Brasil adota cautela com a possibilidade de EUA classificar crime organizado como organizações terroristas
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O governo brasileiro tem reagido com cautela à possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas do país como organizações terroristas e ameaças à segurança nacional americana. Nos bastidores, a principal preocupação é que o tema acabe afetando as negociações em curso para um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump na Casa Branca, cuja expectativa é que ocorra em abril. Sob coordenação do Itamaraty, o governo tem reunido informações sobre medidas adotadas pelo Brasil no combate ao crime organizado para apresentar aos interlocutores americanos. Entre os argumentos estão iniciativas como a aprovação da PEC da Segurança Pública, o Projeto de Lei Antifacção e operações conduzidas pela Polícia Federal para desarticular o braço financeiro de organizações criminosas, como a operação Carbono. (Globo)
Já um dos maiores especialistas no combate ao crime organizado no Brasil, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, acredita que os Estados Unidos não devem considerar a posição do governo brasileiro na eventual decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista. Gakiya disse que o tema vem sendo discutido diretamente com autoridades americanas. Nos últimos meses, o promotor participou de reuniões com assessores próximos do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. (g1)






























