A constatação vai botar em conflito toda a vizinhança.
Como lidar com o luto quando não se tem “direito” a ele? Essa é a questão espinhosa que permeia o longa islandês Quando a Luz Arrebenta, de Rúnar Rúnarsson. Toda a história se passa em um dia. Colegas de faculdade, Una (Elín Hall) e Diddi (Baldur Einarsson) estão apaixonados e vivem um romance secreto, pois o rapaz ainda não rompeu com Karla (Katla Njálsdóttir), sua namorada oficial. Ele está decidido a terminar naquele dia, mas morre em um dos mais graves acidentes rodoviários da Islândia. Una terá e chorar a morte do “amigo”, enquanto todos consolam Karla por ter perdido seu amor.
A China passou por uma revolução industrial na década de 1990, com todos os efeitos disruptivos que a Revolução Industrial europeia provocou dois séculos antes. Isso é mostrado no drama Living the Land, de Huo Meng, quando diversas gerações de uma mesma família numa aldeia rural precisam encarar mudanças tecnológicas e culturais. Enquanto os jovens vivem a ansiedade e a expectativa de um novo mundo, os mais velhos não conseguem se adaptar e acreditam que não adianta correr atrás de mudanças que não compreendem.
E para quem não passa sem um susto há O Som da Morte, de Corin Hardy. É basicamente um filme sobre seleção natural: quem é estúpido demais para ficar vivo morre. Um grupo de estudantes secundaristas encontra um “apito da morte” asteca. O troço tem uma caveira entralhada e decorada e inscrições alertando que quem o soprar atrairá a própria morte. O que eles fazem? Sopram, claro. A partir daí, é a carnificina típica dos slashers.
Confira a programação completa nos cinemas da sua cidade. (AdoroCinema)


