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Moraes e Toffoli reagem a código de conduta no STF

Foto: Gustavo Moreno/STF

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Em meio à pressão por um código de conduta no Supremo Tribunal Federal (STF), ministros da Corte defenderam que os magistrados devem ter direito a atuar fora dos tribunais para ampliar suas rendas, hoje fixadas pelo teto salarial do serviço público em R$ 46.366. Alexandre de Moraes criticou o que chamou de “demonização das palestras”, uma das poucas atividades externas remuneradas que são permitidas à magistratura. A fala ocorre no momento de maior pressão na história recente do STF por conta da crise envolvendo o Banco Master, que expôs relações familiares de ministros com a instituição. O escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato com o Master no valor total de R$ 129 milhões. O episódio acelerou a articulação do presidente da Corte, Edson Fachin, pela criação de um código de ética para ministros, com relatoria da ministra Cármen Lúcia. Após a reação de Moraes, porém, como conta Mônica Bergamo, Fachin cancelou um almoço que teria com os colegas para tratar do código. (Folha)

Dias Toffoli, o criticado relator do caso Master, também defendeu maneiras de os juízes ampliarem seus ganhos. Segundo ele, magistrados devem poder ser sócios de empresas ou proprietários rurais, desde que não exerçam funções de administração. “Vários juízes são fazendeiros, são donos de empresas”, disse Toffoli, em aparte a Moraes. Fundos ligados ao Master compraram participação em um resort dos irmãos de Toffoli no Paraná, onde o ministro já recebeu diversos empresários ligados ao setor financeiro. (CNN Brasil)

Já o STJ vive uma crise criminal envolvendo o ministro Marco Buzzi. Uma jovem de 18 anos o denunciou por suposto assédio sexual durante uma viagem de férias ao litoral de Santa Catarina em janeiro. Em depoimento à polícia, ela acusou Buzzi de tentar agarrá-la repetidamente enquanto se banhava em uma praia de Balneário Camboriú. A família deixou o local e registrou boletim de ocorrência em São Paulo. O Conselho Nacional de Justiça apenas informou que o procedimento está sob análise da Corregedoria Nacional e tramita em sigilo. (Metrópoles)

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O Planalto está fazendo o que pode e o que não pode para se desvincular da aprovação do projeto que reestrutura carreiras do Legislativo e cria gratificações que podem dobrar o salário-base de servidores da Câmara e do Senado. Ministros e secretários foram escalados para dizer que o Executivo não participou de negociações nem firmou acordo para levar a proposta ao plenário. A versão, no entanto, foi contestada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, líderes governistas participaram da reunião que definiu a pauta e deram aval ao encaminhamento. A aprovação unânime, diz Motta, refletiu o consenso entre as lideranças. (Globo)

Embora o reajuste tenha sido aprovado por unanimidade, deputados criticaram o dispositivo que permite furar o teto salarial do serviço público. O texto cria uma licença compensatória, mas permite que o servidor faça a opção por receber em dinheiro. Essa verba é classificada como indenizatória, por isso, ficaria fora do limite salarial atrelado ao vencimento dos ministros do STF. (g1)

Aliás, os reajustes aprovados para servidores do Legislativo terão impacto estimado de R$ 790 milhões até o fim de 2025 — R$ 592 milhões na Câmara e R$ 198 milhões no Senado. O valor é maior que o orçamento anual de 95% dos municípios brasileiros, segundo dados do Tesouro Nacional. (g1)

E vem mais por aí. O reajuste deve provocar pressão por aumento da verba de gabinete dos parlamentares. Hoje, cada deputado dispõe de R$ 133,1 mil por mês para pagar até 25 assessores. Com a alta salarial prevista — entre 8% e 9,28%, de acordo com Hugo Motta — dirigentes da Câmara defendem que o limite também seja reajustado. Caso contrário, afirmam, será necessário cortar funcionários para manter os gastos dentro do teto atual. (Folha)

Na corrida eleitoral aumentam as pressões no entorno petista para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aceite se candidatar ao governo de São Paulo para que o partido tenha um palanque forte no mais populoso estado do país. Dessa vez, a artilharia veio da ministra do Planejamento, Simone Tebet, cotada para disputar o senado por São Paulo. De acordo com ela, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin são os nomes mais fortes do governo Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo paulista. “Se estamos falando em puxar votos para a majoritária federal, Haddad e Alckmin no governo do estado têm mais força”, disse ela, após evento no Palácio do Planalto. (g1)

E candidatura
de Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado por Santa Catarina provocou um novo racha familiar. Nesta quarta-feira a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio público à candidatura ao Senado da deputada Caroline de Toni (PL), que lidera as pesquisas e disputava uma vaga com Carlos. Em postagens nas redes sociais, Michelle compartilhou fotos ao lado de Caroline e também do ex-presidente Jair Bolsonaro com a deputada, sinalizando respaldo político. “Estaremos com você”, escreveu. O esforço, porém, não deu resultado. Ao ouvir do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que uma vaga iria para Carlos e outra para um partido aliado, a deputada anunciou sua saída da legenda. (UOL)

Pedro Doria: “A nova pesquisa Meio/Ideia mostra com clareza que esta será uma eleição bastante disputada. O segundo turno, se as coisas seguirem como estão, será entre Lula e Flávio Bolsonaro. E não há favorito nesse jogo”. A análise completa no Ponto de Partida. (Meio)

Furar a bolha hoje é um ato de liderança. Em um ano tomado por ruído e versões enviesadas da realidade, a Pesquisa Meio/Ideia entrega um retrato das intenções de voto do eleitor com rigor científico, leitura de cenário e contexto, sem empurrar conclusões. Como assinante Premium, você recebe o levantamento em primeira mão, todos os meses, e passa a ser quem leva dados para as conversas. Assine o Meio Premium e esteja entre quem entende antes de opinar.

Viver

Os Três Poderes da República assinaram, nesta quarta-feira, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que une Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas. Apesar da apresentação, o governo não ofereceu detalhes sobre a execução das políticas de enfrentamento ao feminicídio. O projeto tem como eixos principais a prevenção, proteção e responsabilização de agressores e a garantia de direitos para mulheres vítimas de violência de gênero. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025, com 1.470 casos de janeiro a dezembro. (g1)

A única medida anunciada foi a criação de um comitê contra o feminicídio, que será formado por quatro representantes de cada Poder, segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. “Após a composição, esse comitê se reunirá para discutir um plano de trabalho comum com ações prioritárias, contundentes e efetivas para enfrentar o feminicídio”, afirmou. Presente na cerimônia, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, teve participação discreta e não discursou. O ato foi aberto pela primeira-dama Janja da Silva. (UOL e Globo)

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Um dos principais jornais dos Estados Unidos, o Washington Post está promovendo mudanças drásticas em sua operação, o que inclui a demissão de um terço de seus funcionários e a exclusão de algumas áreas. O editor-executivo do Post, Matt Murray, disse em uma teleconferência com a equipe que o jornal está iniciando “uma ampla reestruturação estratégica” envolvendo o enxugamento da cobertura esportiva, o fim da seção de livros e o podcast Post Reports, além de reduzir sua presença internacional. As notícias de política e governo, assim como as informações nacionais, continuarão sendo o tema principal. Também dará ênfase à cobertura dos chamados “futuros”, ou “áreas como ciência, saúde, tecnologia, clima, cultura e negócios”. (Semafor)

Martin Baron, ex-editor-executivo do Washington Post, criticou a decisão do jornal, atual propriedade do bilionário Jeff Bezos, que também é dono da Amazon. Baron culpou Bezos por priorizar seus objetivos financeiros em detrimento do bem-estar do veículo. Também criticou a direção do Post por algumas de suas decisões editoriais, incluindo a controversa decisão de não apoiar um candidato presidencial durante a eleição nacional de 2024. (CBS News)

Panelinha no Meio. Eu vou fazer picadinho! Não é uma ameaça, mas uma promessa de sabor, ainda mais se for o picadinho oriental em uma panela só. Uma avalanche de legumes com direito a carne, óleo de gergelim etc. e sujando pouca coisa.

Cultura

Em (Des)Controle, principal estreia dos cinemas nesta quinta-feira, Carolina Dieckmann vive uma escritora que, sob pressão profissional e familiar, mergulha na bebida e põe em risco tudo o que conquistou. Outra boa pedida é o drama islandês Quando a Luz Arrebenta, onde uma jovem perde o homem que amava em circunstâncias trágicas, mas precisa engolir o próprio luto e, para jogar sal nas feridas, consolar a namorada oficial do falecido. Confira todas as estreias e veja os trailers no site do Meio.

O número de mulheres protagonizando os filmes de maior bilheteria de 2025 atingiu o menor patamar em sete anos, de acordo com um novo estudo da USC Annenberg Inclusion Initiative. Dos 100 filmes de maior audiência no ano passado, 39 apresentavam uma menina ou mulher em um papel principal ou coadjuvante, ante o recorde histórico de 55 filmes em 2024. As protagonistas ou co-protagonistas de grupos sub-representados também não tiveram um bom desempenho, com 15 filmes listados. A pesquisa aponta que Paramount e Warner Bros. foram as distribuidoras com pior desempenho, enquanto a Universal ficou em primeiro lugar, com mais da metade (54,2%) de seus filmes centrados em uma atriz. (Deadline)

Fechado desde a década de 1980, o Cine Copan será reaberto após uma reforma em seu espaço no edifício Copan, no Centro de São Paulo. O local vai receber, no próximo dia 19, a peça Hamlet, dirigida por Rafael Gomes e estrelada por Gabriel Leone, que ficará em cartaz até maio. Depois, fecha as portas novamente para obras por um ano, voltando a receber sessões de cinema além de eventos públicos, lançamentos de séries e filmes. O projeto ainda inclui a integração com um novo espaço de lazer, que vai abrigar cafés, restaurantes, bares, exposições de arte e eventos culturais. (Globo)

Cotidiano Digital

Um estudo da Universidade de Oxford identificou que o ChatGPT reproduz e amplifica estereótipos regionais ao responder perguntas comparativas sobre pessoas e lugares, associando com mais frequência atributos negativos a regiões mais pobres. A análise, baseada em 20,3 milhões de consultas feitas no Brasil, nos Estados Unidos e no Reino Unido, aponta que no caso brasileiro, o Nordeste aparece recorrentemente ligado a rótulos como “mais ignorante”, com menções a Maranhão e Piauí, e até a características físicas pejorativas, como a ideia de que Bahia e Pernambuco teriam mais “pessoas fedorentas”, enquanto Distrito Federal e São Paulo são associados a maior inteligência, pensamento crítico e boa governança. Segundo os autores, o viés decorre do treinamento da ferramenta com conteúdos majoritariamente produzidos em países ricos e do peso dado a opiniões informais. (Folha)

Para ler com calma. Isabella Henriques, diretora executiva do Instituto Alana, diz que o ECA Digital só vai “pegar” se virar prática cotidiana e, para isso, terá de reorientar a conduta das plataformas a partir do critério de que crianças e adolescentes de fato usam o serviço. Na leitura dela, isso amplia o alcance da lei sobre redes sociais e aplicativos e força mecanismos para reduzir riscos, com destaque para verificação etária feita também por sistemas operacionais e lojas de aplicativos, além de controles parentais e checagens próprias das plataformas. Isabella aponta que a efetividade vai depender de fiscalização e sanções aplicadas de verdade, com apoio de Procons, defensorias e Ministérios Públicos. (UOL)

A Anthropic anunciou que não exibirá anúncios em seu chatbot de inteligência artificial, o Claude, em contraste com os planos abertos da OpenAI de incluir publicidade no ChatGPT. A empresa afirma que anúncios poderiam criar conflitos de interesse, distorcer respostas e prejudicar usuários que buscam conselhos sensíveis ou usam a ferramenta no trabalho. Para reforçar a posição, a Anthropic lançará um comercial no Super Bowl que ironiza inteligências artificiais que inserem publicidade no meio de orientações e conversas, embora admita que poderá rever essa decisão no futuro se suas condições de negócio mudarem. (The Verge)

Você pode até achar que já sabe qual é a sua ideologia. Mas o Painel Ideológico do Meio vai além da divisão entre esquerda e direita. Criado a partir de anos de pesquisa do cientista político Christian Lynch, o quiz cruza suas respostas em três eixos para revelar qual das dez ideologias brasileiras organiza a sua visão de mundo. Faça o teste, descubra seu perfil ideológico e compartilhe.

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