Escândalo do Banco Master passa a ditar os rumos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
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A um mês do início das convenções partidárias, a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a influenciar a estratégia das equipes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. No campo governista, a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos principais aliados de Lula, obrigou a campanha a recalibrar sua comunicação e a administrar o desgaste provocado pela aproximação do caso Banco Master com o entorno do presidente. Já entre os aliados de Flávio Bolsonaro, a prioridade é tentar desvincular a imagem do pré-candidato de Vorcaro, após as revelações sobre a participação do ex-banqueiro no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e concentrar a campanha na apresentação de propostas próprias. (Estadão)
Nos bastidores, Jaques Wagner tem demonstrado incômodo com a pressão interna por sua saída da liderança do governo no Senado e com o que classifica como “fogo amigo” dentro do próprio Planalto. Embora o presidente Lula tenha manifestado solidariedade ao aliado em dois telefonemas feitos após a operação, integrantes do Planalto afirmam que o gesto não deve ser interpretado como uma garantia de permanência na função. No governo, cresce a avaliação de que os desdobramentos do caso Banco Master podem atingir a imagem de Lula, o que levou parte dos ministros a defender que Wagner deixe a liderança para se dedicar à própria defesa. (Folha)
Elio Gaspari: “A entrada do senador Jaques Wagner no panelão do Banco Master era uma questão de tempo. A oposição repetia há meses que as delinquências de Daniel Vorcaro começaram na Bahia.” (Globo)
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial, com 41% das intenções de voto no primeiro turno, dez pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 31%. Na sequência, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Renan Santos (Missão) registram 3% cada, sem ameaçar a polarização entre os dois principais pré-candidatos. A pesquisa também mostra que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato à Presidência da República teria impacto limitado. Segundo o levantamento, 65% dos eleitores afirmam que o endosso do presidente americano seria indiferente na hora de votar. (g1)






























